AGRONEGÓCIO

Parque das Águas recebe 200 mudas de espécies nativas

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No Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho, o Parque das Águas, em Cuiabá, ganhou um reforço na revitalização do espaço com o plantio de 200 mudas de árvores nativas da região, incluindo ipês e espécies frutíferas. As primeiras 100 mudas foram plantadas na data comemorativa, e as demais serão plantadas até sábado (7).

A iniciativa é da Prefeitura de Cuiabá, por meio da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), com apoio do Governo do Estado, via Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), e da coordenação da Virada Sustentável. Parte das espécies foi produzida no Horto Florestal Tote Garcia, no Coxipó; outras são provenientes de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) firmados com empresas.

“Estamos realizando várias ações em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente, como atividades de conscientização sobre reciclagem. Já estivemos hoje (quinta-feira) na Escola Zeferino, no Pedra 90, e amanhã estaremos em outra escola, no bairro Três Barras, para o lançamento da Escola Lixo Zero, ao lado do secretário de Educação, Amauri. A proposta é reduzir ao máximo os resíduos gerados nas unidades escolares. Também temos a programação da Virada Sustentável, o plantio de ipês no Parque da Família e, agora, no Parque das Águas. São diversas atividades previstas ao longo do mês, não apenas nesta semana de comemoração”, destacou o diretor-geral da Limpurb, Felipe Wellaton.

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Entre as espécies plantadas estão ipês nas cores roxa, rosa, branca e amarela, além de aroeira, gonçaleiro, pitanga, jenipapo, angico e amburana.

Segundo Wellaton, o Parque das Águas tem capacidade técnica para comportar até 200 árvores e se conecta perfeitamente com o tema da Virada Sustentável: biodiversidade.

“A Virada Sustentável, junto com todos os entes envolvidos — em especial o Governo do Estado de Mato Grosso —, tem o objetivo de trazer a pauta da sustentabilidade para o cotidiano. As pessoas precisam vivenciar isso nos espaços públicos: o plantio de árvores, o envolvimento com o tema. Sustentabilidade não é algo abstrato; ela está presente no dia a dia, no lixo, na arborização, na coleta seletiva, no saneamento, na água, no esgoto. A Virada Sustentável é, de fato, uma virada de consciência”, afirmou.

A revitalização do Parque das Águas também simboliza o cuidado com um dos cartões-postais da cidade. Como parte da programação da Virada Sustentável, esculturas de uma capivara gigante e outra pequena — representando a mãe e o filhote — foram instaladas no local e têm chamado a atenção dos visitantes.

“A grande capivara, junto das nossas ‘capivarinhas’, representa essa união entre cidade e meio ambiente, o que é extremamente valioso. A Virada traz também esse movimento de integração entre as pessoas e os espaços urbanos. Com as mais de 200 árvores que estarão aqui, o parque, que tem um uso mais noturno, poderá, em alguns anos, se tornar um espaço com uso mais diversificado — com mais sombra, áreas de convivência e pessoas. É isso que buscamos”, explicou.

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Wellaton também destacou a importância do trabalho conjunto entre os poderes estadual e municipal:
“Isso é fundamental. Nenhuma ação pública se faz sozinha. É preciso diálogo, colaboração e, acima de tudo, ação. Sem ação, não transformamos a vida das pessoas. A Virada Sustentável tem como propósito virar uma página na consciência e nas decisões das gestões públicas”, completou.

A coordenadora local da Virada Sustentável, Daniela Kern Sznelwar, participou do plantio no Parque das Águas, juntamente com equipes do Horto Florestal, da Limpurb e da Sema.

