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Paraná mantém liderança nas exportações de proteínas animais, impulsionado pela carne bovina

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O Paraná manteve sua posição de liderança nas exportações brasileiras de proteínas animais em 2024, com destaque para o aumento expressivo de 56,8% nas vendas de carne bovina. O Estado obteve 25,5% de participação no volume total das três principais carnes – bovina, suína e de frango – e 17,9% da arrecadação em dólares, consolidando sua importância no mercado internacional de alimentos.

Apesar dos desafios enfrentados pelos agropecuaristas paranaenses, especialmente devido às condições climáticas adversas, o desempenho das exportações foi notável. O total de carnes exportadas pelo Paraná aumentou 4,8% em 2024, em comparação com o ano anterior, passando de 2,276 milhões para 2,387 milhões de toneladas. A valorização das proteínas no mercado externo também refletiu em um aumento de 8,4% na receita, que subiu de US$ 4,2 bilhões para US$ 4,6 bilhões.

“O ano passado foi desafiador, com chuvas e períodos secos em momentos críticos para o desenvolvimento das lavouras, mas os produtores que se dedicaram à produção de proteínas animais alcançaram bons resultados”, afirmou o secretário da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Natalino Avance de Souza. “O mercado mundial valoriza cada vez mais as proteínas paranaenses, fruto dos investimentos em parceria com o setor privado, incluindo o selo de livre de febre aftosa”, completou.

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Destaques por tipo de carne
Carne bovina

A carne bovina foi o principal destaque nas exportações do Paraná, com um aumento expressivo de 56,8% no volume embarcado. Em 2023, foram enviadas aproximadamente 20,8 mil toneladas, enquanto em 2024 esse número subiu para 32,6 mil toneladas. A receita com a carne bovina também registrou crescimento de 52,6%, passando de US$ 90 milhões para US$ 137,4 milhões. Novos mercados, como Alemanha, Angola, Camboja, Espanha e México, mostraram interesse pela carne paranaense, e alguns países tradicionais ampliaram suas compras.

Carne de frango

O Paraná segue sendo o maior produtor e exportador de carne de frango do Brasil. Em 2024, o volume exportado foi de 2,171 milhões de toneladas, um aumento de 4% em relação ao ano anterior. A receita também cresceu 7%, subindo de US$ 3,7 bilhões para US$ 4 bilhões. A Lituânia foi um novo parceiro significativo, adquirindo 476 toneladas por US$ 555,6 mil.

Carne suína

As exportações de carne suína do Paraná também apresentaram resultados positivos, com um crescimento de 9,3% no volume exportado, atingindo 183,6 mil toneladas. A arrecadação foi 12,7% maior, totalizando US$ 423,6 milhões. Países como as Filipinas e Argentina destacaram-se no aumento das compras, com as Filipinas ampliando suas aquisições de 2,8 toneladas para 10,2 mil toneladas e a Argentina aumentando suas importações de 8 mil toneladas para 12,8 mil toneladas.

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Peixe

Além das três principais carnes, o Paraná também obteve avanços nas exportações de peixe. Em 2024, o volume exportado foi de 7,6 mil toneladas, um aumento de 47% em relação a 2023. A receita cresceu 87%, alcançando cerca de US$ 34,9 milhões. Os Estados Unidos e o Canadá foram os principais responsáveis pelo crescimento, com os primeiros ampliando suas compras de 4,4 mil toneladas para 7,4 mil toneladas.

Com esses resultados, o Paraná reafirma sua posição como um dos maiores exportadores de proteínas animais do Brasil, continuando a expandir suas fronteiras comerciais e a fortalecer sua presença nos mercados internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Descoberta de novas espécies de minhocas em sistemas integrados reforça sustentabilidade no agro brasileiro

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Pesquisadores identificaram duas novas espécies de minhocas nativas brasileiras em áreas de sistemas integrados de produção na Embrapa Pecuária Sudeste, reforçando a importância de práticas agrícolas sustentáveis para a conservação da biodiversidade do solo.

A descoberta ocorreu na Fazenda Canchim, em São Carlos, e foi publicada na revista científica internacional Zootaxa, em artigo assinado por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina, Embrapa Florestas e Universidade Federal do Paraná.

As espécies identificadas são a Fimoscolex bernardii e a Glossoscolex canchim, pertencentes à família Glossoscolecidae, típica de solos tropicais da América do Sul.

