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Pedido de reconhecimento de Indicação Geográfica da Carne de Onça de Curitiba é protocolado no INPI

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A receita é simples, mas o sabor é inigualável. Broa com carne bovina magra moída, cebola branca e cebolinha verde picadinhas, temperadas com azeite extravirgem, sal e pimenta do reino. Dos frequentadores de boteco até os restaurantes mais refinados, gente do mundo inteiro, quando vem a Curitiba, quer provar a famosa Carne de Onça.

Só que agora, além de ser famosa na capital do Paraná, a iguaria já tem relevância internacional. Pois recentemente entrou para o ranking dos 10 melhores pratos de carne crua do mundo.

Por ter fama e fazer parte da cultura e história de Curitiba, a Carne de Onça de Curitiba teve pedido de reconhecimento de Indicação Geográfica (IG) protocolado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), na modalidade Indicação de Procedência. A busca pelo reconhecimento se tornou notória devido a importância da localidade na produção desse produto específico, valorizando suas tradições, história e cultura.

A consultora do Sebrae/PR, Márcia Giubertoni, compartilhou e enfatizou a relevância de salvaguardar e impulsionar os produtos distintivos da região.

“Nossa região possui uma riqueza étnica abundante, com pratos diferenciados e consolidados. É um privilégio para o Sebrae/PR apoiar os empresários na busca do que realmente precisava ser protegido”, afirmou.

A consultora ressaltou o engajamento dos empresários locais no processo de busca pela IG da Carne de Onça de Curitiba. Atualmente, de acordo com a Associação Amigos da Onça (AAONÇA), mais de 200 restaurantes curitibanos trabalham com a Carne de Onça.

A ação do Sebrae/PR junto da Associação Amigos da Onça começou em janeiro deste ano, seguindo protocolo e metodologia do INPI. Márcia lembra que houve um trabalho conjunto com os empresários, envolvendo aspectos como associativismo, liderança e, claro, a caracterização, levantamento da história, e organizando um dossiê com a documentação exigida para a proteção do produto. Ela ressaltou que a conscientização, conhecimento e os dados fornecidos pelos empresários facilitou o processo.

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“Houve um engajamento muito grande dos empresários. E isso aconteceu de forma rápida, permitindo o depósito no INPI ainda no mesmo ano de início do trabalho”, acrescentou Márcia.

A Carne de Onça é um prato icônico da capital do Paraná. E agora, com o pedido protocolado, o INPI tem até dois anos para examinar a documentação e determinar a concessão ou não da IG.

Segundo Márcia, a expectativa é grande e vale a pena porque todos ganham.

“Agora é comemorar e aproveitar, participar dos festivais que Curitiba faz, e entregar aos consumidores um produto padronizado e de qualidade, que conte a história da região. E seguimos no processo para que o produto se torne uma IG”, disse.

O presidente da Associação Amigos da Onça, Sérgio Luiz Medeiros, também está empolgado com o pedido de reconhecimento de IG para o prato “queridinho” dos curitibanos e de tantos turistas que frequentam a Capital.

“Um dos maiores benefícios da IG para a Carne de Onça é a proteção do prato enquanto patrimônio de Curitiba, reconhecimento mundial do único prato típico de Curitiba. E, também, a implementação do turismo no comércio local de bares e restaurantes”, destacou.

Sérgio afirma que a documentação apresentada ao INPI está bem fundamentada. E, por isso, ele acredita que a Carne de Onça terá a Indicação Geográfica aprovada. Ele enfatiza que o prato é considerado patrimônio cultural de Curitiba desde 2016.

A Secretaria de Turismo do Paraná apoiou no processo de estruturação da indicação geográfica espécie indicação de procedência para carne de onça de Curitiba, na elaboração do Instrumento Oficial de Delimitação Geográfica, documento obrigatório solicitado pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial, ou INPI, que é quem concede registros de indicações geográficas no Brasil.

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História

Durante uma pesquisa sobre a história da culinária curitibana, Sérgio conversou com o lendário Ronaldo Abrão, conhecido como “Ligeirinho”, proprietário do “Bar do Ligeirinho”, localizado no centro de Curitiba. Com mais de 80 anos — 65 dedicados ao balcão de bar — Ligeirinho, apesar de sua saúde fragilizada, concordou em conceder uma entrevista a Sérgio.

