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O Diretor Geral do IICA se reuniu em Bruxelas com funcionários da UE para aprofundar os laços de cooperação entre as Américas e a Europa com foco na agenda agropecuária e rural

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O Diretor Geral do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Manuel Otero, visitou a cidade de Bruxelas, sede das mais importantes instituições da União Europeia (UE), onde avançou em uma agenda de cooperação conjunta e descreveu as transformações que estão acontecendo no setor agropecuário da América Latina e do Caribe em termos de sustentabilidade produtiva.

A UE, assim como seus Estados membros, estabeleceu formalmente o seu vínculo com o IICA em 1991, quando se tornou Observadora Permanente do organismo de desenvolvimento agrícola e rural. Desde então tem contribuído para fortalecer a atividade agropecuária e o bem-estar rural nas Américas.

Em diversas reuniões com funcionários das áreas agrícola, comercial, ambiental e jurídica da Comissão Europeia na capital belga, Otero trocou ideias e informações para a colaboração e o estabelecimento de novas parcerias em temas como bioeconomia, adaptação e mitigação à mudança do clima, agricultura digital, agricultura familiar e comércio internacional, entre outros.

Entre os projetos mais emblemáticos executados pelo IICA e financiados pela UE se destacam o PROCAGICA, que beneficiou a resiliência de pequenos e médios produtores de café centro-americanos perante a mudança do clima, e o AGRO INNOVA, destinado a melhorar a segurança alimentar e a fortalecer produtores vulneráveis no Corredor Seco Centro-Americano.

“Aprofundar e fortalecer os laços do nosso continente com a União Europeia é essencial, devido à globalidade e à transversalidade dos desafios atuais. Os projetos executados no passado e as expectativas positivas sobre futuras iniciativas reforçam a necessidade de uma colaboração contínua para promover o desenvolvimento sustentável e melhorar as condições de vida nas zonas rurais”, disse Otero, que participou das reuniões com Jorge Werthein, Assessor Especial da Direção Geral do IICA; Soraya Villarroya, responsável pelo Escritório do IICA na Europa, com sede em Madrid; e Tomás Abadía, consultor do IICA com vasta experiência em temas da União Europeia.

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“A América Latina e o Caribe, como região, representam a maior exportadora líquida de alimentos do mundo e contam com uma rica dotação de recursos naturais que a posicionam como avalista da sustentabilidade ambiental do planeta. Essas condições se têm traduzido em vários projetos de qualidade, entre os quais podemos mencionar o PROCAGICA, que tem modernizado a cafeicultura nos países centro-americanos, onde esse cultivo é a coluna vertebral da economia, e o AGRO INNOVA, focado em agricultores familiares”, acrescentou Otero.

“Continuaremos a fortalecer essa carteira de projetos — disse —, com o intuito de contribuir para a adaptação à mudança do clima, fortalecer a competitividade dos agricultores familiares e privilegiar o papel da bioeconomia, que é uma prioridade no trabalho de cooperação do IICA. Há um desejo compartilhado de fortalecer o diálogo e construir uma relação cada vez mais sinérgica que inclua o setor público, o setor privado e organizações da sociedade civil”.

Como corolário de sua visita, Otero enfatizou o papel do IICA como instituição ponte e promotora do diálogo entre ambas as regiões.

O papel da bioeconomia

Também em Bruxelas, Otero participou de um seminário com o Secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina, Fernando Vilella, sobre a contribuição da bioeconomia para o desenvolvimento sustentável e seu extraordinário potencial para diversificar as exportações da América Latina e do Caribe.

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Esse seminário ocorreu na Embaixada da Argentina na UE e serviu para expor a funcionários europeus os projetos que já estão em andamento na região e que contribuem para a sustentabilidade da atividade agropecuária na Argentina e em outros países latino-americanos.

Participaram do encontro membros de diversas delegações que cumprem funções na sede da associação econômica e política dos países europeus.

Antes de chegar à Bruxelas, Otero havia participado do Foro Global sobre Agricultura e Alimentação em Berlim, organizado pelo governo da Alemanha e que convocou funcionários, membros de organismos internacionais e especialistas de todo o mundo para discutir o fortalecimento dos sistemas agroalimentares e a coordenação de esforços visando o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Do foro, participaram altos funcionários latino-americanos do setor: o Ministro de Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar do Brasil, Paulo Teixeira; o Ministro da Agricultura e Pecuária do Paraguai, Carlos Giménez; e o Ministro de Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai, Fernando Mattos; além do Secretário argentino, Vilella.

Em Berlim, Otero também se reuniu com o Ministro Federal de Agricultura e Alimentação da Alemanha, Cem Özdemir, com quem concordou sobre a necessidade de fortalecer o diálogo entre as Américas e a Europa e avançar na construção de caminhos comuns para uma transformação da atividade com foco no vínculo entre a agricultura e o ambiente.

