AGRONEGÓCIO

Para debater melhorias na educação infantil, 172 diretores escolares participarão de convenção

Publicado em

A 1ª Convenção Municipal com diretores das 172 unidades de ensino da Prefeitura de Cuiabá será aberta nesta quinta-feira (31) no Hotel Mato Grosso Águas Quentes, localizado na Serra de São Vicente. O evento, realizado pela Prefeitura de Cuiabá, por intermédio da Secretaria Municipal de Educação, prosseguirá até sexta-feira (1), e é pautado pelo debate para formulação de políticas públicas que oportunizem a melhoria da aprendizagem de Língua Portuguesa e Matemática aos estudantes de 4 a 10 anos.

Entrará em pauta o planejamento estratégico e as ações que serão desenvolvidas ao longo do segundo semestre.

No período das 14h às 16h, haverá uma palestra com o tema “Protagonize-se. A hora é agora. Diretores que transformam o futuro”. No período das 19h30 às 23h, haverá um jantar do qual será exigido o traje de esporte fino.

No dia 1º de agosto, no período das 8h às 12h, haverá uma oficina com o tema “liderar para transformar: o diretor como agente da nova educação de Cuiabá”.

Leia Também:  Estiagem no Rio Grande do Sul Compromete Mais da Metade da Safra

O evento se encerrará com um almoço no período das 12h às 14h.

Essa será a segunda ação da Prefeitura de Cuiabá, ainda em julho, para avançar nas políticas públicas da educação infantil.

No dia 22, houve uma mersão com os coordenadores pedagógicos.

“Estamos empenhados em avançar na aprendizagem das crianças visando a melhoria de Cuiabá no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Por isso, contamos com o apoio dos professores para avanço nas políticas pedagógicas. A meta é garantir que todo aluno tenha um desempenho satisfatório e venha se refletir positivamente nas avaliações pedagógicas”, explica o secretário de Educação, Amauri Monge.

#PraCegoVer

A foto ilustra a fachada do prédio da Secretaria Municipal de Educação. É possível visualizar um letreiro que compõe a frase “Secretaria Municipal de Educação”, com fundo de cor verde e brasão da Prefeitura de Cuiabá.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

Published

on

A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

Leia Também:  CNA Publica Boletim de Comércio Exterior do Agronegócio com Dados de Setembro

A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

Leia Também:  Congresso Brasileiro de Soja celebra 50 anos da Embrapa

A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA