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Pecuaristas do Vale do Jequitinhonha adotam sistema lavoura-pecuária para aumentar produção de leite

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No município de Coronel Murta, no Vale do Jequitinhonha, o Programa Integração Lavoura-Pecuária tem sido uma ferramenta importante para aumentar a produtividade e a qualidade do leite por meio da alimentação dos animais. A iniciativa é resultado da parceria entre Emater-MG, prefeitura local e Embrapa, e beneficia diretamente a pecuária leiteira, principal atividade econômica da região.

Sistema inovador para a produção de silagem

O programa utiliza o plantio consorciado de sorgo e capim, que serve para produção de silagem de alta qualidade, fundamental para alimentar os animais durante o período de estiagem. Kadson Mathaus Rêgo Siqueira, extensionista da Emater-MG em Coronel Murta, explica que o projeto começou em 2022 com o objetivo de auxiliar os pecuaristas locais e das cidades vizinhas, oferecendo assistência técnica desde o preparo do solo até o armazenamento da silagem.

Unidades demonstrativas mostram resultados práticos

Duas propriedades da região foram escolhidas como unidades demonstrativas do programa. A Fazenda Vereda, do produtor Ronivaldo Rodrigues Prates, foi pioneira na iniciativa. Ronivaldo destaca que a motivação veio do desejo de melhorar a produção e garantir alimentação de qualidade para o rebanho.

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“Apesar dos desafios com ervas daninhas, insetos e condições climáticas, com o suporte da Emater-MG consegui superar os obstáculos. A silagem de qualidade tem refletido na melhoria do leite”, comenta o pecuarista, que já planeja expandir as atividades da fazenda.

Um ano depois, outro produtor, Clélio Bitencourt Murta, também aderiu ao programa. Ele relata que a experiência tem sido positiva, com ganhos tanto na quantidade quanto na qualidade do leite produzido.

Implantação prática e custo acessível

Kadson Mathaus ressalta que o sistema é simples de implantar e manejar. O sorgo e o capim são plantados simultaneamente, e a colheita para silagem ocorre em cerca de 90 dias. O baixo custo inicial é um diferencial, já que o sistema é feito em sequeiro, sem necessidade de irrigação.

“A Embrapa forneceu as sementes, a prefeitura cedeu o maquinário para plantio e colheita, e a adubação é feita conforme análise de solo. O monitoramento contínuo evita pragas, doenças e ervas daninhas”, explica o técnico.

Benefícios para a produção e perspectivas futuras

O volumoso produzido é rico em nutrientes, o que contribui para o aumento da produtividade e qualidade do leite. A expectativa é que o programa alcance mais pecuaristas do Vale do Jequitinhonha ainda em 2025, promovendo o desenvolvimento sustentável da atividade na região.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do Rio Grande do Sul somam US$ 4,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, com destaque para carnes

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As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em termos nominais, o resultado representa o quarto maior valor da série histórica iniciada em 1997, evidenciando a relevância do estado no comércio exterior brasileiro.

Carnes impulsionam desempenho da pauta exportadora

Entre os principais produtos exportados, o destaque ficou para o segmento de proteínas animais e animais vivos.

As exportações de carne suína registraram crescimento expressivo de 49,6%, com incremento de US$ 75,8 milhões. Também apresentaram avanço:

  • Vendas de bovinos e bubalinos vivos: alta de US$ 57,2 milhões;
  • Carne bovina: aumento de US$ 33,7 milhões.

O desempenho positivo desses produtos contribuiu para amenizar as perdas em outros segmentos relevantes da pauta exportadora.

Exportações caem em relação a 2025

Na comparação com o mesmo período de 2025, o valor total exportado pelo estado apresentou retração de 7,5%, o equivalente a uma queda de US$ 357,4 milhões.

O recuo foi influenciado principalmente pela redução nas vendas de produtos estratégicos:

  • Soja em grão: queda de 77,0% (-US$ 188,3 milhões);
  • Fumo não manufaturado: retração de US$ 172,9 milhões;
  • Celulose: recuo de US$ 68,1 milhões;
  • Polímeros de etileno: diminuição de US$ 45,5 milhões.
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Estado mantém posição no ranking nacional

Apesar da retração no valor exportado, o Rio Grande do Sul manteve a sétima colocação entre os principais estados exportadores do país.

O estado ficou atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Paraná. No entanto, houve redução na participação relativa, que passou de 6,2% para 5,3% no período analisado.

Diversificação de destinos marca exportações gaúchas

No primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul exportou para 169 destinos, reforçando a diversificação de mercados.

Os principais compradores foram:

  • União Europeia: 12,2% das exportações;
  • China: 9,2%;
  • Estados Unidos: 7,3%.

Entre os parceiros comerciais, a China apresentou a maior queda em termos absolutos, com retração de US$ 301,6 milhões, impactada pela redução nas compras de soja e fumo.

Os Estados Unidos também registraram recuo relevante (-US$ 148,7 milhões), influenciado principalmente pelos setores florestal e de armas e munições.

Egito e Filipinas ganham destaque nas compras

Em contrapartida, alguns mercados ampliaram significativamente suas importações de produtos gaúchos.

Destacam-se:

  • Egito: aumento de US$ 105,1 milhões;
  • Filipinas: alta de US$ 104,5 milhões.
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O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de cereais e carnes.

Cenário internacional pressiona comércio exterior

O desempenho das exportações do estado ocorre em meio a um ambiente global de incertezas.

As vendas para o Irã, que representaram 1,8% do total exportado, recuaram 5,5% no período, refletindo impactos de sanções econômicas e restrições financeiras que historicamente afetam as relações comerciais com o país.

No caso dos Estados Unidos, a queda de 31,9% nas exportações foi superior à média geral do estado. O resultado está ligado, entre outros fatores, ao desempenho do setor de armas e munições, sensível a mudanças regulatórias e tarifárias.

Perspectivas indicam cenário desafiador

Apesar do bom desempenho de segmentos como o de carnes, a retração em produtos-chave como soja e celulose evidencia os desafios enfrentados pelo estado no comércio internacional.

O cenário para os próximos meses seguirá condicionado à demanda global, às condições de mercado e ao ambiente geopolítico, fatores que devem continuar influenciando o desempenho das exportações gaúchas ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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