AGRONEGÓCIO

Parceria estratégica impulsiona carne bovina brasileira para o mercado internacional

Publicado em

A RAMAX-Group, multinacional brasileira com atuação em países como China, Estados Unidos e Emirados Árabes Unidos, anunciou uma parceria estratégica com o Grupo Leste, gestora global de investimentos alternativos. O objetivo é conectar produtores locais às demandas internacionais e expandir a presença da carne bovina brasileira no exterior.

Por meio dessa colaboração, serão estruturadas linhas de crédito que podem chegar a R$ 600 milhões via private equity e crédito estruturado, acelerando o plano de crescimento da RAMAX-Group. A expectativa é atingir receitas de até R$ 3 bilhões em 2025 e aproximar-se de R$ 7 bilhões em 2026.

Potencial de crescimento e diferencial competitivo

Segundo Fabricio Bossle, sócio de Private Equity US do Grupo Leste, a RAMAX apresenta o perfil ideal para investimentos: uma equipe empreendedora e um modelo de negócios com forte potencial de expansão no agronegócio, setor central da economia brasileira e latino-americana.

A RAMAX começou como trading, atuando diretamente na exportação, considerada a parte mais estratégica do setor. Com o crescimento global, a empresa passou a investir em produção própria, garantindo suprimento para atender a demanda internacional — um movimento inverso ao de grandes players, que se mostrou inovador e competitivo.

Leia Também:  Ibovespa Inicia Sessão Sem Direção Definida com Inflação dos EUA em Foco

Atualmente, a companhia possui cinco unidades frigoríficas no Brasil, localizadas em Mato Grosso, Pará, Goiás e São Paulo. A parceria com o Grupo Leste visa reforçar essa estrutura e aumentar a relevância da empresa globalmente.

Visão do CEO sobre expansão internacional

De acordo com Magno Alexandre Gaia, CEO da RAMAX-Group, a prioridade é consolidar as operações atuais antes de novos movimentos estratégicos. A parceria permitirá:

  • Ampliar a presença internacional;
  • Consolidar operações no Brasil;
  • Fortalecer relações com pecuaristas e fornecedores;
  • Transformar planos estratégicos em resultados concretos.

“A parceria nos dá estrutura e condições para acelerar o que já vinha sendo construído, reforçando uma operação sólida, transparente e alinhada com o futuro do agronegócio brasileiro”, afirmou Gaia.

Estratégia do Grupo Leste e foco em inovação

O Grupo Leste já realizou investimentos estratégicos em empresas como Billor, fintech de gestão de frotas nos EUA, e Prestige, distribuidora de perfumes e cosméticos de luxo no Brasil. A gestora prioriza empresas com grande mercado potencial, gestão qualificada, margens consistentes e capacidade de gerar caixa sólido.

Leia Também:  Setor de Fertilizantes Enfrenta Pressões Econômicas e Cambiais

Segundo Eduardo Karrer, sócio de Private Equity US do Grupo Leste, a RAMAX se destaca por sua visão inovadora e capacidade de romper padrões do setor. “Nosso papel é oferecer suporte para que continue crescendo e transformando o mercado global de carne bovina”, destacou.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Receita das cooperativas do agro cresce R$ 49 bilhões

Published

on

As cooperativas agropecuárias brasileiras ampliaram a receita em aproximadamente R$ 49 bilhões em 2025, mas encerraram o ano com redução nas sobras destinadas aos associados. O resultado mostra que o crescimento das operações não foi suficiente para compensar o aumento dos custos financeiros, industriais e logísticos enfrentados pelo setor.

Os dados estão no Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado na sexta-feira (31.07) pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

A movimentação financeira das cooperativas do agro passou de aproximadamente R$ 438,2 bilhões em 2024 para R$ 487,3 bilhões no ano passado, crescimento de 11,2%.

As sobras fizeram o caminho inverso. O valor caiu de cerca de R$ 30,2 bilhões para R$ 29,2 bilhões, redução de 3,3%. Na prática, o setor movimentou mais dinheiro, mas terminou o exercício com aproximadamente R$ 1 bilhão a menos em resultados.

