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O Biometano no Brasil: Rumo ao futuro sustentável

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O projeto de Lei “Combustíveis do Futuro”, aprovado pela Câmara dos Deputados em 13 de março, avança para o Senado com medidas para fomentar a produção e utilização do biometano, estabelecendo metas anuais. Este cenário reflete o momento crucial de desenvolvimento do mercado brasileiro desse combustível.

Origem Sustentável

O biometano, obtido a partir de resíduos orgânicos de aterros sanitários e subprodutos da indústria sucroalcooleira, surge como uma alternativa ambientalmente amigável. Além de poder ser integrado à rede de gasodutos junto ao gás natural, sua utilização contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa.

Indicadores de Preços

A Argus, renomada provedora independente de inteligência de mercado para energia e commodities globais, lançou recentemente três indicadores de preços diários de biometano nas regiões do Rio de Janeiro, norte e sul de São Paulo. Esses indicadores compõem o preço considerando o custo médio de aquisição de gás fóssil pelas distribuidoras, somado ao prêmio relacionado ao atributo verde do biometano.

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Transparência e Sustentabilidade

Betina Moura, especialista em gás natural da Argus, destaca que o lançamento desses indicadores inaugura uma fase de maior transparência no mercado, impulsionando empresas a adotarem medidas para substituir o gás natural de petróleo, alinhadas às metas de descarbonização. Os preços calculados consideram, entre outros fatores, o valor dos créditos de descarbonização (Cbios) e a média ponderada dos preços do gás natural no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Os esforços em prol do biometano no Brasil não apenas abrem portas para uma matriz energética mais sustentável, mas também promovem a conscientização e a ação em direção a um futuro mais limpo e próspero para todos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estado decreta emergência por risco de seca severa até o fim do ano

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O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o Estado em razão do risco de seca severa e da possibilidade de desabastecimento hídrico nos próximos meses. O Decreto nº 11.932, tem validade de 180 dias e autoriza a adoção de medidas emergenciais para minimizar os efeitos da estiagem em todo o estado.

A decisão foi baseada em estudos climáticos que apontam para o fortalecimento do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. Segundo o governo, a previsão é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e agravamento da seca entre agosto e novembro, período em que o Acre já registra baixos índices de precipitação.

De acordo com o decreto, o cenário pode provocar queda significativa no nível dos rios, escassez de água potável, dificuldades na navegação, isolamento de comunidades e prejuízos à agricultura, pecuária e pesca. O governo também alerta para o aumento do risco de queimadas e incêndios florestais durante o período.

A medida destaca ainda os impactos sobre povos indígenas, ribeirinhos e moradores da zona rural. As 36 terras indígenas, que abrigam 246 aldeias e 16 povos, podem enfrentar isolamento, dificuldades no abastecimento de alimentos e medicamentos, perdas na produção de subsistência e agravamento da insegurança alimentar. O decreto também cita a possibilidade de interrupção do transporte escolar em comunidades acessíveis apenas por via fluvial.

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Com a publicação do decreto, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil ficará responsável por coordenar as ações de enfrentamento, em conjunto com órgãos estaduais, federais e prefeituras. Caberá ao órgão monitorar os níveis dos rios, as condições meteorológicas e os focos de calor, além de apoiar os municípios na elaboração de planos de contingência.

O governo também autorizou a realização de despesas emergenciais, como contratação de serviços, aquisição de insumos, instalação de abrigos e distribuição de água por carros-pipa nas localidades mais afetadas. As ações terão prioridade para comunidades indígenas, ribeirinhas e rurais, além de escolas e unidades de saúde.

Durante a vigência do decreto, também serão reforçadas as ações de prevenção e combate às queimadas, bem como campanhas de conscientização sobre o uso racional da água e os cuidados com a saúde em períodos de calor intenso e baixa umidade. O texto ainda autoriza agentes da Defesa Civil, em situações de risco iminente, a ingressar em imóveis para prestar socorro, determinar evacuações e requisitar temporariamente propriedades particulares, quando necessário, com garantia de indenização em caso de danos.

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Com validade de seis meses, o decreto busca agilizar a mobilização de recursos e a adoção de medidas administrativas para reduzir os impactos da estiagem e garantir assistência às populações mais vulneráveis.

Fonte: Pensar Agro

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