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Parcerias Estratégicas com Proprietários Rurais Impulsionam Avanço da Ferrovia Estadual de Mato Grosso

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A pecuarista e produtora de grãos Sirleia Strobel, proprietária de uma área rural em Rondonópolis, se tornou uma parceira fundamental no projeto logístico de Mato Grosso: a construção da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo. Sirleia destaca que as negociações com a empresa responsável pela obra foram conduzidas de forma respeitosa, considerando os impactos potenciais para suas atividades. “Sinto que estou contribuindo para o desenvolvimento do estado, pois a expansão da logística é essencial para aumentar a nossa competitividade”, afirma a produtora.

O projeto da ferrovia, que se estende por mais de 700 km, envolve uma série de negociações com proprietários de terras, com cerca de mil contatos realizados até o final de 2024. A obra inclui um trecho de 162 km em andamento, com aproximadamente 180 negociações já concretizadas.

Gestão Fundiária: Diálogo e Transparência nas Negociações

As equipes de Gestão Fundiária da Rumo são as responsáveis por estabelecer o primeiro contato com os proprietários das áreas afetadas pelo traçado da ferrovia. Antes do início das obras, os profissionais realizam estudos detalhados sobre a viabilidade do traçado, incluindo levantamentos topográficos e sondagens de solo, para garantir que a infraestrutura projetada seja compatível com a geografia local. As áreas a serem utilizadas são analisadas cuidadosamente para assegurar que não comprometam a produção agropecuária.

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A gerente de Meio Ambiente e Gestão Fundiária da Rumo, Stefani Age, explica que a empresa assegura negociações justas e transparentes, oferecendo indenizações adequadas aos valores de mercado, além de avaliar a situação socioeconômica de cada propriedade. “Nosso foco é garantir que a propriedade continue sendo produtiva, seja para a pecuária ou para a agricultura. A ideia é desenvolver soluções que respeitem as atividades locais, como passagens para gado ou ajustes em cercas”, explica Stefani.

A Rumo se empenha em garantir um ambiente de confiança com os proprietários rurais. Segundo Stefani, mais de 90% das negociações de servidão foram realizadas de forma amigável, destacando o respeito ao diálogo e à colaboração.

Sustentabilidade e Inovação no Monitoramento com o Fundiar

A Ferrovia Estadual de Mato Grosso é um projeto de grande escala e complexidade, que exige um gerenciamento eficiente e sustentável. Para isso, a Rumo implementou o Fundiar, um sistema de georreferenciamento que monitora e coordena as ações entre os envolvidos no projeto, incluindo engenheiros, construtores e proprietários das áreas afetadas. A plataforma permite a comunicação direta e transparente com os parceiros, garantindo o alinhamento das ações e o acompanhamento das obras em tempo real.

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Stefani Age ressalta que o sistema Fundiar facilita o acompanhamento das atividades nas propriedades, permitindo a resolução rápida de problemas e garantindo que os acordos sejam respeitados. “Com a ajuda do Fundiar, conseguimos assegurar que todas as movimentações sejam feitas de forma respeitosa, preservando as atividades produtivas e os recursos naturais das áreas impactadas”, conclui.

Impacto Positivo no Agronegócio e na Comunidade

Além de representar um avanço significativo na infraestrutura logística de Mato Grosso, a construção da ferrovia tem gerado milhares de empregos e traz impactos positivos para o agronegócio local. A obra é vista como um exemplo de progresso equilibrado, que respeita tanto as necessidades das pessoas e das propriedades rurais quanto a preservação do meio ambiente, estabelecendo um modelo de desenvolvimento sustentável.

Com a implementação de um projeto que favorece a transparência e a colaboração, a Rumo reforça seu compromisso com um crescimento sustentável que beneficia todos os envolvidos no processo e as comunidades ao longo do trajeto da ferrovia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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EUA ampliam exportações de etanol e acirram concorrência com o Brasil