Na década de 1940, Ronaldo Abrão integrou a equipe de futebol do Britânia, cujo diretor, Cristiano Schmidt, também era proprietário de um bar na Marechal Deodoro, denominado “Buraco do Tatu”. O apelido “Tatu” fazia referência a Cristiano Schmidt. Durante o auge do Britânia como time vencedor, para celebrar as conquistas, Schmidt costumava preparar uma mistura peculiar: carne crua sobre fatias de broa, servida aos jogadores.

Num certo dia, o goleiro do time do Britânia, conhecido como “Duaia”, expressou seu descontentamento: “Poxa, Schmidt, você só serve essa carne aí, que nem onça come.” Foi assim que surgiu o nome “Carne de Onça”.

Com o passar do tempo, outros bares da cidade adotaram a iguaria. Na década de 1950, a Carne de Onça também era preparada na Sociedade Concórdia, pela família Garmater, proprietária de um grande frigorífico na época. Já nos anos 1960, o Bar do Onha, inicialmente localizado na Rua Riachuelo, e posteriormente mudando-se para o Bacacheri, servia a especialidade em grandes quantidades, tornando-se uma referência na cidade, embora tenha fechado anos mais tarde.

Fonte: Assessoria de Imprensa Sebrae/PR

Fonte: Portal do Agronegócio

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Redução da nutrição no final do ciclo do milho safrinha pode comprometer produtividade, alerta especialista

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Manejo inadequado no fim do ciclo ameaça potencial produtivo do milho safrinha

Na etapa final do ciclo do milho safrinha, quando ocorre a formação e o enchimento das espigas, decisões de manejo são determinantes para a rentabilidade da lavoura. No entanto, um hábito recorrente no campo pode comprometer o resultado da safra: a redução dos investimentos em nutrição vegetal nesse estágio.

De acordo com especialistas do setor, essa prática deixa as plantas mais vulneráveis a fatores como estresse hídrico, excesso de radiação solar e pressão de pragas, que continuam atuando até o encerramento do ciclo produtivo.

Estresse climático segue ativo até o final da lavoura

O gerente de Desenvolvimento de Mercado e Produtos da Fortgreen no Brasil e Paraguai, João Vidotto, especialista em Ecofisiologia de Cultivos e mestrando em Produção Vegetal, explica que ainda existe a percepção equivocada de que intervenções nutricionais no final do ciclo têm baixo impacto.

Segundo ele, isso não condiz com a realidade do campo.

“A cultura continua enfrentando os mesmos desafios climáticos e ainda perde muita energia nessa fase final”, destaca Vidotto.

Nutrição equilibrada é decisiva para formação dos grãos

O desenvolvimento pleno do milho depende de 14 elementos químicos essenciais. A ausência de qualquer um deles pode limitar o desempenho da cultura.

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Na prática, muitos produtores concentram a adubação final quase exclusivamente em potássio. No entanto, Vidotto ressalta que outros nutrientes também são determinantes nessa etapa, especialmente:

  • Enxofre
  • Boro
  • Magnésio

Esses elementos são fundamentais para o transporte de fotoassimilados até a espiga, impactando diretamente o enchimento e o peso dos grãos.

Elementos benéficos ampliam eficiência e tolerância ao estresse

Além dos nutrientes essenciais, a agricultura de alta performance tem incorporado o uso de elementos benéficos como estratégia complementar de mitigação de estresse.

Entre eles, o selênio se destaca por seu efeito antioxidante, contribuindo para maior eficiência fisiológica da planta.

“Existem elementos que não são essenciais, mas entregam efeito aditivo importante. Com eles, a planta não apenas completa o ciclo, mas pode produzir mais”, explica o especialista.

Tecnologia nutricional pode elevar produtividade em até 30%

Soluções voltadas à mitigação de estresse, como fertilizantes formulados para o enchimento de grãos, vêm sendo utilizadas para melhorar o desempenho da cultura na fase final.

Segundo estudos do setor, formulações que combinam potássio com enxofre, magnésio, boro e selênio podem proporcionar ganhos médios de até 30% na resposta à adubação complementar em comparação ao uso isolado de potássio.

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Manejo final define resultado da safra

Com o fortalecimento do sistema fisiológico da planta, a lavoura direciona mais energia para o enchimento e qualidade dos grãos, reduzindo perdas causadas por estresses ambientais.

Para Vidotto, o manejo adequado nessa fase é decisivo para transformar o potencial produtivo em resultado econômico.

“A tecnologia antioxidante no final do ciclo transforma o enchimento de grãos em um diferencial competitivo e evita perdas invisíveis que comprometem o resultado da safra”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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