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Pecuária Sustentável no Brasil: Avanços em 2024 e Expectativas para 2025

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De acordo com Ana Doralina Menezes, presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável (MBPS), o ano de 2024 consolidou a sustentabilidade como um pilar essencial da pecuária no Brasil, impulsionada por uma série de fatores estratégicos. A MBPS se destacou em diversas iniciativas para fortalecer a cadeia produtiva da pecuária, promovendo debates e ações com seus 64 associados, que abrangem desde os produtores rurais até o varejo. Este artigo revisita as principais conquistas de 2024 e delineia os desafios e as oportunidades para o setor em 2025.

Um dos principais avanços foi a elaboração de uma proposta para a criação de uma Política Pública Nacional de Rastreabilidade Individual de Bovinos. A proposta, que recebeu apoio da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, tem como objetivo a construção de um sistema robusto e abrangente de rastreabilidade para o rebanho nacional, sendo debatida junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). Além disso, a MBPS realizou quatro webinares sobre o mercado de carbono, discutindo com especialistas como a pecuária pode se inserir nesse mercado, posicionando o setor como parte da solução para as mudanças climáticas. Esse esforço culminou em um posicionamento estratégico entregue na COP29, reafirmando o compromisso da pecuária brasileira com a mitigação das mudanças climáticas.

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Outro avanço significativo foi o desenvolvimento do Guia de Recomendações para o Bem-Estar de Bovinos, previsto para ser lançado em 2025. O guia trará diretrizes práticas para melhorar o bem-estar dos bovinos de corte no Brasil, promovendo práticas de criação e manejo sustentáveis e éticas.

As ações e parcerias realizadas ao longo de 2024 foram fundamentais para fortalecer a transparência na cadeia produtiva da pecuária brasileira. Essas iniciativas posicionaram o Brasil como líder global em sustentabilidade, atendendo à crescente demanda por produtos sustentáveis e cumprindo com as exigências regulatórias internacionais, como o EUDR. Com esses avanços, a MBPS segue para 2025 pronta para enfrentar novos desafios e continuar liderando o setor em direção a uma pecuária mais sustentável e competitiva.

Desafios e Oportunidades para 2025

Em 2025, a MBPS continuará a liderar iniciativas essenciais para a sustentabilidade da pecuária. A principal atuação no ano será o acompanhamento da implementação do Código Florestal, com foco na adequação ambiental das propriedades e na reintegração dos produtores ao mercado, com ênfase nos modelos bem-sucedidos de estados como Pará e Mato Grosso. A MBPS também dará atenção à questão das terras públicas não destinadas e seus impactos, além de monitorar as metas governamentais de recuperação de pastagens, avançando na regularização fundiária para fortalecer a sustentabilidade do setor.

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Na área de rastreabilidade, a MBPS trabalhará na aceleração da implementação de sistemas de rastreabilidade bovina no Brasil, além de estabelecer critérios socioambientais que garantam a conformidade das propriedades rurais. O desenvolvimento de um diagnóstico detalhado do sistema de rastreabilidade em lote será uma das prioridades.

Além disso, a MBPS continuará promovendo a pecuária como uma parte fundamental da solução climática, fortalecendo a colaboração com centros de pesquisa e ampliando o conhecimento sobre as melhores práticas. O lançamento e a divulgação do Guia de Bem-Estar Animal consolidarão práticas essenciais para melhorar o manejo dos rebanhos, promovendo um futuro mais sustentável para o setor.

A MBPS convida todos a se juntarem à sua missão, contribuindo para fortalecer a sustentabilidade da pecuária no Brasil. Para saber mais sobre as iniciativas e projetos, acesse o site da MBPS. Juntos, podemos mostrar ao mundo que é possível produzir carne mantendo a biodiversidade intacta.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações brasileiras de soja disparam em maio e ANEC projeta embarques acima de 15,8 milhões de toneladas

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As exportações brasileiras de soja seguem em ritmo acelerado em 2026. Dados divulgados pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) apontam que os embarques da oleaginosa devem alcançar 15,87 milhões de toneladas em maio, consolidando um avanço expressivo frente ao mesmo período do ano passado.

O levantamento da entidade, com base na programação de navios até a semana 20 de 2026, mostra que o Brasil já exportou 58,97 milhões de toneladas de soja entre janeiro e maio. No mesmo intervalo de 2025, o volume acumulado havia sido de 54,26 milhões de toneladas, indicando crescimento consistente da demanda internacional pelo grão brasileiro.

Soja lidera pauta exportadora do agro brasileiro

Somente na semana entre 24 e 30 de maio, os portos brasileiros devem embarcar cerca de 3,59 milhões de toneladas de soja. Na semana anterior, o volume programado era de 3,41 milhões de toneladas.

Os principais corredores de exportação seguem concentrados nos portos de:

  • Santos
  • Barcarena
  • São Luís/Itaqui
  • Paranaguá
  • Rio Grande

O Porto de Santos lidera novamente a movimentação, com previsão superior a 816 mil toneladas embarcadas na semana analisada.

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A forte presença da China continua sustentando os embarques brasileiros. Segundo a ANEC, os chineses responderam por 70% das importações da soja brasileira entre janeiro e abril de 2026. Espanha e Turquia aparecem na sequência, com 4% cada.

Farelo de soja mantém crescimento nas exportações

O farelo de soja também apresenta desempenho positivo no acumulado do ano. As exportações do derivado somaram 10,41 milhões de toneladas até maio, acima do registrado no mesmo período de 2025.

Para maio, a expectativa é de embarques próximos de 2,63 milhões de toneladas, reforçando a competitividade do processamento brasileiro no mercado internacional.

Entre os principais destinos do farelo brasileiro estão:

  • Indonésia
  • Tailândia
  • Irã
  • Holanda
  • Polônia

A Indonésia lidera as compras externas do produto, com participação de 20% no período analisado.

Exportações de milho avançam, mas ainda abaixo do potencial da safrinha

Os embarques de milho começam a ganhar força, embora ainda estejam distantes do pico sazonal esperado para o segundo semestre. Em maio, a previsão da ANEC aponta exportações de aproximadamente 367 mil toneladas.

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No acumulado do ano, o cereal soma 5,84 milhões de toneladas exportadas. O volume ainda permanece abaixo do ritmo observado em igual período de 2025, reflexo do calendário da segunda safra e da maior retenção do produto no mercado interno.

Os principais compradores do milho brasileiro em 2026 foram:

  • Egito
  • Vietnã
  • Irã
  • Argélia
  • Malásia

O Egito aparece como principal destino, absorvendo 27% das exportações brasileiras do cereal entre janeiro e abril.

Complexo agroexportador mantém força em 2026

Somando soja, farelo, milho, trigo, DDGS e sorgo, o Brasil já movimentou mais de 76,7 milhões de toneladas no acumulado de 2026 até maio, segundo a ANEC.

O desempenho reforça o protagonismo do agronegócio brasileiro no comércio global de grãos, especialmente diante da forte demanda asiática e da competitividade logística dos principais portos nacionais.

Especialistas do setor avaliam que o comportamento do câmbio, os prêmios portuários e o avanço da colheita da safrinha serão determinantes para o ritmo dos embarques nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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