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Olivicultura em Debate: Reuniões Nacionais Para Fortalecer o Setor no Brasil

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A olivicultura brasileira passará a ser debatida em âmbito nacional, conforme anunciado durante a terceira reunião técnica do setor, realizada em São Gabriel, no Rio Grande do Sul. O evento, que contou com a participação do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), reuniu olivicultores da Fronteira Oeste gaúcha, incluindo agricultores, empresários, técnicos em extensão rural, professores e estudantes de 15 municípios.

Durante o encontro, a Unipampa e a comissão organizadora solicitaram que todas as questões relacionadas à olivicultura sejam discutidas anualmente em um evento nacional, que fará parte do calendário oficial do Ibraoliva. O presidente da entidade, Renato Fernandes, anunciou que, a partir do próximo ano, além do quarto encontro técnico da olivicultura, ocorrerá a primeira edição do Seminário Brasileiro da Olivicultura, consolidando a presença do setor no Rio Grande do Sul.

Em sua fala, Fernandes expressou sua satisfação ao constatar o crescimento da olivicultura e o interesse tanto da academia quanto dos produtores. Ele ressaltou a qualidade das apresentações técnicas, que abordaram tanto os desafios quanto as vantagens do setor, destacando a coesão dos participantes em manter a olivicultura forte no estado. “A Fronteira Oeste é fundamental na produção e vocação para a olivicultura”, afirmou.

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Igor Poletto, professor da Unipampa no campus de São Gabriel, destacou os temas abordados durante o encontro, que incluíram os desafios da produção em face das mudanças climáticas, o comércio de azeite, as oportunidades do turismo no setor e métodos de controle biológico de pragas e doenças. Além disso, foram apresentadas pesquisas em olivicultura desenvolvidas na universidade, como a biofortificação de azeites, a prospecção de micro-organismos para controle de pragas e o uso de drones para monitoramento dos pomares.

Ainda durante o evento, foi anunciado o lançamento do primeiro curso de formação de Mestre de Lagar do Brasil, organizado pela Unipampa, com a primeira edição prevista para fevereiro de 2025. O lagar, método tradicional de extração de azeite a partir das azeitonas, representa uma importante iniciativa para a valorização do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ureia despenca mais de 40% e fertilizantes voltam ao nível pré-crise com avanço de acordo entre EUA e Irã

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Os preços internacionais da ureia registraram forte recuo nas últimas semanas e já retornaram aos níveis observados antes do agravamento das tensões no Oriente Médio. Segundo análise da StoneX, as cotações destinadas ao mercado brasileiro acumulam queda superior a 40% após oito semanas consecutivas de desvalorização, refletindo o avanço das negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã e a expectativa de reabertura do estratégico Estreito de Ormuz.

O movimento é acompanhado de perto pelo setor de fertilizantes, uma vez que a região concentra uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo, amônia, enxofre e fertilizantes nitrogenados. A perspectiva de retomada da navegação vem reduzindo os temores relacionados à oferta global e aos gargalos logísticos que pressionaram os preços nos últimos meses.

Mercado reage à expectativa de normalização logística

De acordo com a StoneX, a possibilidade de restabelecimento do fluxo marítimo no Golfo Pérsico tem provocado uma mudança significativa no comportamento dos mercados de energia e fertilizantes.

As restrições impostas à navegação durante o período de instabilidade elevaram custos e dificultaram o transporte de insumos estratégicos. Agora, com o avanço das negociações entre Washington e Teerã, os agentes de mercado passaram a precificar um cenário de maior disponibilidade de produtos e menor risco logístico.

Segundo Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o acordo preliminar representa um importante fator de pressão baixista para o setor.

“O entendimento entre Estados Unidos e Irã tem impacto direto sobre a logística global e a oferta de fertilizantes. O Estreito de Ormuz é uma rota fundamental para o escoamento de fertilizantes, petróleo, amônia e enxofre, o que torna qualquer sinalização de normalização extremamente relevante para os mercados”, avalia.

Ureia retorna aos patamares anteriores ao conflito

O efeito mais visível foi observado no mercado da ureia. As cotações CFR Brasil recuaram para níveis inferiores aos registrados antes do início da crise geopolítica, revertendo completamente os ganhos observados durante o período de maior incerteza.

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A queda acumulada superior a 40% representa uma das correções mais expressivas dos últimos meses e sinaliza uma redução dos prêmios de risco que vinham sendo incorporados aos preços internacionais.

Além da expectativa de reabertura das rotas marítimas, o mercado também passou a considerar uma possível ampliação da oferta global de fertilizantes caso as negociações avancem para uma flexibilização das sanções impostas ao Irã.

Acordo ainda depende de novas etapas

Apesar da reação positiva dos mercados, o acordo entre Estados Unidos e Irã ainda não está concluído. Informações divulgadas pela Reuters indicam que o entendimento atual prevê a extensão do cessar-fogo por mais 60 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz, mas questões centrais continuam em negociação.

Entre os temas que permanecem em discussão está o futuro do programa nuclear iraniano, considerado um dos principais pontos de divergência entre os dois países.

Especialistas do setor marítimo alertam que a normalização completa das operações não deve ocorrer imediatamente. Mesmo após a eventual reabertura da rota, a retomada da confiança dos operadores logísticos e o reposicionamento das embarcações podem levar semanas.

Fertilizantes ainda dependem da evolução do cenário geopolítico

A StoneX destaca que o mercado segue monitorando fatores que podem limitar a recuperação plena da logística na região.

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Existem preocupações relacionadas à segurança da navegação, incluindo relatos sobre possíveis áreas minadas e incertezas quanto às condições definitivas para a circulação de embarcações. Além disso, navios que permaneceram retidos durante o período de restrições poderão enfrentar atrasos até que o fluxo marítimo seja totalmente restabelecido.

Dessa forma, embora a tendência atual seja de alívio para os preços, a oferta global de fertilizantes continua condicionada à evolução das negociações diplomáticas e à estabilidade da região.

Cenário favorece importadores brasileiros

A queda das cotações ocorre em um momento estratégico para o agronegócio brasileiro. Tradicionalmente, as compras externas de fertilizantes nitrogenados ganham força ao longo do segundo semestre, período de preparação para importantes culturas da safra de verão.

Com preços mais baixos e perspectiva de melhora na logística internacional, os importadores brasileiros encontram um ambiente mais favorável para negociar volumes e recompor estoques.

Além dos fertilizantes, o anúncio do acordo preliminar também impactou o mercado energético. Os preços do petróleo recuaram para os menores níveis dos últimos três meses, refletindo as expectativas de retomada do fluxo normal de cargas em uma das regiões mais importantes para o comércio global.

Para o agronegócio brasileiro, a combinação entre fertilizantes mais baratos e redução das incertezas logísticas pode representar um importante fator de alívio nos custos de produção nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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