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Os Estados Unidos exportaram aproximadamente 5,34 bilhões de litros de etanol entre janeiro e julho de 2026, avanço de 13% sobre igual período do ano anterior, segundo a Renewable Fuels Association (RFA). O crescimento dos embarques amplia a concorrência para o Brasil e mostra a força de uma indústria sustentada por um mercado doméstico de grande escala, apesar de uma mistura menor do biocombustível na gasolina.
Nos EUA, a produção de etanol foi de aproximadamente 160 milhões de litros por dia, conforme dados da agência de energia americana, a EIA, publicados no dia 30 de setembro. O número representa o ritmo registrado naquela semana, sem equivaler a um balanço anual.
A aparente contradição está nas bombas. Enquanto a gasolina comum brasileira contém 32% de etanol, a mistura predominante no mercado americano é o E10, com 10%. O percentual menor, contudo, incide sobre uma quantidade muito maior de combustível comercializado.
Na mesma semana de setembro, o volume de gasolina fornecido ao mercado americano, usado pela EIA como referência de consumo, foi de aproximadamente 1,38 bilhão de litros por dia. Essa quantidade já inclui o etanol misturado ao combustível. É a dimensão desse abastecimento que permite absorver uma produção elevada do biocombustível.
Uma conta ilustrativa ajuda a entender: 10% de um mercado de 400 bilhões de litros representam 40 bilhões de litros de etanol. Já 32% de um mercado de 100 bilhões correspondem a 32 bilhões. A comparação dos percentuais, isoladamente, não mostra quantos litros chegam aos consumidores.
Enquanto ampliam as exportações, os EUA importaram menos de 1,9 milhão de litros de etanol entre janeiro e julho de 2026, segundo a RFA. O contraste reforça o peso da produção doméstica no abastecimento americano.
Esses números mostram que uma expansão do consumo nos EUA encontra uma indústria doméstica capaz de disputar o fornecimento. Para o exportador brasileiro, uma mistura maior abre oportunidades, mas os embarques dependem dos preços, dos custos de transporte, das condições de acesso e da disponibilidade do produto americano.
Os dois países também organizam o abastecimento de maneiras diferentes. No Brasil, a mistura obrigatória de 32% vale para a gasolina comum e a comum aditivada desde 1º de agosto de 2026. A medida tem duração inicial de 180 dias, com possibilidade de uma prorrogação por igual período. Na gasolina premium, o teor permanece em 25%.
Além disso, o motorista brasileiro dispõe do etanol hidratado para abastecer veículos flex. Esse mercado depende da relação entre o preço dos combustíveis e o rendimento do automóvel. A demanda nacional, portanto, reúne tanto o etanol adicionado à gasolina quanto o vendido diretamente ao consumidor.
Nos EUA, o E10 convive com o E15, de até 15%, e com misturas mais elevadas para veículos compatíveis. Os postos não são obrigados a oferecer E15. A ampliação das vendas envolve equipamentos adequados, disponibilidade de combustível e regras de comercialização.
Restrições relacionadas às emissões evaporativas afetam a venda de E15 durante o verão em partes do país. Em 2026, a agência ambiental americana, a EPA, concedeu uma autorização excepcional para permitir sua comercialização nessa estação. A previsibilidade das regras continua relevante para os investimentos na distribuição.
O Brasil deve produzir 41,88 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27, aumento de 11,7% sobre a temporada anterior, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A expansão reforça a importância de ampliar o consumo nas bombas e conquistar compradores externos. Nessa disputa, os Estados Unidos combinam uma indústria de grande escala com um mercado que absorve volumes elevados mesmo usando uma mistura menor de etanol na gasolina.
O levantamento brasileiro, divulgado em agosto, estima 29,98 bilhões de litros de etanol de cana e 11,91 bilhões de litros do combustível produzido a partir do milho. O crescimento previsto é de 9,7% e 17%, respectivamente. São projeções para a safra em andamento, que inclui parte de 2027.
A safra de cana está na segunda metade da colheita e da moagem no Centro-Sul, onde as chuvas de setembro reduziram o ritmo dos trabalhos. No Nordeste, a temporada começou mais recentemente. A fabricação de etanol de milho segue outro calendário, com usinas que operam ao longo do ano.
Para o campo brasileiro, o avanço do etanol tem efeitos distintos. A expansão das usinas de milho amplia as alternativas de venda do cereal. Uma demanda maior também pressiona o custo da matéria-prima para quem fabrica o combustível, conforme a oferta da safra e os estoques disponíveis.
O etanol de cana conta ainda com rotas de produção reconhecidas pela EPA na categoria de biocombustíveis avançados, sujeitas a requisitos ambientais. Esse enquadramento permite disputar mercados que valorizam a redução de emissões.
Com a oferta brasileira em crescimento, o resultado para a cadeia dependerá da capacidade de transformar produção em consumo. A mistura na gasolina, a escolha dos motoristas e as exportações precisam acompanhar os novos volumes para sustentar a remuneração das usinas e dos produtores de matéria-prima.

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Fonte: Pensar Agro

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