AGRONEGÓCIO

Paraná destina R$ 1 bilhão em créditos de ICMS para impulsionar o Plano Safra Estadual

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A Secretaria da Fazenda do Paraná anunciou, nesta quinta-feira (22), a destinação de R$ 1 bilhão em créditos acumulados de ICMS para empresas e cooperativas do setor agrícola. Os recursos deverão ser aplicados no Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Paraná FIDC), com o objetivo de fomentar investimentos no agronegócio estadual.

Objetivo da medida: fortalecer o agronegócio paranaense

Instituída pela Resolução 450/2025, a iniciativa pretende injetar recursos diretamente na cadeia produtiva do agronegócio do Paraná, funcionando como um Plano Safra estadual inovador. Segundo o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, a medida financia desde a instalação de aviários e chiqueiros até a ampliação da produção de leite e a construção de indústrias agroindustriais.

Regras para uso dos créditos acumulados

Os créditos, liberados a partir de janeiro de 2026 pelo Sistema de Controle da Transferência e Utilização de Créditos Acumulados (Siscred), poderão ser utilizados em até 24 parcelas mensais após a integralização da aquisição da cota do FIDC, conforme estabelece o Decreto nº 9.951/2025. Os beneficiários poderão abater até 100% do saldo devedor próprio do ICMS, exceto para o ICMS referente à substituição tributária.

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Financiamento inovador para o setor agroindustrial

O Paraná FIDC oferece um modelo abrangente de financiamento para cooperativas e empresas integradoras, que poderão criar fundos vinculados e conceder condições facilitadas a seus cooperados. Os recursos serão aplicados em máquinas, equipamentos, sistemas de irrigação e logística, fortalecendo toda a cadeia produtiva.

Impacto e reconhecimento da iniciativa

Norberto Ortigara destaca a inovação da medida: “Os FIDCs são uma nova forma de financiar a expansão da produção agrícola e do processamento agroindustrial. A transferência dos créditos de ICMS complementa esse esforço e tem sido copiada em todo o Brasil, motivo de orgulho para o Paraná.”

Lançamento e expectativas para o Paraná FIDC

O Paraná FIDC foi lançado em abril na B3 pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior. Com aporte inicial de R$ 350 milhões do Estado, a expectativa é que o fundo gere R$ 2 bilhões em negócios no campo, impulsionando investimentos estratégicos para o desenvolvimento do agronegócio paranaense.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações de café do Brasil devem bater recorde em 2026/27, projeta Eisa

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As exportações brasileiras de café devem atingir um novo recorde na safra 2026/27 (julho a junho), impulsionadas pela expectativa de uma colheita considerada a maior da história do país. A projeção é do diretor comercial da exportadora Eisa, uma das maiores do setor global.

O cenário positivo é sustentado pelo avanço da colheita atual e pela perspectiva de forte disponibilidade de grãos nos próximos meses, o que deve ampliar os embarques e reforçar a posição do Brasil como líder mundial na produção e exportação de café.

Safra recorde deve impulsionar volume exportado

Segundo o diretor comercial da Eisa, Carlos Santana, o país vive um momento de forte otimismo no setor.

“Estamos bastante otimistas. Muito provavelmente o Brasil vai ter a maior safra da história. E isso rapidamente a gente vai começar a ver nos embarques, talvez em julho ou agosto”, afirmou durante o Seminário Internacional do Café, em Santos.

A avaliação é de que o aumento da oferta deve se refletir de forma mais intensa ao longo da safra 2026/27, com potencial de recorde nas exportações brasileiras.

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Colheita avança e já sinaliza safra robusta

O Brasil, maior produtor e exportador global de café, já iniciou a colheita da safra 2026/27, com cerca de 5% da produção colhida até o momento.

O destaque inicial fica para o café canéfora (robusta e conilon), com avanço dos trabalhos principalmente em Rondônia e no Espírito Santo, regiões que tradicionalmente antecipam a colheita em relação ao café arábica.

Estoques globais baixos podem ampliar demanda por café brasileiro

De acordo com o setor exportador, a entrada da nova safra brasileira deve contribuir para a recomposição dos estoques globais, que atualmente se encontram em níveis reduzidos.

Esse movimento tende a favorecer a demanda pelo café brasileiro nos próximos meses, com expectativa de embarques mais fortes especialmente no segundo semestre de 2026.

A combinação entre alta produção, recomposição de estoques e demanda internacional aquecida deve sustentar um cenário positivo para as exportações, com possibilidade de “surpresas positivas” no desempenho do país no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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