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O RenovaBio e a hipocrisia que permeia a sustentabilidade no Brasil, por Heloisa Baldin e Gustavo Diniz Junqueira

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Embora o discurso oficial do governo brasileiro seja de apoio e protagonismo em relação à criação de um mercado de carbono regulado, com a realidade do RenovaBio, o mercado de carbono já existente no país é desanimador. Esse cenário é um indicativo preocupante do que podemos esperar de futuros programas relacionados ao protagonismo do cenário de carbono no Brasil.

Lançado em 2017, o RenovaBio tem como propósito contribuir para o cumprimento dos compromissos de redução de emissão de carbono estabelecidos no Acordo de Paris, em 2015, incentivando a cadeia de biocombustíveis.

Por meio do estímulo à produção e uso de biocombustíveis, o programa visa reduzir as emissões de gases de efeito estufa. No entanto, mesmo com todo potencial do RenovaBio, sua implementação tem sido marcada por problemas graves.

Os produtores de biocombustíveis emitem os CBIOs com base em sua produção de etanol ou biodiesel e as distribuidoras de combustíveis são obrigadas a adquirir esses certificados de acordo com as metas estabelecidas pelo governo e o volume de gasolina e diesel vendido.

Embora a maioria dos participantes do programa esteja cumprindo suas obrigações, a crescente inadimplência é alarmante. De acordo com dados da ANP, 42 participantes estão totalmente inadimplentes desde 2022.

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Essa inadimplência é resultado da falta de fiscalização eficaz por parte do Estado brasileiro e das decisões judiciais que permitem que empresas continuem operando mesmo descumprindo a lei.

A sociedade brasileira claramente demonstrou desejo de um país que atue de forma responsável para mitigar as mudanças climáticas e promover uma economia sustentável. No entanto, o governo age de maneira contrária aos interesses da nação, ignorando as oportunidades do mercado de carbono.

É crucial agir rapidamente para resolver a inadimplência acumulada, que totaliza mais de 8 milhões de CBIOs, equivalente a quase R$800 milhões.

O governo federal deve revisar o programa e criar um programa de resolução da inadimplência, oferecendo às empresas devedoras a oportunidade de regularizar sua situação financeira.

Esse programa poderia incluir um parcelamento do débito, com um preço médio do CBIO no período de não cumprimento da meta mais uma multa, e incentivos para adesão, como descontos sobre o total do débito.

A iniciativa é promissora no cenário brasileiro e apresenta como um importante instrumento para impulsionar a transição para uma economia de baixo carbono. No entanto, mesmo com seu potencial, há desafios significativos a serem enfrentados, destacando-se a questão da inadimplência por parte de algumas empresas participantes e a necessidade de uma gestão mais eficaz por parte do governo.

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A falta de punição efetiva para os infratores e a ausência de medidas para corrigir a inadimplência prejudica não apenas o RenovaBio, mas também qualquer proposta futura de criação de um mercado de carbono mais amplo para o país.

Em um momento crucial para a transição ecológica, o RenovaBio deveria ser um exemplo de como estruturar e governar uma economia verde no Brasil e não uma falha vergonhosa que mina nossos esforços nessa direção. É preciso agir agora!

* Originalmente publicado na AGFeed, leia no original aqui.

Heloisa Baldin, fundadora e CEO da Iwá, é formada pela Unicamp e tem mais de 12 anos de experiência no mercado financeiro, atuando por mais de 7 anos na gestão de fundos estruturados e no setor de óleo e gás em grandes instituições financeiras como Barclays, Banco Pan e Genial Investimentos e fundos de investimento.

Gustavo Diniz Junqueira é empresário e ex-secretário de agricultura do estado de São Paulo, com ampla experiência em todos os aspectos de negociação de contratos, análise competitiva, financiamento de aquisições, fusões e aquisições.

Fonte: AgFeed

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço dos combustíveis cai no Sudeste em junho, com etanol registrando maior recuo e menor valor do Brasil

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Os preços dos combustíveis apresentaram queda na região Sudeste durante o mês de junho, impulsionados principalmente pelo recuo do etanol, que registrou redução de 4,10% em relação ao mês anterior. O dado faz parte do mais recente levantamento do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha as transações realizadas em postos de abastecimento em todo o Brasil.

Com preço médio de R$ 4,21 por litro, o etanol passou a ser comercializado pelo menor valor entre todas as regiões do país no período, reforçando sua competitividade frente à gasolina em boa parte dos estados do Sudeste.

Etanol lidera queda e diesel também fica mais barato

Além do etanol, os dois tipos de diesel também registraram redução nos preços médios em junho.

O diesel comum caiu 2,12%, encerrando o mês com preço médio de R$ 6,93 por litro. Já o diesel S-10 apresentou recuo de 1,10%, chegando à média de R$ 7,17.

A gasolina também acompanhou o movimento de baixa, embora de forma mais moderada. O combustível teve redução de 0,30%, sendo comercializado, em média, por R$ 6,62 o litro.

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Na direção oposta, o gás natural veicular (GNV) foi o único combustível a registrar aumento expressivo, com alta de 4,73%, alcançando preço médio de R$ 4,65.

São Paulo registra o etanol mais barato do Brasil

Entre os estados do Sudeste, São Paulo foi o principal destaque do levantamento ao registrar a maior redução no preço do etanol.

O biocombustível ficou 4,74% mais barato no estado, encerrando junho com média de R$ 4,02 por litro, o menor preço observado em todo o país.

O diesel S-10 também apresentou queda em São Paulo, sendo vendido por R$ 7,14 após recuo de 1,38%.

Já o Espírito Santo concentrou os maiores preços médios da região para a maioria dos combustíveis. Apesar das reduções registradas ao longo do mês, o diesel comum permaneceu como o mais caro do Sudeste, com média de R$ 7,30 por litro.

A exceção foi o GNV. Mesmo após alta de 1,18%, o combustível foi comercializado por R$ 4,30 no estado capixaba, o menor preço da região para essa categoria.

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Etanol é mais vantajoso em três estados do Sudeste

Segundo Vinicios Fernandes, diretor de Unidades de Negócio da Edenred Mobilidade, o mês de junho trouxe um cenário favorável aos consumidores, especialmente para quem abastece com etanol ou diesel.

De acordo com o executivo, o biocombustível apresentou vantagem econômica em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, enquanto no Espírito Santo a gasolina continuou sendo a opção financeiramente mais competitiva.

Fernandes também destaca que, além da economia, o etanol desempenha papel estratégico na descarbonização do transporte.

Por ser um combustível renovável e de menor emissão de gases de efeito estufa em comparação aos combustíveis fósseis, o etanol contribui para a redução dos impactos ambientais e fortalece a transição para uma mobilidade de baixo carbono.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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