Sistemas integrados ajudam a preservar biodiversidade do solo

As novas espécies foram encontradas em áreas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), Integração Lavoura-Pecuária (ILP), pastagens intensivas e lavouras sob plantio direto.

Segundo os pesquisadores, a presença dessas minhocas nativas demonstra que sistemas produtivos sustentáveis conseguem manter processos biológicos essenciais ao equilíbrio ambiental e à fertilidade do solo.

O pesquisador George Brown explica que as minhocas são consideradas importantes bioindicadoras da qualidade ambiental.

De acordo com ele, espécies nativas normalmente estão associadas a ambientes menos degradados, enquanto espécies exóticas tendem a dominar solos altamente perturbados pelo manejo intensivo.

Minhocas são fundamentais para fertilidade e produtividade agrícola

As minhocas desempenham papel estratégico no funcionamento dos ecossistemas agrícolas. Elas atuam na abertura de canais no solo, incorporação de matéria orgânica, transporte de microrganismos e reciclagem de nutrientes.

Esses processos contribuem diretamente para melhorias físicas, químicas e biológicas do solo, favorecendo a retenção de água, aeração, fertilidade e produtividade das culturas agrícolas.

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Para a pesquisadora Marie Luise Carolina Bartz, a descoberta reforça que é possível unir produção agropecuária e conservação ambiental.

Segundo ela, práticas como plantio direto e sistemas integrados ajudam a preservar organismos essenciais para a saúde do solo e aumentam a resiliência produtiva das propriedades rurais no longo prazo.

Pesquisa fortalece estudos sobre ILPF e manejo sustentável

Os estudos começaram em 2018, quando equipes da Embrapa e universidades passaram a avaliar os impactos dos sistemas integrados sobre a qualidade do solo e as populações de minhocas na Fazenda Canchim.

O pesquisador Alberto Bernardi destaca que os levantamentos ampliaram o conhecimento técnico sobre os sistemas ILPF, ILP e Integração Pecuária-Floresta (IPF).

Segundo ele, os resultados ajudam produtores e técnicos a compreender melhor os benefícios dos modelos integrados para sustentabilidade, conservação ambiental e produtividade agropecuária.

A pesquisa também mostrou aumento da abundância tanto de espécies nativas quanto exóticas em áreas manejadas sob sistemas integrados, indicando condições favoráveis à manutenção da biodiversidade edáfica.

Novas espécies foram encontradas até em áreas agrícolas intensivas

Um dos aspectos considerados mais relevantes pelos cientistas foi o fato de as novas espécies terem sido identificadas também em áreas intensamente manejadas.

A espécie Fimoscolex bernardii foi encontrada inclusive em lavouras anuais conduzidas sob sistema de plantio direto, evidenciando o potencial conservacionista desse modelo produtivo.

Segundo os pesquisadores, sistemas sustentáveis promovem maior aporte de carbono no solo, ampliam a diversidade biológica e melhoram as propriedades químicas, físicas e microbiológicas do ambiente agrícola.

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Descoberta amplia conhecimento sobre fauna do solo no Brasil

O Brasil possui uma das maiores diversidades de minhocas do mundo, com cerca de 336 espécies oficialmente descritas. No entanto, pesquisadores estimam que mais de 1.400 espécies possam existir no país.

A região de São Carlos, localizada na transição entre os biomas Mata Atlântica e Cerrado, é considerada estratégica para estudos ambientais devido à elevada diversidade ecológica e à intensa atividade agropecuária.

Os pesquisadores ressaltam que a fauna de minhocas nativas ainda é pouco conhecida, especialmente no Cerrado, tornando fundamentais os estudos sobre biodiversidade em sistemas produtivos.

Espécies homenageiam pesquisador e Fazenda Canchim

A espécie Fimoscolex bernardii recebeu esse nome em homenagem ao pesquisador Alberto Bernardi, referência em estudos sobre sistemas integrados de produção na Embrapa.

Já a espécie Glossoscolex canchim faz referência à árvore Canchim (Pachystroma longifolium), típica da Mata Atlântica e que também inspirou o nome da raça bovina Canchim e da Fazenda Canchim, onde os organismos foram encontrados.

Os espécimes coletados estão depositados na Coleção Fritz Müller de Oligoquetas da Embrapa Florestas, com exemplares enviados também ao Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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