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Paraná libera R$ 1 bilhão em créditos fiscais para impulsionar indústrias e agronegócio

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O Governo do Paraná disponibilizará R$ 1 bilhão em créditos fiscais em 2025, por meio do programa Paraná Competitivo, para estimular o desenvolvimento econômico do Estado. O valor foi anunciado pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) em novas resoluções que estabelecem limites e condições para a transferência de créditos de ICMS habilitados no Sistema de Controle de Transferência e Utilização de Créditos Acumulados (Siscred). A iniciativa visa incentivar investimentos industriais, infraestrutura e sustentabilidade.

O secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, destacou que os incentivos fiscais beneficiarão empresas interessadas em se instalar ou expandir suas operações no Estado, promovendo o crescimento econômico. “O Programa Paraná Competitivo vai além de atrair empresas, pois também impulsiona o desenvolvimento tecnológico, a inovação e a diversificação produtiva. Isso gera empregos, fortalece os municípios e melhora a qualidade de vida da população”, afirmou Ortigara.

Distribuição dos recursos

Para 2025, serão destinados aproximadamente R$ 450 milhões em créditos tributários para empresas com projetos industriais e de expansão. Caso a demanda supere o montante previsto, cada empresa poderá receber inicialmente até R$ 20 milhões, com uma distribuição complementar baseada na proporção do investimento planejado. Os projetos aprovados permitirão a transferência de créditos para cobrir até 50% do valor de aquisições de bens realizadas no Paraná.

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Outros R$ 250 milhões serão destinados a empresas que investirem em municípios com baixo Índice de Desempenho Municipal (IPDM), no eixo tributário do Programa Rota do Progresso, visando estimular o crescimento dessas regiões. Nessa modalidade, cada empresa terá um limite inicial de R$ 50 milhões, com distribuição adicional baseada no impacto dos investimentos. Os destinatários dos créditos poderão abater até 100% do saldo devedor de ICMS.

Outra resolução destinará R$ 300 milhões para incentivar investimentos de cooperativas e empresas do setor de produção integrada, além de projetos voltados à construção de usinas de energia renovável e silos de armazenagem de grãos. Para acessar os créditos, as empresas deverão comprovar investimentos e atender a critérios técnicos estabelecidos, com valores de transferência definidos conforme a capacidade das instalações e o montante dos investimentos homologados.

Sobre o Paraná Competitivo

O Programa Paraná Competitivo tem como objetivo atrair novos investimentos, gerar emprego e renda, além de fortalecer a sustentabilidade econômica do Estado. Coordenado pela Sefa e pela Invest Paraná, o programa permite que empresas enquadradas solicitem incentivos fiscais de acordo com a legislação vigente, sem configuração de renúncia fiscal. A concessão dos benefícios leva em conta fatores como setor econômico, tipo de investimento, impactos sociais e econômicos, quantidade e qualidade dos empregos gerados, localização geográfica, sustentabilidade e grau de inovação da atividade.

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Como participar

Empresas interessadas nos incentivos fiscais de transferência de créditos de ICMS habilitados no Siscred devem protocolar seus pedidos até 15 de maio de 2025, seguindo as diretrizes do Programa Paraná Competitivo. As solicitações serão analisadas pela Secretaria da Fazenda e pelos órgãos responsáveis pela avaliação técnica dos projetos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado do açúcar recua nas bolsas internacionais, enquanto preços no Brasil mostram sinais de recuperação

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O mercado internacional do açúcar encerrou a terça-feira (10) em queda nas principais bolsas globais, pressionado pelo aumento da oferta mundial, pelo desempenho das exportações dos grandes produtores e pela forte desvalorização do petróleo. No Brasil, porém, os preços do açúcar cristal e do etanol registraram recuperação diária, indicando uma possível reação do mercado interno.

Açúcar bruto fecha em baixa na Bolsa de Nova York

Na ICE Futures US, em Nova York, os contratos futuros do açúcar bruto voltaram a recuar. O vencimento julho/26 fechou cotado a 14,08 centavos de dólar por libra-peso, com perda de 0,04 ponto.

Os demais contratos também encerraram o pregão no campo negativo:

  • Outubro/26: 14,54 cents/lbp (-0,09 ponto);
  • Março/27: 15,42 cents/lbp (-0,09 ponto);
  • Demais vencimentos também registraram desvalorizações.

O movimento reflete a percepção de um mercado amplamente abastecido, especialmente diante da forte produção observada nos principais países exportadores.

Açúcar branco acompanha perdas em Londres

Na ICE Futures Europe, em Londres, o açúcar branco também encerrou a sessão em baixa.

Os principais contratos fecharam em:

  • Agosto/26: US$ 445,00 por tonelada (-US$ 0,10);
  • Outubro/26: US$ 439,30 por tonelada (-US$ 0,90);
  • Dezembro/26: US$ 437,80 por tonelada (-US$ 1,00).
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A pressão sobre as cotações internacionais continua associada ao avanço da safra brasileira e ao aumento da disponibilidade global da commodity.

Mercado físico brasileiro apresenta recuperação

Em sentido contrário ao mercado externo, o açúcar cristal negociado no mercado paulista registrou valorização.

De acordo com o indicador CEPEA/ESALQ, a saca de 50 quilos do açúcar cristal branco foi negociada a R$ 92,90, alta de 1,69% em relação ao fechamento anterior.

Apesar da recuperação diária, o indicador ainda acumula recuo de 0,11% em junho, refletindo um ambiente de negócios cauteloso em meio ao avanço da moagem da cana-de-açúcar na região Centro-Sul.

Etanol hidratado também registra avanço

O mercado de etanol acompanhou o movimento positivo observado no açúcar.

Segundo o Indicador Diário Paulínia, o etanol hidratado foi negociado a R$ 2.321,50 por metro cúbico, registrando valorização de 0,39% na comparação diária.

Mesmo com a recuperação recente, o biocombustível ainda acumula queda de 1,28% no mês, pressionado pela maior oferta decorrente do pico da safra sucroenergética.

Petróleo e oferta global seguem no radar do mercado

A recente queda dos preços do petróleo continua sendo um dos principais fatores de pressão para o açúcar. Com combustíveis fósseis mais baratos, o etanol perde competitividade, reduzindo o incentivo para a destinação da cana à produção de biocombustíveis.

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Nesse cenário, cresce a expectativa de maior direcionamento da matéria-prima para a fabricação de açúcar, aumentando a oferta disponível no mercado internacional.

Além disso, os investidores seguem monitorando o desempenho das exportações da Tailândia e o forte ritmo produtivo do Centro-Sul do Brasil, fatores que reforçam a perspectiva de abundância global da commodity.

Por outro lado, preocupações climáticas relacionadas aos possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre importantes regiões produtoras continuam limitando quedas mais acentuadas nas cotações internacionais, mantendo um componente de risco no mercado para os próximos meses.

Perspectivas

O mercado do açúcar segue dividido entre a pressão de uma oferta global robusta e as incertezas climáticas que podem afetar a produção futura. No Brasil, a recuperação dos preços do açúcar cristal e do etanol sugere maior sustentação no mercado físico, embora a evolução da safra e o comportamento do petróleo continuem sendo determinantes para a formação dos preços nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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