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Panorama Setorial: Agromensais de janeiro/2024 do CEPEA revelam perspectivas para diversos segmentos

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O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA) divulgou as agromensais referentes a janeiro de 2024, fornecendo uma visão abrangente das perspectivas para diversos setores. A análise destaca as projeções para a safra 2024/25 em diferentes áreas, abrangendo desde a produção de açúcar até a colheita de trigo. A seguir, uma visão geral dos insights apresentados.

Açúcar: A produção de açúcar na região Centro-Sul do Brasil pode atingir níveis recordes na safra 2024/25, superando os resultados da temporada atual (2023/24). O acumulado da safra atual até meados de janeiro de 2024 já totaliza 42,099 milhões de toneladas de açúcar.

Algodão: Com o excedente brasileiro e a redução da oferta norte-americana, o Brasil está posicionado para se tornar o maior exportador mundial de algodão em pluma. Atrasos na semeadura de soja no Cerrado devem manter o excedente interno amplo em 2024, projetando o país para ultrapassar os Estados Unidos e tornar-se o terceiro maior produtor global em 2023/24.

Arroz: Os preços do arroz, impulsionados pela redução dos estoques, mantiveram-se elevados em 2023. A relação estoque/consumo deve permanecer pressionada em 2024, impedindo grandes quedas nos preços.

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Boi: As exportações de carne bovina devem se manter firmes em 2024, com a demanda interna apresentando alguma recuperação. No entanto, incertezas na produção podem resultar em oscilações nos preços ao longo do ano.

Café: Produtores de café no Brasil enfrentarão desafios em 2024, especialmente devido ao clima adverso previsto. A região Sudeste, principal área de produção, deve enfrentar temperaturas elevadas e chuvas irregulares.

Etanol: Estimativas indicam que a região Centro-Sul do Brasil pode moer mais de 600 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na temporada 2024/25. As usinas devem direcionar uma quantidade maior de cana para a produção de açúcar.

Frango: O mercado brasileiro de frango continua a bater recordes em 2024, com a produção da proteína avícola projetada para crescer. O ritmo sólido de exportações é um fator crucial para esse crescimento.

Milho: O clima desfavorável à safra de milho verão 2023/24 pode impactar a semeadura da segunda temporada. Os preços atuais estão abaixo dos verificados há um ano, diminuindo o interesse dos agricultores pela semeadura de milho.

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Ovinos: O crescimento da produção brasileira de ovinos tem diminuído, refletindo um mercado consumidor com demanda estável. As estimativas indicam um aumento limitado na produção em 2023 e 2024.

Soja: A área mundial semeada com soja continua a crescer, gerando expectativas de oferta recorde na safra 2023/24. No entanto, a demanda acompanha em ritmo mais lento, resultando em estoques maiores.

Trigo: As estimativas de produção de trigo para a safra 2023/24 são inferiores às da temporada anterior, tanto global quanto no Brasil. O país deve ser o 16º maior produtor global e o 10º maior exportador de trigo.

Essas projeções oferecem uma visão abrangente do cenário agropecuário para o ano corrente, destacando as oportunidades e desafios que os diferentes setores enfrentarão ao longo de 2024.

Confira as análises do CEPEA

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Consórcio rural cresce no agronegócio em 2026 e se consolida como alternativa ao crédito caro

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O consórcio rural vem se consolidando como uma das principais alternativas de financiamento no agronegócio brasileiro em um cenário de juros elevados e crédito mais restritivo. A modalidade tem sido cada vez mais utilizada por produtores que buscam modernização, expansão da produção e renovação de frota sem recorrer ao crédito bancário tradicional.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), o sistema registrou crescimento de 12,2% nas vendas de cotas no primeiro trimestre de 2026, com cerca de R$ 130 bilhões em créditos comercializados.

Consórcio rural ganha força com crédito caro e menor previsibilidade financeira

O avanço do consórcio no campo está diretamente ligado ao custo elevado do crédito e à busca por alternativas mais planejadas de investimento.

No segmento de veículos pesados, amplamente utilizado pelo agronegócio e pela logística rural, os créditos disponibilizados cresceram 8,7% no trimestre. O tíquete médio atingiu R$ 239,92 mil, alta de 4,9%, enquanto a base de participantes chegou a mais de 905 mil consorciados ativos, com crescimento de 3,6%.

O desempenho reforça a importância do agronegócio no ranking nacional de adesões, com destaque para estados como São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Sul.

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Planejamento financeiro impulsiona adesão de produtores rurais

Para o setor, o crescimento do consórcio reflete uma mudança no perfil de gestão do produtor rural, que passa a adotar estratégias mais estruturadas de planejamento financeiro e controle de fluxo de caixa.

Segundo Cléber Gomes, CEO e sócio-fundador da Maestria, empresa especializada em consórcios e produtos financeiros, a principal vantagem da modalidade está na previsibilidade e no custo reduzido em relação ao crédito tradicional.

“Enquanto financiamentos bancários podem ter prazos médios de até 60 meses, o consórcio permite planejamento de até 180 meses, o que dá mais flexibilidade ao produtor em um cenário de juros altos”, explica o executivo.

Consórcio é usado como ferramenta de investimento e gestão patrimonial

Além da aquisição de máquinas agrícolas, o consórcio rural tem sido utilizado como ferramenta de planejamento patrimonial e organização financeira de longo prazo dentro das propriedades.

Segundo especialistas do setor, muitos produtores utilizam a modalidade como uma espécie de poupança programada, permitindo a aquisição de tratores, colheitadeiras e implementos sem a incidência de juros bancários.

“O produtor rural está mais atento à gestão do negócio. O consórcio permite investir em tecnologia e expansão com menor custo financeiro, fortalecendo a sustentabilidade da atividade”, afirma Cléber Gomes.

Modernização do campo impulsiona demanda por soluções financeiras alternativas

Com a crescente dependência de tecnologia, mecanização e eficiência operacional, o agronegócio tem ampliado a busca por soluções financeiras mais flexíveis e previsíveis.

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Nesse contexto, o consórcio rural se consolida como uma ferramenta estratégica para apoiar a modernização do setor, permitindo acesso gradual a equipamentos e contribuindo para o planejamento de longo prazo das propriedades.

Consórcio deve ganhar ainda mais espaço no agro brasileiro

A tendência é de continuidade do crescimento da modalidade, especialmente em um ambiente de crédito mais restritivo e maior necessidade de investimento em produtividade.

Com isso, o consórcio rural se fortalece como uma alternativa viável para financiar o crescimento do agronegócio brasileiro de forma estruturada, conectando planejamento financeiro, inovação e sustentabilidade econômica no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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