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Pedido de mãe atípica resulta em novo espaço de apoio na Rodoviária de Cuiabá

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Um pedido nas redes sociais transformou uma dificuldade individual em uma solução coletiva em Cuiabá. O relato de uma mãe atípica, que não encontrou apoio para para preparar a alimentação do filho, mobilizou o poder público e resultou na criação de um espaço voltado ao acolhimento de famílias em trânsito, especialmente aquelas que enfrentam rotinas mais desafiadoras no cuidado com crianças.

A demanda chegou à primeira-dama de Cuiabá e vereadora, Samantha Íris, que tratou o caso como um exemplo das barreiras ainda enfrentadas por mães atípicas. “Eu já peguei estrada com meu filho e conheço de perto a realidade das mães atípicas, por isso não poderia deixar de agir em algo tão básico que sei que faz diferença na vida das mães”, afirmou. A partir do relato, a gestão municipal articulou uma resposta prática.

O resultado foi a implantação do “Cantinho Materno” dentro do Plantão Social da Assistência Social, instalado na Rodoviária de Cuiabá. O espaço foi estruturado para oferecer suporte imediato a mães e responsáveis que estejam em viagem ou de passagem pela cidade, com itens como micro-ondas, chaleira elétrica, fraldas, banheira, fervedor e, sobretudo, acesso a energia para o preparo de alimentos. “Se estiver passando por Cuiabá e precisar de suporte, aqui temos estrutura para ajudar, principalmente na alimentação e nos cuidados básicos com as crianças”, destacou Samantha Íris ao apresentar o local, incentivando que a informação seja compartilhada para alcançar quem mais precisa.

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A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, explicou que o espaço foi incorporado a uma estrutura já em funcionamento. Segundo ela, o Plantão Social surgiu da necessidade de acolher e orientar pessoas em situação de vulnerabilidade que chegam à capital, seja para emissão de passagens, acesso a casas de apoio ou encaminhamentos diversos. “Percebemos a necessidade de centralizar esse atendimento e garantir que o cidadão tenha um ponto de referência. A partir do relato dessa mãe, incluímos um novo olhar dentro do projeto, ampliando o alcance para atender também mães atípicas em trânsito”, afirmou.

A implantação do Cantinho Materno ocorreu por meio de parceria com a administração da rodoviária, viabilizando o espaço físico e mobiliário, enquanto o município contribuiu com os equipamentos. O resultado foi uma solução rápida, com baixo custo e impacto direto na qualidade do atendimento ao público.

Além da estrutura já disponível, a gestão municipal iniciou tratativas para ampliar o serviço. Um novo espaço, localizado no mesmo andar da rodoviária, está sendo preparado para funcionar como área de descanso e descompressão, especialmente voltada a crianças com autismo e suas famílias. A proposta é oferecer um ambiente mais tranquilo e adequado para pausas durante viagens longas ou deslocamentos para tratamento de saúde.

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Atualmente, o Plantão Social funciona em horário comercial, com equipe completa das 8h às 18h durante a semana e atendimento reduzido aos fins de semana. Há ainda um sistema de sobreaviso para situações emergenciais fora desse período, com possibilidade de deslocamento da equipe conforme a necessidade.

O caso reforça a importância de canais abertos entre população e poder público. Quando acionados, os serviços públicos podem não apenas resolver demandas pontuais, mas também gerar soluções permanentes que beneficiam um número maior de pessoas.

Mais do que a resposta a um episódio isolado, a criação do Cantinho Materno simboliza um avanço no olhar para o acolhimento e a inclusão, mostrando que ouvir o cidadão pode ser o primeiro passo para transformar realidades.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Carne suína: percepção de oferta confortável pressiona preços e trava mercado no Brasil

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O mercado brasileiro de carne suína registrou uma semana de comportamento misto entre o quilo vivo e os cortes negociados no atacado. A pressão predominante veio da percepção de que a oferta de animais segue confortável, fator que limita reajustes e mantém o setor em ritmo lento de negociações.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a indústria adotou uma postura mais reticente nas compras do suíno vivo em Minas Gerais ao longo da semana. O movimento reflete a percepção de equilíbrio — ou até excesso — na oferta disponível, o que reduz o poder de barganha dos produtores.

Ao mesmo tempo, os frigoríficos monitoram o escoamento da carne suína no mercado interno, que apresenta leve melhora, mas ainda sem força suficiente para sustentar altas mais consistentes nos preços.

Consumo pode ganhar tração na primeira quinzena de julho

De acordo com Maia, as expectativas do setor se concentram na primeira metade de julho, período tradicionalmente associado ao aumento da circulação de renda com o pagamento de salários.

Além disso, o avanço do inverno em diversas regiões do país tende a favorecer o consumo de proteínas, especialmente carnes de preparo doméstico. Outro fator de atenção é a competitividade da carne suína frente à bovina, o que pode ampliar a demanda no varejo.

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No cenário externo, as exportações seguem como principal variável positiva para o setor em 2026, funcionando como importante amortecedor para o mercado interno.

Preços do suíno vivo recuam na média nacional

Levantamento da Safras & Mercado apontou que a média do quilo do suíno vivo no Brasil recuou de R$ 5,34 para R$ 5,28 ao longo da semana.

No atacado, a média dos cortes de carcaça ficou em R$ 8,89, enquanto o pernil foi negociado a R$ 11,18.

Cotações variam entre estabilidade e ajustes regionais

No mercado paulista, a arroba suína subiu de R$ 101,00 para R$ 102,00, indicando leve reação pontual.

Em outras regiões, o comportamento foi mais heterogêneo:

  • No Rio Grande do Sul, o quilo vivo na integração caiu de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto no interior avançou de R$ 5,10 para R$ 5,15
  • Em Santa Catarina, a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto o interior subiu de R$ 5,05 para R$ 5,10
  • No Paraná, o mercado livre avançou de R$ 4,90 para R$ 5,00, e a integração manteve R$ 5,60
  • Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande ficou estável em R$ 5,10, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
  • Em Goiás, os preços subiram de R$ 5,40 para R$ 5,50
  • Em Minas Gerais, o interior caiu de R$ 6,00 para R$ 5,90, enquanto o mercado independente ficou estável em R$ 6,10
  • Em Mato Grosso, Rondonópolis manteve R$ 5,50, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
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O cenário geral reforça um mercado fragmentado, com variações pontuais e ausência de tendência única.

Exportações seguem em queda no comparativo anual

As exportações brasileiras de carne suína in natura somaram US$ 212,827 milhões em junho, considerando 14 dias úteis, com média diária de US$ 15,202 milhões.

O volume embarcado atingiu 84,663 mil toneladas, com média diária de 6,047 mil toneladas, enquanto o preço médio ficou em US$ 2.513,8 por tonelada.

Na comparação com junho de 2025, houve:

  • queda de 5,2% no valor médio diário
  • recuo de 1% na quantidade média diária
  • redução de 4,3% no preço médio

Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e reforçam um cenário de leve perda de ritmo nas exportações, apesar de o setor seguir relevante para o equilíbrio da cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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