AGRONEGÓCIO

Paraná mantém 3º maior rebanho de coelhos do Brasil e amplia produção agropecuária em 2024

Publicado em

O Paraná segue consolidando sua relevância no agronegócio brasileiro, com destaque para a cunicultura, setor em que o Estado mantém o terceiro maior rebanho de coelhos do País. Os dados fazem parte do Boletim Conjuntural divulgado pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), elaborado pelo Departamento de Economia Rural, que apresenta um panorama atualizado das principais cadeias produtivas.

Cunicultura mantém protagonismo no Paraná

A criação de coelhos segue como uma atividade relevante no Estado. Em 2024, a cunicultura gerou uma renda bruta de R$ 1,815 milhão, com um plantel de 24.170 animais e produção de 145.660 quilos de carne.

O levantamento aponta que Foz do Iguaçu lidera o rebanho estadual, com cerca de 17 mil cabeças, seguida por Francisco Beltrão e Salgado Filho.

Além do mercado interno, o setor apresenta potencial de crescimento nas exportações. Em 2025, o Brasil registrou aumento de 145,5% no volume de carne de coelho embarcada para o exterior, reforçando as oportunidades para a atividade.

Coturnicultura cresce impulsionada pelo consumo

Outro destaque do boletim é a coturnicultura, que segue em expansão no País. Em 2024, o setor alcançou um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 600,7 milhões.

Leia Também:  Açúcar futuro reage à alta do petróleo, mas mercado segue pressionado por oferta e fundos

A atividade é impulsionada pelo aumento do consumo, especialmente de ovos de codorna, reconhecidos pelo alto valor nutricional. A produção envolve três principais segmentos: carne, ovos e matrizes.

O efetivo nacional chegou a 15,468 milhões de aves em 2024, representando crescimento de 4% em relação ao ano anterior.

Olericultura movimenta R$ 7,1 bilhões no Estado

A produção de hortaliças no Paraná também apresentou forte desempenho em 2024, com colheita de 2,9 milhões de toneladas e um VBP de R$ 7,1 bilhões.

As hortaliças tuberosas, como batata e mandioca, se destacam no setor:

  • Ocupam 53,6% da área cultivada
  • Respondem por 44,1% do VBP da olericultura

Já as hortaliças-fruto, lideradas pelo tomate, registraram o maior preço médio, de R$ 3,11 por quilo. Na sequência aparecem:

  • Hortaliças herbáceas: R$ 2,91/kg
  • Hortaliças tuberosas: R$ 2,01/kg

As 15 principais culturas monitoradas concentram 82,4% do valor total gerado pela olericultura paranaense.

Produção de carnes avança e mantém competitividade

Na bovinocultura, o Estado apresenta crescimento expressivo. Em 2025, o abate de bovinos aumentou 11,8%, totalizando 1,64 milhão de cabeças, desempenho superior à média nacional. O peso médio das carcaças foi de 255 quilos por animal.

Já na avicultura, o Paraná mantém sua liderança como maior produtor de frango do Brasil. Em fevereiro, o custo de produção ficou em R$ 4,72 por quilo, valor equivalente ao preço médio recebido pelos produtores.

Leia Também:  Previsões indicam expansão na área de plantio de arroz no Mercosul, impulsionada por Brasil e Paraguai - SAFRAS

Mesmo com margens pressionadas, o Estado segue competitivo, com custos inferiores aos registrados em Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Safra de grãos avança em ritmo moderado

O boletim também acompanha o desenvolvimento da safra 2025/26 de grãos no Estado.

A colheita da soja atingiu 70% dos 5,77 milhões de hectares previstos, ritmo um pouco abaixo dos anos anteriores, quando o percentual já ultrapassava 80% neste período.

No milho, os dados indicam:

  • Primeira safra: 83% da área colhida
  • Segunda safra: plantio também em 83% dos 2,86 milhões de hectares estimados
Panorama reforça diversidade e força do agro paranaense

Os dados do Deral evidenciam a diversidade e a robustez do agronegócio no Paraná, com destaque para cadeias produtivas que vão desde proteínas alternativas, como a carne de coelho, até grãos e hortaliças.

O cenário aponta para um setor dinâmico, com potencial de crescimento tanto no mercado interno quanto nas exportações, mesmo diante de desafios pontuais em custos e ritmo de produção.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

Published

on

A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

Leia Também:  Articulação de primeira dama garante Casa do Autista no antigo Nilo Póvoas

Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

Leia Também:  Como agilizar e simplificar o manejo reprodutivo bovino com protocolos de 7 dias e o uso do FOLI-REC®

O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA