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Pecuária paulista aguarda regulamentação do fundo indenizatório contra a febre aftosa

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A criação do fundo indenizatório destinado a proteger os pecuaristas de São Paulo contra eventuais surtos de febre aftosa representa um avanço significativo na defesa da pecuária paulista. Com o estado livre de febre aftosa sem vacinação, o fundo se torna essencial para garantir a compensação aos produtores em caso de abates sanitários obrigatórios, contribuindo para a continuidade da produção no estado diante de possíveis emergências sanitárias.

No entanto, para que a iniciativa cumpra sua função de maneira efetiva, é imprescindível que sua regulamentação seja bem estruturada. A definição de critérios claros para o acesso aos recursos, as regras de contribuição dos pecuaristas e a adoção de uma gestão transparente são fundamentais para garantir que os recursos do fundo sejam aplicados de maneira justa e eficiente. A participação ativa das entidades do setor na formulação dessas diretrizes é igualmente importante para que o modelo atenda às necessidades reais dos produtores.

Segundo Tirso Meirelles, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), há uma grande expectativa dos pecuaristas quanto à regulamentação do fundo: “Temos confiança de que o governador Tarcísio de Freitas e as áreas técnicas competentes concluirão esse processo em breve, permitindo que o fundo se concretize”, afirmou.

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A regulamentação adequada do fundo indenizatório também reforça a confiança do mercado e dos pecuaristas na política sanitária do estado. A garantia de indenizações rápidas e justas em caso de surtos contribui para evitar desestruturações no setor produtivo e preserva a competitividade da pecuária paulista. Embora a criação do fundo tenha sido um passo importante, sua efetividade dependerá da construção de regras claras que assegurem transparência, previsibilidade e segurança para todos os envolvidos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Confinamento bovino sob pressão: adaptação sanitária dos lotes define desempenho e custo por arroba na pecuária intensiva

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Confinamento bovino exige maior controle sanitário e padronização na entrada dos animais

O avanço dos sistemas de confinamento bovino no Brasil tem elevado o nível de exigência em relação ao manejo sanitário e à padronização dos lotes. Com a entrada de animais a partir de abril — período tradicional de intensificação da terminação —, a adaptação inicial passa a ser um dos principais fatores de impacto sobre o desempenho produtivo e o custo por arroba.

Em sistemas de alta densidade, a heterogeneidade dos animais oriundos de diferentes propriedades e manejos sanitários se tornou um dos principais desafios da pecuária intensiva, afetando diretamente a previsibilidade dos resultados.

Segundo especialistas, o maior problema no confinamento não está relacionado a parasitas externos, mas sim à variabilidade sanitária dos lotes no momento da entrada.

Heterogeneidade dos lotes impacta desempenho e aumenta risco sanitário

De acordo com o médico-veterinário da Ourofino Saúde Animal, Ingo Mello, a diversidade de origem dos animais aumenta a incidência de enfermidades durante o período de adaptação.

“O principal ponto de atenção está na heterogeneidade dos animais, que chegam com diferentes históricos sanitários e maior predisposição a doenças como pneumonias, clostridioses e dificuldades de adaptação ao cocho”, explica.

Embora o confinamento reduza a presença de ectoparasitas como carrapatos e moscas, o desafio sanitário se concentra nas primeiras semanas após a entrada dos animais.

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Verminose ainda é fator crítico nas primeiras semanas do confinamento

A verminose continua sendo um dos principais entraves ao desempenho inicial dos lotes. Animais parasitados tendem a apresentar menor ganho de peso, maior variabilidade e atraso na adaptação alimentar.

O impacto é mais evidente nos primeiros 30 a 40 dias do ciclo, período decisivo para o resultado final da engorda.

Nesse contexto, o protocolo de entrada e o processamento dos animais são considerados etapas fundamentais para padronização sanitária e redução de perdas produtivas.

Protocolos de entrada e vermifugação ganham protagonismo na pecuária intensiva

A vermifugação estratégica no momento do processamento é apontada como uma das principais ferramentas para garantir eficiência no confinamento bovino.

O uso de endectocidas de amplo espectro, como o Evol, associado a estratégias de manejo que reduzam o risco de resistência parasitária, contribui para melhorar a uniformidade dos lotes e acelerar a resposta produtiva dos animais.

A proposta é eliminar rapidamente os parasitas internos e reduzir a variabilidade entre indivíduos, favorecendo ganhos mais consistentes ao longo do ciclo.

Estresse no confinamento afeta consumo e desempenho produtivo

Além dos desafios sanitários, o estresse é outro fator determinante no desempenho do confinamento bovino. A mudança de ambiente, dieta e manejo eleva os níveis de cortisol, impactando diretamente o consumo de matéria seca, a imunidade e o ganho de peso.

Segundo especialistas, estratégias de mitigação do estresse são fundamentais para garantir eficiência produtiva e redução do tempo de terminação.

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Nesse cenário, tecnologias de bem-estar animal vêm ganhando espaço, como soluções à base de modulação comportamental e fisiológica, entre elas o FerAppease, que contribui para melhor consumo alimentar, ruminação e hidratação.

Resistência parasitária e eficiência operacional exigem manejo mais técnico

O avanço da resistência parasitária também tem exigido maior precisão nas estratégias de controle. O uso repetitivo de moléculas com o mesmo mecanismo de ação reduz a eficácia dos tratamentos ao longo do tempo, exigindo protocolos mais completos e rotacionados.

Para os especialistas, o confinamento moderno deve ser tratado como um sistema de alta precisão, no qual cada decisão de manejo impacta diretamente o custo por arroba e a competitividade da operação.

Confinamento como sistema de precisão na pecuária brasileira

Mais do que uma etapa de engorda, o confinamento bovino se consolida como um sistema altamente técnico, no qual sanidade, nutrição e bem-estar animal estão diretamente ligados ao resultado econômico.

Quando bem estruturados, os protocolos de entrada permitem maior uniformidade dos lotes, redução de perdas, melhor desempenho zootécnico e maior previsibilidade financeira ao longo do ciclo produtivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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