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Oferta restrita impulsiona valorização da mandioca no mercado nacional

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O mercado de mandioca segue registrando altas consecutivas nos preços da raiz, refletindo um cenário de oferta limitada e demanda aquecida pela indústria. De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), esta é a terceira semana seguida de valorização no setor, sustentada por um conjunto de fatores que incluem o clima adverso e o comportamento estratégico dos produtores.

Indústria aumenta processamento em meio à falta de matéria-prima

A elevação das cotações é impulsionada principalmente pelo maior ritmo de esmagamento nas indústrias, que buscam manter a produção ativa apesar da dificuldade de encontrar matéria-prima no mercado. A escassez é resultado da combinação entre o clima seco e as altas temperaturas, que reduziram o desenvolvimento das lavouras e limitaram o avanço da colheita.

Produtores seguram a safra à espera de preços melhores

Outro fator determinante para o cenário atual é a postura dos produtores, que optam por reter a mandioca de melhor qualidade, aguardando preços mais atrativos para realizar a venda. Essa estratégia reduz ainda mais a disponibilidade imediata da raiz, o que sustenta a valorização observada nas últimas semanas.

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Segundo o Cepea, o comportamento do produtor tem sido influenciado pela expectativa de margens mais favoráveis, especialmente diante dos custos de produção elevados registrados em 2024.

Custo de produção elevado deve guiar ritmo de comercialização

A rentabilidade segue como ponto-chave para a decisão de venda nos próximos meses. Produtores destacam que as lavouras cultivadas em 2024 enfrentaram custos mais altos, principalmente em razão do encarecimento dos arrendamentos de terras e da mão de obra para colheita.

Com isso, o avanço da oferta tende a ocorrer de forma gradual, conforme os preços atingirem níveis considerados compensatórios pelos produtores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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