AGRONEGÓCIO

Oferta restrita mantém preços do café em alta nas bolsas internacionais nesta quarta-feira (27)

Publicado em

O mercado cafeeiro registrou novos ganhos nesta quarta-feira (27), com as cotações futuras nas bolsas de Nova York e Londres mantendo-se em alta. De acordo com o boletim do Escritório Carvalhaes, os estoques de café estão em níveis baixos tanto nos países produtores quanto nos consumidores, o que tem pressionado os preços para cima. Além disso, a expectativa de uma quebra significativa na próxima safra brasileira de café e a resistência dos produtores brasileiros em comercializar o grão nos últimos meses de 2024 têm contribuído para o cenário de valorização nas bolsas internacionais.

Perto das 9h (horário de Brasília), o contrato de arábica para dezembro/24 registrava um aumento de 795 pontos, atingindo o valor de 320,10 cents/lbp. Os contratos seguintes também apresentaram elevações significativas: o contrato de março/25 subiu 865 pontos, chegando a 317,50 cents/lbp, o de maio/25 avançou 845 pontos para 314,75 cents/lbp, e o de julho/25 teve um ganho de 785 pontos, cotado a 308,95 cents/lbp.

Limitação da oferta e lentidão nas negociações

Pesquisadores do Cepea apontam que a alta no preço do café arábica é resultado da oferta restrita no mercado interno, com a escassez do grão no mercado spot. Apesar da valorização, as negociações continuam lentas, com muitos cafeicultores preferindo manter os estoques, o que dificulta a liberação de novos volumes para o mercado.

Leia Também:  Balança comercial brasileira registra superávit de R$ 30 bilhões em Julho

No mercado de robusta, o contrato de janeiro/25 apresentou alta de US$ 84, atingindo US$ 5.259 por tonelada, enquanto os contratos de março/25 e maio/25 subiram US$ 106 e US$ 107, respectivamente, chegando a US$ 5.220 e US$ 5.158 por tonelada. O contrato de julho/25 teve um aumento de US$ 120, cotado a US$ 4.996 por tonelada.

A tendência de alta dos preços reflete a escassez da oferta, com os produtores cautelosos e os estoques baixos, o que mantém o mercado pressionado, especialmente com a perspectiva de um ciclo produtivo mais fraco no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Soja avança em Chicago com apoio do petróleo e clima adverso nas Américas

Published

on

O mercado internacional de soja registra sequência de valorização, impulsionado por fatores externos e fundamentos agrícolas. Os contratos negociados na Bolsa de Chicago avançaram novamente, sustentados principalmente pela alta do óleo de soja, pelo comportamento do petróleo e por preocupações climáticas tanto na América do Sul quanto nos Estados Unidos.

Contratos de soja sobem e mantêm trajetória positiva

Os preços da soja apresentaram novos ganhos nas últimas sessões. O contrato com vencimento em maio encerrou com alta de 0,75%, equivalente a 8,75 centavos de dólar por bushel, cotado a 11,74 dólares. Já o contrato de julho avançou 0,72%, ou 8,50 centavos, fechando a 11,90 dólares por bushel.

Na manhã desta quarta-feira (22), o movimento positivo teve continuidade. Por volta das 7h30 (horário de Brasília), os principais vencimentos subiam entre 6,25 e 8,25 pontos, levando o contrato de maio a cerca de 11,82 dólares e o de julho a 11,91 dólares por bushel.

Óleo de soja lidera ganhos e impulsiona complexo

O principal vetor de sustentação do mercado foi o desempenho do óleo de soja, que registrou forte valorização. O derivado subiu 3,60%, alcançando 72,14 centavos de dólar por libra-peso.

Leia Também:  Prazo para pagamento do ITR 2024 encerra-se na próxima segunda-feira

O avanço acompanha a alta do petróleo no mercado internacional, além do aumento da demanda por biodiesel. Esse cenário elevou a competitividade do óleo de soja e contribuiu diretamente para puxar as cotações do grão.

Já o farelo de soja apresentou leve alta de 0,06%, sendo negociado a 325,3 dólares por tonelada curta.

Problemas climáticos na Argentina preocupam mercado

Na América do Sul, o mercado segue atento às dificuldades enfrentadas pela safra argentina. Chuvas persistentes na província de Santa Fé têm prejudicado o avanço da colheita, que atingiu cerca de 10% da área, bem abaixo da média histórica de 60%.

Além do atraso, há relatos de lavouras ainda verdes e com excesso de umidade, o que pode impactar a produtividade e a qualidade dos grãos, reforçando o viés de alta nos preços internacionais.

Chuvas nos EUA podem desacelerar plantio

Nos Estados Unidos, o plantio de soja avançou para 12% da área prevista, dobrando o ritmo da semana anterior. Apesar do progresso, a previsão de chuvas intensas no Meio-Oeste pode interromper temporariamente os trabalhos de campo.

Mapas climáticos indicam volumes mais elevados entre os dias 22 e 27 de abril em estados importantes produtores, como Iowa, Illinois, Missouri, além de áreas de Minnesota e Wisconsin. Para o fim de abril e início de maio, o mercado também monitora a possibilidade de queda nas temperaturas.

Leia Também:  Produtora mineira escolhe Goiás para resgatar tradição em queijo artesanal
Petróleo em alta reforça sustentação do mercado

O cenário energético segue influenciando diretamente o complexo soja. A valorização do petróleo, em meio a tensões geopolíticas no Oriente Médio, continua dando suporte aos preços do óleo de soja.

Esse movimento fortalece a demanda por biocombustíveis e contribui para manter o viés positivo das cotações, mesmo diante das incertezas relacionadas ao clima e ao ritmo das safras.

Mercado segue atento a fatores externos e fundamentos

O atual momento do mercado de soja reflete uma combinação de fatores: força no setor de energia, problemas climáticos na América do Sul e incertezas sobre o plantio nos Estados Unidos.

Diante desse cenário, os agentes permanecem atentos às condições climáticas e ao comportamento do petróleo, que devem continuar sendo determinantes para o direcionamento dos preços no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA