AGRONEGÓCIO

Oferta alta pressiona preço do algodão, mas óleo segue valorizado

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O cenário do algodão em Mato Grosso segue sendo de muita oferta, pressionando as cotações para baixo. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o valor pago pela arroba caiu 1,7% na semana e fechou em R$ 108,28.

Isso acontece porque há bastante algodão disponível no estado: muitos produtores já entregaram a safra, e os estoques continuam elevados, deixando os compradores menos apressados para fechar negócio e, com isso, limitando qualquer subida de preço.

Enquanto o preço da pluma recua, o óleo de algodão vem valorizando. Em uma semana, o valor do óleo subiu 1% e chegou a R$ 6.085,71 por tonelada, mostrando que a procura segue firme, especialmente pelas indústrias de alimentos e também pelo setor de biodiesel.

Para o produtor rural, a lição é clara: preço depende de oferta e procura. Com muita pluma circulando, talvez seja hora de planejar com cuidado, seja segurando parte da produção para buscar melhores cotações mais adiante, seja aproveitando agora os bons preços pagos pelo óleo de algodão.

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Ficar de olho nos estoques, acompanhar os boletins do Imea e entender o ritmo do mercado são estratégias que ajudam a driblar a fase de pressão nos preços e buscar renda maior mesmo num cenário competitivo.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Unesp desenvolve nova abordagem para nanoherbicidas mais eficientes e sustentáveis no controle de plantas daninhas

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Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) propuseram uma nova abordagem científica para o desenvolvimento de nanoherbicidas, com foco em maior eficiência agronômica e sustentabilidade ambiental. O estudo, conduzido no âmbito do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável, sugere inverter a lógica tradicional de criação desses insumos, colocando as características das plantas daninhas no centro do processo.

A proposta foi publicada na revista científica Nature Reviews Methods Primers e representa um avanço relevante para o manejo de invasoras que impactam diretamente a produtividade agrícola no Brasil.

Plantas daninhas seguem como desafio no campo

Espécies como caruru, capim-azevém e capim-pé-de-galinha estão entre as principais ameaças às lavouras, podendo reduzir em cerca de 15% a produtividade de grãos, mesmo em áreas com manejo.

Esse cenário tem impulsionado a busca por soluções mais eficientes, como os nanoherbicidas — tecnologia que permite a liberação controlada e direcionada de ingredientes ativos, aumentando a absorção pelas plantas e reduzindo o volume aplicado.

Novo conceito melhora eficiência dos nanoherbicidas

Atualmente, o desenvolvimento de nanoherbicidas é baseado principalmente nas propriedades dos materiais utilizados. A nova proposta da Unesp, chamada de Plant-informed nanodesign (PIND), muda esse paradigma ao priorizar as características biológicas das plantas-alvo.

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Na prática, isso significa desenvolver nanopartículas específicas para cada espécie daninha, aumentando a eficácia do controle e reduzindo perdas.

Caracterização detalhada das plantas orienta tecnologia

Para viabilizar essa abordagem, os pesquisadores realizam análises aprofundadas das plantas invasoras, considerando fatores como:

  • Espessura e tamanho das folhas
  • Quantidade de estômatos
  • Espessura da cutícula
  • Presença de tricomas
  • Rugosidade da superfície foliar

Essas informações permitem projetar nanopartículas mais aderentes e eficientes na absorção dos herbicidas.

Tecnologia alia produtividade e sustentabilidade

As análises utilizam técnicas avançadas, como microscopia confocal e microscopia eletrônica de varredura, que permitem observar estruturas microscópicas com alta precisão.

O objetivo é desenvolver soluções que aumentem a eficiência do controle de plantas daninhas, reduzam o uso de insumos químicos e minimizem impactos ambientais — uma demanda crescente no agronegócio brasileiro.

Inovação fortalece agricultura de precisão

A nova metodologia reforça o papel da nanotecnologia na agricultura de precisão e na transição para sistemas produtivos mais sustentáveis. Ao alinhar ciência, inovação e eficiência no campo, a proposta da Unesp abre caminho para uma nova geração de defensivos agrícolas mais inteligentes e adaptados às condições reais das lavouras.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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