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Pedal de Lançamento do Circuito Caminhos da Fronteira Destaca Belezas Naturais e Potencial do Cicloturismo

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Com o objetivo de promover o cicloturismo na região Extremo Oeste de Santa Catarina, além de valorizar suas belezas naturais, hospitalidade, gastronomia e cultura, foi realizado recentemente o Pedal de Lançamento do Circuito Caminhos da Fronteira – Etapa Sul. A iniciativa é uma parceria entre a Associação dos Municípios do Extremo Oeste de Santa Catarina (Ameosc), o Sebrae/SC e a IGR Caminhos da Fronteira.

Aproximadamente 160 ciclistas de diversas localidades da região participaram do evento, que consistiu em um trajeto de 32 quilômetros, percorrendo o caminho entre São Miguel do Oeste e Descanso, com passagem por pontos turísticos de destaque, como o Morro do Cristo. Este evento também marcou a conclusão da elaboração da Rota Sul de cicloturismo, um trabalho que foi desenvolvido ao longo dos últimos dois anos com o objetivo de integrar os 19 municípios da microrregião da Ameosc.

A analista de negócios do Sebrae/SC, Carine Ribeiro, destacou a importância da iniciativa, ressaltando o potencial do cicloturismo na região. “Com essa ação, mostramos à comunidade que o cicloturismo já é uma realidade na região. Todos têm um papel fundamental no seu desenvolvimento, sejam moradores, empresários, profissionais do turismo, governo ou imprensa, pois a visibilidade dessa ação é essencial para atrair mais ciclistas”, afirmou.

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Maicon Mohr, consultor em cicloturismo, também enfatizou a relevância de eventos como o Pedal de Lançamento para divulgar os atrativos turísticos de outras regiões e envolver a comunidade local. “É fundamental que os moradores se sintam parte do processo e ajudem a recepcionar os visitantes, garantindo que tenham uma experiência incrível”, disse.

Maicon ainda ressaltou que o evento ofereceu uma amostra do que será o Circuito de Cicloturismo da região, composto por um roteiro de cinco dias, com uma grande diversidade de paisagens e atrativos turísticos. “A vivência do pedal foi interessante e despertou nos participantes o desejo de explorar mais a fundo a rota, que possui uma rica variedade de paisagens e uma estrutura excelente para receber os cicloturistas”, afirmou.

O próximo passo no desenvolvimento do projeto é a implementação da sinalização da rota, com a produção e instalação de placas que orientarão os cicloturistas sobre o trajeto e os pontos turísticos ao longo do percurso. Maicon Mohr ressaltou ainda que Santa Catarina tem se consolidado como um destino de destaque no cicloturismo, devido à variedade de rotas disponíveis, e Carine Ribeiro completou: “O lançamento dessa rota traz grandes benefícios para o Extremo Oeste”.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

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A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

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Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

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O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

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