No cooperativismo, as sobras correspondem ao valor que permanece depois do pagamento dos custos, despesas e obrigações. A assembleia dos associados decide quanto será distribuído aos cooperados e quanto ficará na organização para reforçar o capital, formar reservas ou financiar novos investimentos.

O valor recebido por cada associado costuma ser calculado de acordo com sua movimentação. Podem ser considerados o volume de produção entregue, as compras realizadas e a utilização dos serviços oferecidos pela cooperativa.

A queda das sobras ocorre em um momento de margens apertadas no campo. Juros elevados, custos de armazenagem e transporte, despesas industriais e preços menores para algumas commodities pressionaram os resultados das cooperativas e dos produtores.

Leia Também:  Ibovespa Inicia Sessão Sem Direção Definida com Inflação dos EUA em Foco

A relação entre as sobras e a movimentação financeira caiu de aproximadamente 6,9% em 2024 para 6% em 2025. O indicador não equivale à margem de lucro de uma empresa convencional, mas ajuda a mostrar que uma parcela maior da receita foi absorvida pelas despesas.

Mesmo com a redução no resultado, o agro manteve ampla liderança dentro do cooperativismo nacional. O segmento respondeu por 57,4% de toda a movimentação financeira das cooperativas brasileiras.

O País encerrou 2025 com 1.254 cooperativas agropecuárias e 1,13 milhão de produtores associados. Essas organizações mantiveram 277,2 mil empregos diretos, quase metade dos postos de trabalho gerados por todo o sistema cooperativista.

A importância para o produtor vai além da comercialização. As cooperativas participam de 53% da produção brasileira de grãos, possuem 25% da capacidade nacional de armazenagem e respondem por 22% da carteira de crédito rural, segundo o anuário.

Essa estrutura permite que produtores negociem insumos em maior escala, armazenem a colheita, industrializem matérias-primas e vendam a produção de forma conjunta. Em regiões com pouca concorrência ou infraestrutura insuficiente, a cooperativa pode ser o principal canal de acesso a crédito, assistência técnica e mercado.

O segmento mantinha 10,7 mil profissionais de assistência técnica e extensão rural em 2025. São agrônomos, veterinários, técnicos agrícolas e outros profissionais que atendem os associados no planejamento das lavouras, na sanidade dos rebanhos e na gestão das propriedades.

Os ativos das cooperativas agropecuárias chegaram a R$ 340,1 bilhões, alta de 10,6%. O valor inclui armazéns, indústrias, máquinas, estoques, créditos e outros bens e direitos controlados pelas organizações.

Leia Também:  Setor de Fertilizantes Enfrenta Pressões Econômicas e Cambiais

O crescimento patrimonial pode ampliar a capacidade de receber, processar e comercializar a produção. Ao mesmo tempo, exige capital para manter as estruturas em funcionamento, especialmente em um período de juros elevados.

No mercado externo, 140 cooperativas venderam aproximadamente R$ 96 bilhões em produtos em 2025. O volume representou 10,3% das vendas internacionais do agronegócio brasileiro.

Café, carnes de aves e suínos, farelo e óleo de soja ficaram entre os principais produtos comercializados. China, Japão, Estados Unidos, Alemanha e Países Baixos foram os maiores destinos.

A participação internacional, porém, está concentrada. Apenas dez cooperativas responderam por 67% do valor vendido ao exterior. O dado mostra que a maior parte das organizações ainda enfrenta dificuldades para alcançar outros países, seja por falta de escala, estrutura logística, certificações ou regularidade na oferta.

Para o produtor, o desempenho de uma cooperativa não deve ser avaliado apenas pelo faturamento. Preço pago pela produção, custo dos insumos, qualidade da assistência técnica, capacidade de armazenagem, nível de endividamento e sobras devolvidas ao associado são indicadores mais próximos do resultado efetivo dentro da propriedade.

Considerando todos os ramos, o cooperativismo brasileiro movimentou R$ 848,4 bilhões em 2025. O sistema reuniu 4.400 cooperativas, 29 milhões de associados e 613,4 mil empregados. O agro permaneceu como o principal responsável pelas receitas e pelos empregos.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA