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Parceria entre INCT NanoAgro e Solinftec une nanotecnologia e robótica para impulsionar sustentabilidade e economia no campo

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Inovação na agricultura: nanotecnologia e robótica unidas

Uma parceria entre o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável (INCT NanoAgro) e a empresa Solinftec, referência global em agricultura digital, visa transformar o manejo de infestações no campo. A combinação da nanotecnologia com a robótica tem como foco ampliar a sustentabilidade e reduzir o uso de recursos nas propriedades rurais, alinhando-se ao conceito da agricultura 5.0 — que integra ciência avançada e automação para maior eficiência.

Aplicação inteligente de herbicidas com Solix AG Robotics

O projeto está em fase de desenvolvimento escalável e busca validar o uso do robô autônomo Solix AG Robotics para aplicar nanopartículas que liberam o herbicida atrazina de forma altamente precisa. Enquanto o método tradicional utiliza cerca de 2.000 gramas do ingrediente ativo por hectare para garantir 100% de eficácia, a nova tecnologia alcança o mesmo resultado com apenas 180 gramas — uma redução superior a 90% na quantidade aplicada.

Impactos ambientais e econômicos positivos

A redução na dose do herbicida traz benefícios ambientais significativos. Menos resíduos químicos no solo e nos corpos d’água diminuem os riscos de contaminação e protegem a biodiversidade local. Além disso, o volume menor de produto aplicado reduz a presença de substâncias potencialmente nocivas no ambiente, promovendo uma agricultura mais sustentável.

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Do ponto de vista econômico, o ganho é expressivo. A equipe técnica estima uma economia de até R$ 70 por hectare tratado, considerando custos de produto, transporte e aplicação. Para grandes culturas como milho e soja, onde o uso de atrazina é frequente, o impacto financeiro pode ser bastante relevante para os produtores.

Tecnologias integradas para eficiência e sustentabilidade

A Solinftec disponibiliza o robô Solix, que opera de forma autônoma movido a energia solar. Equipado com inteligência artificial, visão computacional e aprendizado de máquina, o robô identifica pragas, plantas daninhas e o crescimento das plantas, permitindo aplicações localizadas de defensivos e reduzindo o uso de insumos químicos.

Paralelamente, o INCT NanoAgro lidera o desenvolvimento das nanopartículas que encapsulam e liberam o herbicida de forma controlada, otimizando sua ação no campo.

Declarações dos especialistas

Bruno Pavão, Chief Robotics Operation (CRO) da Solinftec, destaca:

“Com o uso de herbicidas tradicionais no Solix, a redução do químico pode alcançar mais de 90% em grãos. Quando aliamos nossa tecnologia às nanopartículas, a diminuição de agroquímicos no solo pode ser ainda maior.”

Para o professor Leonardo Fraceto, coordenador do INCT NanoAgro, o avanço é duplo:

“Essa tecnologia combina alta eficiência no controle de infestações com uma expressiva redução no uso de defensivos químicos. Isso protege o meio ambiente sem comprometer a produtividade, algo essencial para o futuro da agricultura.”

Agricultura 5.0: o futuro sustentável do campo

A parceria entre INCT NanoAgro e Solinftec representa um avanço significativo da agricultura 5.0, onde ciência de ponta e automação se unem para aumentar a produtividade, diminuir os impactos ambientais e garantir a sustentabilidade na produção de alimentos no Brasil.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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