AGRONEGÓCIO

O agro está contratando e pagando bem

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O Agronegócio é um dos setores da economia brasileira que mais irão contratar profissionais com alta qualificação, elevando assim as perspectivas de ganhos salariais neste mercado. A informação consta da edição de 2024 do guia salarial da consultoria Robert Half, uma das principais fontes de informações sobre tendências em recrutamento e seleção.

A pesquisa feita pelo guia aponta, por exemplo, que funções como de gerente de fazenda lideram o ranking dos maiores salários, que variam entre R$ 19 mil e R$ 25 mil. Ainda conforme o guia, outros salários interessantes também estão sendo oferecidos para outras ocupações do agro moderno como representante técnico de vendas, cientista de dados, operador de drones e assistente de vendas. Para esses cargos, por exemplo, os vencimentos mensais variam de R$ 5 mil até R$ 14 mil.

De acordo com Hilda Carvalho, gerente de Recursos Humanos do Grupo Pivot, uma das empresas líderes nacionalmente na comercialização de maquinários agrícolas e sistemas de irrigação, a seleção de trabalhadores com alta qualificação profissional (superior e técnica) tem sido um desafio para o setor do agro. Segundo ela, a ampliação do uso e a rápida evolução dos recursos tecnológicos usados no agronegócio brasileiro abriram nos últimos anos uma enorme demanda por profissionais com uma formação mais completa e ao mesmo tempo altamente técnica. “Essa evolução tecnológica no agro é muito rápida. Hoje você tem maquinários e ferramentas de irrigação que envolvem o uso de softwares de última geração. É um setor que hoje trabalha com muitos dados técnicos, que são complexos, e isso trouxe sim a necessidade de se recrutar profissionais com uma capacitação científica e acadêmica”, pontua a gerente.

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Treinamento

Hilda explica que a carência por profissionais melhores qualificados existe também em ocupações que exigem grau de estudo abaixo do Ensino Superior. Para contornar esse problema, além de participar de vários eventos em feiras de emprego e em faculdades, a empresa desenvolve há quatro anos o Pivot Training, um programa que recruta jovens acima de 18 anos e que já concluíram o Ensino Médio, para fazerem gratuitamente o curso para técnico-mecânico em maquinário agrícola. “A capacitação tem duração de um ano aproximadamente e durante o período do treinamento, os participantes são registrados em carteira e recebem um salário mínimo. O curso consiste em aulas teóricas e práticas, que são realizadas nas nossas unidades em Goiás e Minas Gerais, que trabalham com maquinários agrícolas”, informa a gerente de RH.

Ela diz ainda que desde a criação do programa em 2020, já foram mais de 100 jovens que passaram pelo Pivot Training e a grande maioria segue contratada na empresa. “No começo deste ano, tivemos um número recorde de participantes selecionados. Formamos uma turma de 30 trainees, que até o fim do ano terão uma profissão”, destaca.

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Fonte: COMUNICAÇÃO SEM FRONTEIRAS

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Selic a 14,50% pressiona crédito e leva agroindústrias a buscar linhas subsidiadas para investir

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Mesmo com a taxa básica de juros em 14,50% ao ano, o custo do capital segue como um dos principais fatores nas decisões estratégicas das empresas, especialmente no agronegócio. Em um ambiente de crédito mais caro e restritivo, agroindústrias têm intensificado a busca por linhas subsidiadas para financiar investimentos, modernização e expansão.

A definição da taxa pelo Banco Central mantém o crédito tradicional em patamares elevados, impactando diretamente o planejamento corporativo. Projetos passam a ser analisados com maior rigor, considerando retorno ajustado ao risco, impacto no fluxo de caixa e estrutura de capital.

Crédito caro adia investimentos no agro

Com a alta da Selic, operações atreladas ao CDI acompanham o movimento da política monetária, encarecendo financiamentos e reduzindo a viabilidade de projetos, principalmente os de longo prazo e maior intensidade tecnológica.

Nesse cenário, empresas enfrentam um dilema: investir para ganhar competitividade ou preservar liquidez. O resultado, em muitos casos, é o adiamento de projetos produtivos, como ampliação de plantas industriais, aquisição de máquinas e adoção de novas tecnologias.

Além disso, instrumentos do mercado privado, como debêntures e operações estruturadas, continuam concentrados em grandes empresas com maior acesso a investidores e governança consolidada. Para pequenas e médias empresas (PMEs), o crédito se torna mais restrito, com prazos menores, custos mais altos e exigências mais rígidas de garantias.

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Linhas subsidiadas ganham protagonismo

Diante desse cenário, linhas de crédito subsidiadas operadas por bancos de desenvolvimento voltam ao centro da estratégia financeira das empresas, especialmente no agronegócio e na indústria.

Programas voltados à inovação e à digitalização produtiva têm ampliado a oferta de recursos com condições mais atrativas. Iniciativas conduzidas por instituições como BNDES e Finep priorizam investimentos em tecnologias como automação, robótica, Internet das Coisas (IoT) e manufatura avançada.

Com prazos mais longos, carência ampliada e taxas inferiores às do mercado tradicional, essas linhas alteram significativamente o cálculo de viabilidade dos projetos, permitindo que empresas mantenham seus planos de crescimento mesmo em um ambiente de juros elevados.

PMEs ampliam acesso a investimentos

Para micro, pequenas e médias empresas, o impacto das linhas subsidiadas é ainda mais relevante. O acesso a crédito com condições diferenciadas permite diluir o investimento inicial e viabilizar ganhos de produtividade que seriam inviáveis no crédito tradicional.

No entanto, acessar esses recursos exige mais do que identificar a linha disponível. Cada instituição financeira trabalha com critérios técnicos específicos, incluindo métricas de inovação, exigências regulatórias e modelagem financeira estruturada.

Engenharia financeira vira diferencial competitivo

Nesse contexto, a estruturação do funding ganha papel estratégico. A escolha da fonte de capital — considerando prazo, indexador, custo e exigências — passa a influenciar diretamente a competitividade e a sustentabilidade financeira das empresas.

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Consultorias especializadas têm atuado na chamada engenharia de funding, estruturando operações que combinam diferentes fontes de recursos para reduzir o custo médio da dívida e ampliar a capacidade de investimento.

Casos recentes mostram empresas de setores como agronegócio, engenharia, varejo e recursos humanos acessando linhas como o Pró-Inovação, voltado ao financiamento de projetos tecnológicos, com apoio técnico na estruturação e aprovação dos financiamentos.

Estratégia financeira define crescimento

Com a Selic elevada, o crédito tradicional tende a pressionar margens e alongar o prazo de retorno dos investimentos. Nesse cenário, linhas subsidiadas deixam de ser apenas alternativas e passam a integrar a estratégia financeira das empresas.

A definição correta do funding pode determinar o sucesso ou fracasso de um projeto. Escolhas inadequadas comprometem o fluxo de caixa por anos, enquanto uma estrutura bem planejada sustenta o crescimento e melhora a competitividade.

Empresas que tratam o financiamento como variável estratégica conseguem avançar em suas agendas de modernização, mesmo em um ambiente macroeconômico adverso. Já aquelas que dependem exclusivamente do crédito tradicional tendem a operar de forma mais conservadora, priorizando a preservação de caixa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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