AGRONEGÓCIO

Oscilações marcam preços do café, enquanto bolsas internacionais divergem

Publicado em

Os preços do café continuam registrando forte volatilidade e apresentavam queda moderada nas bolsas internacionais na manhã desta sexta-feira (21).

De acordo com Luiz Fernando dos Reis, superintendente comercial da Cooxupé, o setor enfrenta grande instabilidade climática, o que impacta diretamente os preços futuros do café. “A inversão do mercado tem afastado muitos participantes, e a falta de liquidez internacional é um fator determinante neste momento. Precisamos acompanhar como essa demanda se comportará na nova safra. A especulação de fundos tem sido a principal responsável pelas recentes oscilações nas bolsas internacionais”, explicou.

Segundo boletim do Escritório Carvalhaes, os fundamentos do mercado permanecem inalterados: os estoques seguem baixos tanto nos países produtores quanto nos consumidores, enquanto os problemas climáticos persistem globalmente. No Brasil, as altas temperaturas durante o verão prejudicaram o crescimento dos frutos da safra 2025, e agrônomos já demonstram preocupação com os impactos desse calor sobre a produção cafeeira de 2026.

Por volta das 9h40 (horário de Brasília), os contratos futuros do café arábica apresentavam queda: maio/25 e julho/25 recuavam 240 pontos, negociados a 389,75 cents/lbp e 382,95 cents/lbp, respectivamente, enquanto setembro/25 registrava baixa de 215 pontos, cotado a 376,00 cents/lbp.

Leia Também:  Safra de café do Brasil pode atingir 71,1 milhões de sacas em 2026/27, projeta Comexim

Já o café robusta operava com variações distintas. O contrato de março/25 registrava queda de US$ 60, negociado a US$ 5.512/tonelada, enquanto maio/25 teve leve alta de US$ 2, cotado a US$ 5.499/tonelada. O contrato de julho/25 subia US$ 4, para US$ 5.486/tonelada, e setembro/25 apresentava ganho de US$ 6, alcançando US$ 5.431/tonelada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Exportações de algodão do Brasil devem bater recorde em 2025/26 e reforçam liderança global no mercado internacional

Published

on

As exportações brasileiras de algodão devem encerrar o ciclo comercial 2025/2026 em nível recorde, com estimativa de aproximadamente 3,3 milhões de toneladas embarcadas, segundo projeções apresentadas durante a abertura do XXIII Anea Cotton Dinner, em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.

O desempenho reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional da fibra, com o país consolidado como principal exportador mundial de algodão, superando concorrentes tradicionais como os Estados Unidos. O resultado é sustentado pela forte demanda de mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio.

Produção brasileira mantém crescimento e produtividade elevada

A safra 2025/2026 de algodão no Brasil deve alcançar cerca de 3,9 milhões de toneladas de pluma, cultivadas em aproximadamente 1,9 milhão de hectares, com produtividade média próxima de 1.954 quilos por hectare, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Para o ciclo 2026/2027, as primeiras estimativas indicam nova expansão, com produção projetada em 3,96 milhões de toneladas, reforçando a tendência de crescimento consistente da cultura no país.

Leia Também:  Santa Catarina fortalece agricultura sustentável com distribuição de kits para cobertura vegetal
Brasil registra recordes de exportação e consolida liderança global

A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) destacou que o Brasil registrou recordes mensais de embarques em sete meses dentro do ciclo atual, mantendo ritmo forte de exportações e encerrando a temporada na liderança global do setor.

“O algodão brasileiro alcançou um novo patamar no mercado internacional. Tivemos sete meses de recorde de exportação, e junho deve seguir o mesmo ritmo. Hoje, o desafio já não é apenas produzir mais, mas garantir infraestrutura, competitividade e previsibilidade para sustentar esse crescimento”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs.

O avanço das exportações reflete não apenas o aumento da produção, mas também a consolidação da confiança internacional na qualidade da fibra brasileira.

Cenário global pode sustentar preços do algodão

No mercado internacional, o cenário de oferta e demanda segue apertado. A projeção aponta consumo global de aproximadamente 26,510 milhões de toneladas, acima da oferta estimada em 25,265 milhões de toneladas, o que pode contribuir para sustentar as cotações da fibra no mercado mundial.

Leia Também:  Justiça impede penhora da Conab sobre propriedade rural de produtora goiana
Mercado interno mais cauteloso e busca por qualidade

No Brasil, o mercado doméstico apresenta comportamento mais conservador. As fiações têm adotado postura cautelosa nas compras, priorizando qualidade da matéria-prima e reduzindo o apetite por contratos de longo prazo, especialmente em um ambiente de juros elevados.

Uso do algodão avança para além do setor têxtil

Durante as discussões do setor, também ganhou destaque a valorização das fibras naturais e a ampliação do uso do algodão em novas aplicações industriais. Além do vestuário, o produto vem sendo incorporado em segmentos como saúde, construção civil, defesa e materiais funcionais, ampliando seu potencial de inovação e agregação de valor na cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA