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Pecuária de baixo carbono já é realidade em Mato Grosso

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Ano após ano, a sustentabilidade vem ganhando cada vez mais importância na pecuária. Impulsionada pelos consumidores e abraçada pelos frigoríficos, esta demanda hoje se tornou um diferencial competitivo na atividade, estratégia já percebida por muitos pecuaristas no estado do Mato Grosso.

A redução na pegada de carbono – número obtido a partir da divisão das emissões da produção pelo volume de carne produzido -, tem sido possível graças ao uso de práticas e tecnologias inovadoras, além de foco na gestão em campo. Os resultados têm chamado a atenção: em muitas propriedades, a pegada de carbono medida já é menos da metade da média observada na pecuária nacional.

Um exemplo real desta transformação será apresentado no próximo dia 15 de março, durante a primeira etapa do 11º Simpósio Nutripura, que acontece na fazenda Santa Maria, em Rondonópolis. A propriedade, que é altamente produtiva, atingiu na safra 22/23 uma pegada de carbono 16.7 quilos de CO2 equivalente por quilo de carcaça, um número muito inferior à média nacional, hoje em torno de 60 quilos.

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A fazenda deve melhorar ainda mais este índice na safra 23/24, quando espera reduzir a sua pegada de carbono para 14.2 quilos de CO2 equivalente por quilo de carcaça. Os resultados estão diretamente ligados às estratégias definidas em conjunto com os consultores da Nutripura e à introdução da tecnologia KonectPasto, voltada ao monitoramento de pastagens, em duas novas áreas da propriedade.

Todas as soluções desenvolvidas pela empresa serão apresentadas no evento, assim como a fórmula para transformar a pecuária convencional em uma atividade muito mais sustentável, produtiva e rentável.

Em 2024, além de Rondonópolis o simpósio passará por mais quatro cidades de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, sendo três dias de campo: Campo Novo do Parecis (13/04), Pontes e Lacerda (10/05), São Gabriel do Oeste (14/06) e um evento de encerramento com a presença de palestrantes de peso como o escritor Augusto Cury, o empresário Jorge Nishimura (sócio da Jacto) e o consultor Marcos Jank, marcado para os dias 4 e 5 de julho, em Cuiabá. As inscrições para todas as etapas já estão disponíveis através do site nutripura.com.br/simposio.

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Programação etapa Rondonópolis:

  • Recepção – Café da Manhã (6h30)
    • 1) Vitrine Tecnológica;
    • 2) Boas vindas, apresentação e Planejamento da Fazenda Santa Maria – Flávia Cutolo, Lainer Leite e Paulo Detogni;
    • 3) Integração Lavoura-Pecuária em áreas com baixa textura de solo – Felipe Coral e Pedro Campanili;
    • 4) Como melhorar os resultados da Recria através do uso de Nutrição de Precisão? – Flávio Portela;
    • 5) Uso de tecnologias que facilitam e otimizam o manejo das pastagens – Sila Carneiro, Caio Macret;
    • 6) Como melhorar os resultados da engorda, através do uso de tecnologias e de ferramentas inovadoras; Leandro Martins e Guilherme Carrijo
    • 7) Pecuária sustentável : O caminho percorrido pelas fazendas mais produtivas, lucrativas e sustentáveis. Fernando Ongarato, Reginaldo Nassar e Luciano Resende.

Fonte: Pauta Pronta

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho pode perder o equivalente a 87 quilos de ureia por hectare

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Um estudo realizado durante duas safras de milho na Argentina mostrou que o uso de um inibidor de urease pode reduzir pela metade, ou até mais, a quantidade de nitrogênio perdida para a atmosfera depois da adubação. Nos ensaios, a ureia convencional perdeu até 20% do nutriente aplicado, enquanto a tratada com o inibidor limitou as perdas a, no máximo, 7%.