Fonte: IICA

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Espírito Santo testa secagem de café com gás natural e aposta em inovação para elevar qualidade do conilon

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O Espírito Santo iniciou um projeto inédito que pode transformar a secagem do café conilon no Brasil. A partir da safra de maio, produtores capixabas começam a testar o uso de gás natural no processo de secagem dos grãos, em uma iniciativa voltada ao aumento da qualidade, eficiência operacional e sustentabilidade da produção cafeeira.

Os testes serão realizados na Fazenda Chapadão, em Linhares, no norte do Espírito Santo, durante a colheita do conilon. O projeto faz parte do programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da ES Gás e conta com aprovação da Agência de Regulação de Serviços Públicos do Espírito Santo (ARSP).

A iniciativa reúne representantes da cadeia cafeeira, instituições de pesquisa e empresas de tecnologia em uma estratégia que busca modernizar uma das etapas mais críticas da produção de café.

Secagem do café entra em nova fase tecnológica

Tradicionalmente, a secagem do café utiliza lenha e outras biomassas como fonte de energia térmica. O novo projeto avalia o gás natural como alternativa capaz de proporcionar maior controle de temperatura, uniformidade no processo e redução das emissões ambientais.

A expectativa do setor é que a tecnologia contribua diretamente para ganhos de qualidade do café capixaba, especialmente no segmento de cafés especiais e de exportação.

Segundo Fabrício Tristão, presidente do Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV), o Espírito Santo já ocupa posição de destaque mundial na produção de café conilon e agora busca avançar também em qualidade e valor agregado.

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De acordo com ele, a etapa da secagem ainda representava um dos principais gargalos para ganhos mais expressivos na padronização e valorização do produto nos mercados internacionais.

Projeto busca ampliar competitividade do café capixaba

A iniciativa acompanha o movimento de modernização da cafeicultura brasileira, marcado pelo avanço tecnológico no campo, maior rastreabilidade e exigências crescentes dos compradores internacionais.

Para a ES Gás, o uso do gás natural na secagem pode abrir novas oportunidades para o agronegócio capixaba, além de estimular investimentos e ampliar o acesso do café brasileiro a mercados premium.

O diretor-presidente da companhia, Raphael Pereira, destacou que o gás natural já possui participação relevante em etapas industriais da cadeia do café, como torrefação e descafeinação, e agora passa a atuar também como ferramenta de inovação na produção rural.

Safra de conilon servirá como laboratório em ambiente real

Os testes ocorrerão em condições reais de safra, com monitoramento técnico e coleta de dados diretamente no campo. O objetivo é avaliar a viabilidade da tecnologia em diferentes aspectos:

  • Técnico-operacional
  • Econômico-financeiro
  • Socioambiental
  • Regulatório
  • Qualidade final do café

Os resultados servirão de base para analisar a possibilidade de expansão do modelo para outros polos produtores nos próximos ciclos agrícolas.

Projeto reúne universidades, setor produtivo e empresas de tecnologia

Além do CCCV e da ES Gás, o projeto conta com participação do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), da Base 27 e de empresas responsáveis pelo fornecimento e adaptação dos equipamentos utilizados no sistema de secagem.

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O professor Aldemar Polonini Moreli, coordenador do Coffee Design no Ifes, destacou que a busca por cafés conilon especiais vem acelerando o desenvolvimento de novas técnicas de pós-colheita, especialmente na secagem.

Segundo ele, a inovação pode ampliar a sustentabilidade da cafeicultura e aumentar a disponibilidade de cafés de qualidade superior no mercado.

Sandbox regulatório permitirá testes inéditos no meio rural

Por envolver o uso de gás canalizado em ambiente rural, o projeto será conduzido dentro de um modelo de sandbox regulatório, com acompanhamento da ARSP.

A proposta permitirá avaliar novas aplicações do gás natural no agronegócio dentro de um ambiente controlado de inovação regulatória.

Para a diretora de Gás Canalizado da ARSP, Débora Niero, o projeto representa uma convergência entre inovação tecnológica, desenvolvimento regional e descarbonização da economia capixaba.

Investimento supera R$ 1 milhão em pesquisa e desenvolvimento

Com aporte aproximado de R$ 1,1 milhão em recursos de Pesquisa e Desenvolvimento, a iniciativa busca consolidar um modelo mais eficiente e sustentável para a cafeicultura do Espírito Santo.

A expectativa do setor é que os resultados fortaleçam ainda mais o protagonismo capixaba na produção nacional de café conilon, elevando a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional e ampliando as oportunidades de exportação para os produtores rurais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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