AGRONEGÓCIO

Novos híbridos de milho da Bayer podem entregar acréscimo de até 30 sacas por hectare

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Definir onde investir para obter ganhos reais de produtividade é uma das principais decisões de produtores rurais à medida que surgem novos desafios à atividade agrícola no país, ano após ano. Para apoiar essa escolha e impulsionar a prática de agricultura regenerativa no campo, a Bayer acaba de lançar quatro híbridos de milho com a biotecnologia VTPRO4® para as safras de verão e inverno 2023/24, que têm como diferencial a possibilidade de aumentar o teto produtivo. Testes realizados pela empresa em áreas demonstrativas comparando lado a lado com os principais concorrentes de mercado, verificaram incremento de produtividade que chegou até 30 sacas por hectare.

Esses lançamentos ampliam o portfólio das marcas de sementes de milho Agroeste, com os híbridos AS1991PRO4 e AS1988PRO4, Dekalb, com o novo DKB358PRO4, e Sementes Agroceres, com o AG8650PRO4, conforme conta o gerente de produtos de milho da Bayer, Ademar Oliveira. “Investimos globalmente aproximadamente 2,8 bilhões de euros por ano em pesquisa e desenvolvimento e um dos nossos focos é na cultura do milho. Queremos elevar cada vez mais os patamares produtivos na cultura do milho no Brasil, por isso nos empenhamos em atualizar nosso portfólio de forma contínua”, destaca.

Ele ainda destaca que a prioridade é oferecer aos produtores diferentes opções de cultivares, para maximizar o potencial produtivo da cultura. “Ao oferecer uma ampla gama de híbridos de milho adaptados às diversas regiões do país, possibilitamos aos produtores a escolha de uma combinação de diferentes híbridos, permitindo a identificação daqueles que melhor se adequam à sua área”, afirma.

A estratégia ajuda os produtores a minimizarem os riscos relacionados a pragas, doenças e intempéries climáticas, salienta. “A semente torna-se fator mais crucial no aumento ou diminuição da produtividade. Nos últimos três anos, lançamos 18 híbridos, reforçando nosso compromisso com os agricultores brasileiros, inclusive com maior tolerância ao complexo de enfezamento, que vem sendo um dos principais desafios da agricultura brasileira, no que diz respeito a doenças da cultura. Tanto que, entre 2020 e 2023, os híbridos com essa característica evitaram perdas de aproximadamente 3,67 milhões de toneladas de milho na agricultura brasileira”, diz Oliveira.

A marca Agroeste apresenta duas adições ao seu portfólio. O AS1991PRO4, desenvolvido especialmente para a safrinha nas regiões sul (oeste e norte do Paraná, sul de São Paulo e Mato Grosso do Sul), permite uma colheita que ultrapassa 30 sacas por hectare em comparação com o líder da concorrência, posicionando-se como uma excelente opção para agricultores que buscam altos tetos produtivos nessas regiões. A outra novidade é o AS1988PRO4, projetado para regiões de terras altas, abrangendo São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Maranhão, Tocantins, Piauí e Pará, sendo uma escolha ideal tanto para a safra de verão quanto para a safrinha. Destaca-se ao oferecer produtividades que superam em mais de 22 sacas por hectare o líder de mercado.

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“O primeiro apresenta um alto patamar produtivo e ótima adaptabilidade para a safrinha sul do país, trazendo excelentes resultados em ambientes de maior potencial, durante os anos que esteve sendo testado e que enfrentaram grandes desafios climáticos, e o segundo se destaca pela alta performance, segurança na tolerância ao enfezamento, qualidade de colmo e estabilidade”, destaca.

Ambos os híbridos da Agroeste possuem características singulares cruciais para produtores que buscam sementes adaptadas às condições específicas de suas regiões. Vale ressaltar que o AS1991PRO4, além de ser extremamente produtivo em diversos cenários, revelou-se estável durante os períodos de teste, nos ambientes de maior potencial produtivo, enquanto o AS1988PRO4 demonstra produtividade elevada em ambientes de médio e maior potencial.

