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Oferta elevada pressiona preços da soja no Brasil, apesar de aumento nas negociações

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Liquidez ganha força no mercado interno

O mercado brasileiro de soja registrou maior movimentação nos últimos dias, segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Cooperativas e cerealistas têm incentivado os produtores a vender o restante da safra anterior, com o objetivo de liberar espaço para a entrada da nova colheita, o que resultou em uma elevação na liquidez do mercado spot.

Pressão sobre os preços continua

Apesar do maior volume de negócios, as cotações domésticas seguem em queda, influenciadas pelas expectativas de uma oferta elevada no curto prazo. A ampla disponibilidade do grão no mercado interno tem mantido os preços sob pressão, limitando a valorização mesmo diante do avanço das negociações.

Estoques e produção recorde ampliam cenário de oferta

Em relatório divulgado em 15 de janeiro, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) revisou para cima o estoque inicial da safra 2025/26, agora estimado em 10,73 milhões de toneladas — um crescimento de 2,9% em relação a dezembro de 2025 e expressivos 48,4% acima do registrado no mesmo período do ano anterior.

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A produção nacional continua projetada em 176,12 milhões de toneladas, consolidando o Brasil como um dos principais produtores mundiais e reforçando a tendência de abundância de oferta no mercado interno.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cúpula do agro liga inovação e rastreabilidade ao acesso a mercados

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Acesso a mercados, rastreabilidade e uso de tecnologia para reduzir riscos estão no centro da proposta da Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro, a Citagro 2026, marcada para 16 de novembro, em São Paulo. O encontro pretende aproximar empresas, investidores e pesquisadores em torno da competitividade da produção brasileira.

A questão chega à porteira por meio das exigências dos compradores. Para cadeias que abastecem mercados com regras ambientais específicas, comprovar a origem da mercadoria e as condições de produção passa a integrar o trabalho de comercialização. Sistemas digitais de rastreabilidade ajudam a organizar as informações necessárias para atender a esses critérios.

Um exemplo é o Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), cuja aplicação começa em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores, segundo a Comissão Europeia. A norma abrange bovinos, soja, café, cacau, óleo de palma, borracha, madeira e determinados derivados. Para a maior parte dos micro e pequenos operadores, o prazo é 30 de junho de 2027.

As regras exigem comprovação de que os produtos foram obtidos conforme a legislação do país de origem e não estão associados a desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020. A verificação envolve informações sobre fornecedores e localização das áreas produtivas. Mesmo produtores brasileiros que vendem a uma cooperativa ou empresa intermediária recebem demandas por esses dados dos compradores.

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Outra mudança é o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia (CBAM), em sua fase definitiva desde janeiro de 2026. Seu alcance inclui determinados fertilizantes e outros produtos industriais. Nesses casos, as emissões da fabricação entram no cálculo das obrigações dos importadores europeus, acrescentando uma variável ambiental à relação comercial.

O material de apresentação da Citagro também destaca a inteligência de mercado como instrumento para antecipar cenários. A proposta associa competitividade à capacidade de acompanhar mudanças tarifárias, exigências regulatórias e movimentos da demanda, usando essas informações no planejamento das empresas e na diversificação de destinos para a produção.

Para o produtor, essa discussão envolve decisões concretas: quais informações manter sobre a propriedade, quais tecnologias adotar e quais requisitos serão necessários para vender a determinados compradores. A conexão entre pesquisa e produção, outro eixo da iniciativa, busca aproximar o desenvolvimento de soluções das necessidades das cadeias agropecuárias e das regiões produtoras.

A apresentação defende ainda maior articulação entre empresas, governos e instituições de pesquisa nas negociações internacionais. O objetivo anunciado é combinar inovação no campo com participação brasileira na definição de padrões comerciais e ambientais que influenciam o acesso a mercados.

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Serviço

  • Evento: Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro — Citagro 2026
  • Data: 16 de novembro de 2026
  • Horário: das 18h às 22h
  • Cidade: São Paulo (SP)

Fonte: Pensar Agro

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