#PraCegoVer

A imagem mostra o local do Parque das Águas que receberá as mudas. O diretor da Limpurb, Felipe Wellaton está em primeiro plano na imagem, no momento em que planta uma das mudas, sendo observado por dois trabalhadores.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Safra recorde deve superar capacidade dos armazéns em 133 milhões de toneladas

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A produção brasileira de grãos poderá superar a capacidade de armazenagem do país em aproximadamente 133 milhões de toneladas na safra 2026/27. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 366,6 milhões de toneladas, enquanto os armazéns brasileiros comportam 233,8 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estrutura existente equivale a cerca de 64% do volume que poderá ser produzido. A diferença expõe um dos principais gargalos do agronegócio brasileiro: a produção avança em ritmo superior à construção e à modernização de silos, sobretudo dentro das propriedades rurais e nas novas regiões produtoras.

Na prática, a limitação reduz a capacidade do agricultor de escolher o melhor momento para comercializar. Sem espaço próprio, parte dos produtores precisa retirar rapidamente os grãos da fazenda e negociar durante a colheita, período marcado pela concentração da oferta, aumento da procura por caminhões e pressão sobre os preços e os fretes.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), o problema deixou de ser apenas logístico e passou a afetar diretamente a renda no campo.

“Produzir uma safra recorde é uma conquista, mas o produtor precisa ter condições de transformar esse volume em renda. Sem armazenagem, ele perde liberdade para decidir quando vender e pode ser obrigado a negociar justamente no período de maior oferta, quando os preços tendem a estar mais pressionados”, afirma Rezende.

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“Um silo dentro da propriedade não serve apenas para guardar grãos. Ele permite preservar a qualidade, reduzir perdas, organizar o transporte e esperar uma condição comercial mais favorável. Em uma atividade de margens cada vez mais estreitas, essa capacidade de decisão pode determinar o resultado de toda a safra”, acrescenta.

Segundo Rezende, a ampliação dos armazéns exige financiamento de longo prazo, previsibilidade e condições compatíveis com o período necessário para recuperar o investimento. “O Brasil não pode continuar ampliando a produção sem fazer o mesmo esforço na infraestrutura. A armazenagem precisa ser tratada como parte do sistema produtivo, porque o gargalo acaba transferindo custos, riscos e perdas para quem está no campo”, diz.

A capacidade de armazenagem brasileira cresceu 1,1% no segundo semestre de 2025 e chegou a 233,8 milhões de toneladas. No mesmo período, o país contabilizava 9.668 estabelecimentos com estruturas destinadas à guarda de produtos agrícolas.

O avanço, porém, não acompanha o ritmo das lavouras. A safra 2025/26 foi estimada em 361,7 milhões de toneladas. Para o ciclo 2026/27, a projeção de 366,6 milhões representa mais 4,9 milhões de toneladas chegando ao mercado, com novos recordes esperados em culturas importantes.

A diferença entre produção e capacidade estática não significa que 133 milhões de toneladas ficarão literalmente sem local para serem guardadas. Os armazéns podem receber mais de uma carga durante o ano, e as culturas são colhidas em épocas diferentes. Mesmo assim, a comparação mostra que a estrutura disponível é insuficiente nos momentos de concentração da colheita e está distribuída de forma desigual pelo território.

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O problema é mais grave nas regiões em que a produção cresceu rapidamente sem a instalação de silos na mesma proporção. Nesses locais, os grãos percorrem distâncias maiores até unidades armazenadoras, elevando o consumo de combustível, o custo do transporte e o tempo de espera para descarga.

As filas também podem atrasar a retirada da produção da propriedade e a entrada das máquinas em novas áreas. Quando soja e milho disputam simultaneamente caminhões e espaço nos armazéns, o gargalo alcança cooperativas, tradings, indústrias e terminais de exportação.

A ampliação da armazenagem nas fazendas permitiria distribuir melhor o fluxo dos grãos ao longo do ano e reduzir a pressão sobre rodovias e terminais durante a colheita. Também daria ao produtor melhores condições para separar lotes, conservar a qualidade e negociar o produto de acordo com as oportunidades do mercado.

O desafio da safra 2026/27, portanto, não estará apenas em produzir mais. O país terá de encontrar espaço, transporte e condições comerciais para transformar 366,6 milhões de toneladas de grãos em renda efetiva para o produtor.

Fonte: Pensar Agro

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