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Pagamentos recordes: Seguro pecuário desembolsa R$ 164,5 milhões com queda nos preços da arroba do boi

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O seguro pecuário registrou um notável aumento nos pagamentos de indenizações em 2023, impulsionado pela diminuição nos preços da arroba do boi. Segundo dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), as seguradoras desembolsaram aproximadamente R$ 164,5 milhões ao longo do ano passado, representando um impressionante aumento de 1216,6% em comparação com o mesmo período de 2022. Esses números evidenciam a importância do seguro pecuário como uma salvaguarda essencial para os pecuaristas diante das flutuações do mercado.

Os meses de julho a novembro de 2023 foram os mais desafiadores, com os volumes mais significativos de pagamentos de indenizações do seguro pecuário, totalizando R$ 150,1 milhões, o equivalente a 91,2% do total pago durante o ano. Especificamente, setembro destacou-se, com R$ 55 milhões em pagamentos de indenizações, representando mais de um terço do total anual.

Embora o seguro pecuário tenha como foco principal a cobertura da vida dos animais destinados ao consumo e produção, como aves, bovinos, suínos, caprinos, ovinos e bubalinos, algumas empresas oferecem produtos que combinam a morte do animal com variações de preço. Daniel Nascimento, vice-presidente da Comissão de Seguro Rural da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), explicou que o Pecuário Faturamento garante indenização sempre que o faturamento obtido com o rebanho segurado for inferior ao garantido em apólice.

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A queda nos preços da arroba do boi em 2023 foi atribuída à dinâmica do ciclo pecuário, influenciada por vários fatores, como o aumento da oferta de animais para abate, resultado do descarte de fêmeas e exportações. Essas flutuações refletem os desafios enfrentados pelos pecuaristas, especialmente diante do cenário de retração nos preços.

De acordo com uma análise da Scot Consultoria, 2023 representou um dos anos mais desafiadores da história recente da pecuária brasileira, com quedas significativas nos preços da arroba do boi gordo, especialmente em São Paulo, onde a cotação chegou a R$ 200,00. Em contrapartida, as indenizações fornecidas aos pecuaristas totalizaram cerca de R$ 33,7 milhões somente naquele ano.

Para lidar com os desafios climáticos que afetam as safras e as atividades agropecuárias, a CNseg propõe a criação de um Fundo do Seguro Rural (FSR), que contaria com a participação da União e das seguradoras. Esse fundo visaria garantir riscos relacionados a eventos climáticos e apoiar o Programa de Garantia das Atividades Agropecuárias (ProAgro), destinado a pequenos e médios produtores que enfrentam dificuldades devido ao clima, pragas ou doenças.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de café do Brasil devem bater recorde em 2026/27, projeta Eisa

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As exportações brasileiras de café devem atingir um novo recorde na safra 2026/27 (julho a junho), impulsionadas pela expectativa de uma colheita considerada a maior da história do país. A projeção é do diretor comercial da exportadora Eisa, uma das maiores do setor global.

O cenário positivo é sustentado pelo avanço da colheita atual e pela perspectiva de forte disponibilidade de grãos nos próximos meses, o que deve ampliar os embarques e reforçar a posição do Brasil como líder mundial na produção e exportação de café.

Safra recorde deve impulsionar volume exportado

Segundo o diretor comercial da Eisa, Carlos Santana, o país vive um momento de forte otimismo no setor.

“Estamos bastante otimistas. Muito provavelmente o Brasil vai ter a maior safra da história. E isso rapidamente a gente vai começar a ver nos embarques, talvez em julho ou agosto”, afirmou durante o Seminário Internacional do Café, em Santos.

A avaliação é de que o aumento da oferta deve se refletir de forma mais intensa ao longo da safra 2026/27, com potencial de recorde nas exportações brasileiras.

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Colheita avança e já sinaliza safra robusta

O Brasil, maior produtor e exportador global de café, já iniciou a colheita da safra 2026/27, com cerca de 5% da produção colhida até o momento.

O destaque inicial fica para o café canéfora (robusta e conilon), com avanço dos trabalhos principalmente em Rondônia e no Espírito Santo, regiões que tradicionalmente antecipam a colheita em relação ao café arábica.

Estoques globais baixos podem ampliar demanda por café brasileiro

De acordo com o setor exportador, a entrada da nova safra brasileira deve contribuir para a recomposição dos estoques globais, que atualmente se encontram em níveis reduzidos.

Esse movimento tende a favorecer a demanda pelo café brasileiro nos próximos meses, com expectativa de embarques mais fortes especialmente no segundo semestre de 2026.

A combinação entre alta produção, recomposição de estoques e demanda internacional aquecida deve sustentar um cenário positivo para as exportações, com possibilidade de “surpresas positivas” no desempenho do país no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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