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Parceria InEdita Bio e Shull Seeds Desenvolve Milho Mais Sustentável e Eficiente no Uso de Fertilizantes

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A InEdita Bio, empresa especializada em biotecnologia e edição genômica, e a Shull Seeds, companhia brasileira focada em sementes de milho e sorgo, anunciaram uma parceria de pesquisa e desenvolvimento (P&D) com o objetivo de criar híbridos de milho mais eficientes na absorção de nutrientes. A proposta visa oferecer cultivares mais produtivos e sustentáveis. A colaboração utilizará a tecnologia Trait by Design™ da InEdita, e os primeiros híbridos com essa inovação devem chegar ao mercado em um período de 3 a 4 anos.

O principal diferencial dessa parceria está no desenvolvimento de um trait (característica genética) que permitirá aos híbridos de milho aumentar sua associação com bactérias fixadoras de nitrogênio, como as do gênero Rhizobium, que são amplamente usadas na cultura da soja. A expectativa é que, com esse trait, as lavouras de milho precisem de uma menor quantidade de fertilizantes nitrogenados, reduzindo, assim, os custos para os agricultores. Além disso, a tecnologia promete aumentar a produtividade das lavouras e reduzir os impactos ambientais relacionados ao uso de fertilizantes.

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A InEdita Bio, fundada em 2021, se destaca no setor de biotecnologia ao desenvolver soluções baseadas em bioinformática, edição genômica, inteligência artificial (IA), aprendizado de máquina e outras tecnologias para criar traits agrícolas. Essas inovações buscam tornar as plantas mais adaptadas a restrições climáticas, mais eficientes no uso de nutrientes e água, além de mais resistentes a pragas e doenças. Segundo Paulo Arruda, PhD e CEO da InEdita Bio, “A colaboração com a Shull vai acelerar o desenvolvimento de traits biotecnológicos para o milho, posicionando a empresa na vanguarda das inovações genéticas no Brasil. Nossas soluções têm o potencial de transformar a forma como produzimos alimentos.”

A Shull Seeds, fundada em 2016, é uma empresa 100% brasileira comprometida em fornecer aos agricultores soluções tecnológicas que resultem em híbridos mais produtivos, resilientes a variações climáticas e estáveis tanto em milho quanto em sorgo. Para isso, a empresa mantém um centro de pesquisa com um banco de germoplasma diversificado, reunindo genéticas temperadas e tropicais do Brasil e de outros países. Paulo Pinheiro, CEO da Shull, destaca que “A principal necessidade dos agricultores hoje é produzir mais com menos custo, e essa parceria com a InEdita é fundamental para reduzir a dependência dos fertilizantes nitrogenados, o que é estratégico tanto do ponto de vista financeiro quanto devido aos desafios geopolíticos globais.”

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Ambas as empresas compartilham a visão de colocar o Brasil como líder em inovações tecnológicas no setor agrícola, criando soluções que atendam às necessidades dos produtores locais, ao mesmo tempo em que ampliam suas possibilidades de licenciamento para empresas globais, gerando um ciclo virtuoso de riqueza e desenvolvimento para o setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Excessos de Chuva e seca levam emergência a 18 municípios

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O Diário Oficial da União desta segunda-feira (25.05) formalizou o reconhecimento federal de situação de emergência em 18 municípios espalhados por nove estados brasileiros, evidenciando o cenário de extremos climáticos que atinge o País simultaneamente.

Enquanto o cinturão agrícola do Sul e faixas do Nordeste sofrem com o avanço da estiagem prolongada, as populações da Região Norte enfrentam o impacto severo de chuvas intensas e alagamentos. A medida, chancelada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), abre caminho para a liberação de recursos federais obrigatórios para socorro humanitário e reconstrução de estruturas básicas.

O mapa da crise desenha uma dualidade econômica preocupante. Na fronteira da estiagem e da seca severa, estão municípios da Bahia (Chorrochó e Tremedal), Paraíba (Barra de São Miguel, São Bento, Joca Claudino, Taperoá, Princesa Isabel e Manaíra), Rio Grande do Norte (Alexandria), Paraná (Pérola D’Oeste), Rio Grande do Sul (Gentil e São Pedro do Sul) e Santa Catarina (Correia Pinto).

No outro extremo, o excesso de precipitação causou estragos severos na infraestrutura da Região Norte e em partes do Maranhão. Cidades como Parintins, Borba e Careiro, no Amazonas, além de Godofredo Viana, no Maranhão, e Santa Izabel do Pará, no Pará, foram castigadas por tempestades e inundações.

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Nesses locais, o principal desafio imediato é o isolamento de comunidades rurais e ribeirinhas, a perda de lavouras de subsistência e o comprometimento de estradas vicinais utilizadas para o escoamento de produtos locais.

Longe de ser apenas um entrave burocrático, a fragmentação entre seca extrema e inundações simultâneas ameaça diretamente as margens financeiras da safra e acende o alerta para o risco de inadimplência em polos produtivos regionais.

O Custo Invisível do Risco Climático no Agro

Região / Impacto Reflexo Econômico Direto Impacto no Financiamento
Sul e Nordeste (Estiagem) Queda na conversão alimentar do gado; necessidade de compra de ração comercial cara. Aumento na taxa de sinistralidade dos seguros agrícolas; busca por renegociação de custeio.
Norte e Maranhão (Inundações) Desperdício de produtos perecíveis na porteira; alta de até 40% no valor do frete regional. Elevação do prêmio do seguro de carga e depreciação acelerada de maquinário pesado.

A homologação da situação de emergência pelo governo federal funciona como um freio de arrumação legal. Mais do que liberar verbas para ajuda humanitária nas cidades, o decreto é o instrumento jurídico indispensável para que o produtor rural consiga comprovar o caso fortuito ou de força maior junto às instituições financeiras. Sem isso, o acesso à prorrogação de dívidas de crédito rural e o congelamento de juros de custeio ficariam travados, empurrando milhares de produtores para a inadimplência forçada.

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Fonte: Pensar Agro

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