O híbrido precoce da marca Dekalb, o DKB358PRO4, foi desenvolvido especialmente para regiões tropicais de terras altas. Disponível para as safras de verão e safrinha, o híbrido se sobressai ao possibilitar uma colheita de até 20 sacas a mais por hectare quando comparado ao líder da concorrência. “O híbrido destaca-se por seu alto teto produtivo, resistência a doenças fúngicas, ótima tolerância ao quebramento e acamamento, estabilidade e robusta tolerância ao complexo do enfezamento, tornando-se uma escolha competitiva para ambientes desafiadores e uma opção segura para agricultores em busca de maior produtividade na cultura do milho”, comenta Oliveira.

O lançamento AG8650PRO4 da marca Sementes Agroceres é projetado para a safrinha no estado de Mato Grosso. Este híbrido precoce se distingue pela sua produtividade em ambientes de médio a maior potencial produtivo, proporcionando uma colheita que supera em mais de 4 sacas por hectare o líder de mercado. Além disso, ele é reconhecido por sua elevada estabilidade, resistência sanitária, qualidade superior e uma notável tolerância ao complexo de enfezamento. “Durante os testes, os dados revelam que este híbrido é excepcionalmente responsivo em termos de produtividade, demonstrando todo o seu potencial de maneira mais evidente em ambientes mais produtivos”, comenta o gerente de produtos de milho da Bayer.

Os lançamentos para a temporada 2023/2024 oferecem ampla proteção contra as principais lagartas-alvo e maior tolerância à cigarrinha-do-milho, uma das maiores pragas que afetam a cultura do milho.

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Ferramenta ajuda a escolher os melhores híbridos

A escolha do híbrido exerce influência direta no rendimento e na produtividade da cultura do milho, sendo essencial considerar a adaptabilidade às características regionais. Em locais com tendência à redução do volume de chuvas antes da colheita, a preferência por híbridos de ciclos mais curtos é apropriada para evitar estresse hídrico e preservar a produtividade. Em contrapartida, em regiões climaticamente estáveis, sem cultivo de segunda safra, a opção por ciclos mais longos visa atingir o máximo potencial produtivo e permitir a recuperação da cultura diante de eventual estresse.

Para facilitar o processo de escolha do híbrido adequado, a Bayer lançou uma ferramenta gratuita de sugestão de sementes de milho em sua Área Logada, no Hub de Experiências dentro do site Agro Bayer Brasil. A funcionalidade, que pode ser acessada por usuários que são cadastrados no programa de fidelidade Impulso Bayer, emprega inteligência artificial para analisar cuidadosamente as informações relacionadas à área de plantio fornecidas pelo produtor, incluindo dados como região, marca do híbrido e ciclo de cultivo. Com base em uma análise robusta, a plataforma proporciona sugestões personalizadas, indicando de forma precisa qual seria a escolha mais adequada para otimizar os resultados na produção agrícola.

O coordenador de marketing digital da Bayer, Bruno Trivigno, conta que a iniciativa visa atender à crescente digitalização no processo de compra de insumos agrícolas. “Mais de 70% dos agricultores brasileiros utilizam canais digitais, seja na escolha das sementes, seja na seleção dos produtos, segundo pesquisa da consultoria McKinsey. Isso evidencia a importância de fornecer ferramentas para apoiar os produtores em sua jornada digital”, destaca.

Além da escolha do híbrido adequado, a implementação de práticas como o manejo integrado de pragas (MIP), controle de plantas daninhas e doenças, ajustado ao estádio da planta, e o investimento em ferramentas digitais, como Climate FieldView, da Bayer, são cruciais para obter resultados satisfatórios e maximizar a rentabilidade da plantação, além de ajudar a fomentar a agricultura regenerativa, como destaca o gerente de produtos de milho.

“A avaliação cuidadosa das necessidades e o acompanhamento do desempenho dos híbridos selecionadas são fundamentais para garantir uma produção eficiente e bem-sucedida de milho. Essa escolha criteriosa facilita uma gestão mais eficiente de recursos, como otimização do uso de agroquímicos e rotação de culturas, contribuindo para sistemas agrícolas mais equilibrados”, diz Trivigno.