O trabalho foi conduzido em campo pelo Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (Inta), na região argentina de Paraná, nas temporadas 2024/25 e 2025/26. O objetivo era comparar o comportamento da ureia comum com o de uma formulação tratada para retardar a volatilização de amônia.

A volatilização ocorre quando parte do nitrogênio presente na ureia se transforma em amônia e escapa para a atmosfera. Isso significa que uma parcela do fertilizante comprado, transportado e distribuído na lavoura deixa de estar disponível para as raízes do milho.

A urease é uma enzima naturalmente presente no solo e responsável por acelerar a transformação da ureia. O inibidor desacelera esse processo durante alguns dias, ampliando a possibilidade de o fertilizante ser incorporado ao solo pela chuva e reduzindo sua exposição na superfície.

Para fazer a comparação, os pesquisadores aplicaram doses de 100 e 200 quilos de nitrogênio por hectare, além de manter uma área sem adubação. As aplicações foram realizadas após chuvas de 24 a 39 milímetros, quando o solo ainda estava úmido e apresentava condições favoráveis à volatilização. As perdas foram acompanhadas nos dias seguintes.

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A maior liberação de amônia pela ureia convencional ocorreu entre o segundo e o terceiro dia depois da aplicação. Na safra 2024/25, entre 14% e 15% do nitrogênio aplicado com essa fonte foi perdido. Com o inibidor, o índice caiu para uma faixa de 6% a 7%.

Na temporada 2025/26, a diferença aumentou. A ureia convencional perdeu entre 13% e 20% do nitrogênio, enquanto a formulação tratada ficou entre 5% e 6%. Os resultados mostram que o inibidor não elimina a volatilização, mas reduz de maneira significativa o volume desperdiçado em situações de maior risco.

Na prática, o prejuízo pode ser expressivo. Em uma adubação de 200 quilos de nitrogênio por hectare, uma perda de 20% representa 40 quilos do nutriente. Como a ureia contém aproximadamente 46% de nitrogênio, isso equivale a cerca de 87 quilos do fertilizante por hectare.

Com o inibidor, a perda observada na mesma dose corresponderia a aproximadamente 22 a 30 quilos de ureia por hectare. Na maior diferença registrada pelo estudo, o tratamento preservou o equivalente a cerca de 65 quilos de ureia em cada hectare.

Se a tonelada do fertilizante custar R$ 3 mil, apenas para ilustrar o tamanho econômico do problema, a perda máxima identificada no estudo corresponderia a R$ 261 por hectare. Em uma lavoura de mil hectares, o desperdício chegaria a R$ 261 mil. O uso do inibidor poderia preservar até R$ 196 mil desse valor, antes de descontar o custo adicional do tratamento.

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O estudo, entretanto, não encontrou diferença estatística de produtividade entre a ureia convencional e a tratada. Os rendimentos variaram de 5.277 a 11.915 quilos de milho por hectare e responderam principalmente à quantidade de nitrogênio aplicada.

Isso significa que conservar mais nitrogênio no solo não garante, isoladamente, uma colheita maior. A resposta do milho também depende da disponibilidade de água, da fertilidade, do potencial da lavoura e do equilíbrio com os demais nutrientes. O benefício imediato demonstrado pela pesquisa foi a redução do desperdício, e não um aumento comprovado da produtividade.

Os resultados também não significam que o inibidor será economicamente vantajoso em todas as aplicações. A decisão depende da diferença de preço entre as duas fontes, do risco de volatilização, das condições do solo e da possibilidade de chuva suficiente para incorporar a ureia depois da adubação.

Embora tenha sido realizado na Argentina, o estudo ajuda a dimensionar um problema enfrentado pelos produtores brasileiros. Ele mostra que, sob condições favoráveis à volatilização, o prejuízo não está apenas na eventual perda de rendimento da lavoura, mas no fertilizante pago pelo produtor que desaparece antes de cumprir sua função.

Fonte: Pensar Agro

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