Fonte: Bayer

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Estudo aponta que revisão das regras pode reduzir piso do frete de grãos em até 11%

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) ampliou a pressão por mudanças no cálculo do piso mínimo do frete rodoviário após um estudo da Universidade de São Paulo (USP) apontar que a metodologia atual pode superestimar os custos do transporte. No caso dos grãos, alterações em apenas um dos parâmetros poderiam reduzir os valores calculados entre 6,38% e 11,04%, dependendo da distância e da configuração do caminhão.

A discussão ocorre poucas semanas depois da sanção da Lei 15.485/2026, que modificou as regras da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas (PNPM-TRC). A bancada ruralista participou das negociações no Congresso para construir um texto que preservasse a remuneração dos caminhoneiros sem impor custos considerados excessivos aos produtores e demais contratantes de frete.

Parte desse acordo, porém, foi vetada na sanção presidencial. Os vetos ainda aguardam análise do Congresso. Paralelamente, entidades do setor produtivo apresentaram à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) 15 sugestões para a regulamentação das novas regras.

A principal reivindicação é que o piso reflita com maior precisão o custo efetivamente necessário para realizar cada operação. A própria legislação sancionada determina que a metodologia seja técnica, transparente e aderente aos custos operacionais do transporte.

O debate ganhou respaldo de um estudo do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial (Esalq-Log), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP. Os pesquisadores identificaram pelo menos 17 pontos que poderiam ser aperfeiçoados na metodologia utilizada para calcular o piso.

Um dos principais questionamentos está na quantidade de horas mensais atribuídas à utilização do caminhão. O cálculo atual considera 181 horas por mês. O estudo propõe elevar a referência para 220 horas, mais próxima da disponibilidade efetiva do veículo e do motorista.

A diferença é importante porque os custos fixos do caminhão são divididos pelo número de horas de operação. Quanto menor a utilização considerada na fórmula, maior tende a ser o custo atribuído a cada viagem.

Nas simulações realizadas pelos pesquisadores, a adoção de 220 horas reduziria em média 7,6% os pisos calculados. No transporte de grãos, a diferença ficaria entre 6,38% e 11,04%, conforme o número de eixos e a distância percorrida.

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Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende (foto), a discussão não deve ser tratada como uma disputa entre produtores e caminhoneiros, mas como uma correção necessária da forma de calcular o custo do transporte.

“Não interessa ao produtor rural ter um frete artificialmente barato que inviabilize o transportador. Caminhão parado também significa soja, milho, algodão e insumos parados. O que precisamos é de uma metodologia que remunere corretamente quem transporta, mas que seja baseada no custo real da operação. Se a fórmula parte de premissas que não correspondem à realidade, alguém acaba pagando uma conta maior do que deveria”, afirma Rezende.

Segundo Rezende, a diferença ganha importância porque o Brasil depende fortemente das rodovias para escoar a produção agrícola. “Uma diferença de 6%, 8% ou 10% no frete pode parecer pequena quando se olha apenas uma viagem. Quando isso é multiplicado por milhares de toneladas transportadas por centenas ou até mais de mil quilômetros, estamos falando de um impacto muito grande sobre a margem do produtor e sobre a competitividade do produto brasileiro”.

Rezende acrescenta que o custo logístico começa antes da venda da safra. “O caminhão não leva apenas o grão para o armazém, para o porto ou para a indústria. Ele também traz fertilizante, sementes, defensivos, máquinas e outros insumos até a propriedade. Uma metodologia distorcida pode pesar nas duas pontas: aumenta o custo para produzir e volta a pesar quando chega a hora de comercializar a safra”.

Outro parâmetro questionado pela pesquisa é a vida econômica utilizada para calcular depreciação e remuneração do capital investido no caminhão. A metodologia considera sete anos, enquanto dados da própria ANTT indicam idade média de 16,4 anos para os veículos de tração que circulam no País.

Ao simular uma vida útil próxima de 16 anos e fazer outros ajustes relacionados a esse parâmetro, o estudo encontrou possibilidade de redução entre 6% e 10% no custo calculado para determinadas operações de transporte de grãos.

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As propostas não se limitam a esses dois pontos. Os pesquisadores analisaram consumo de combustível, configuração e número de eixos dos veículos, retorno vazio, operações de maior produtividade e diferentes modalidades de contratação. A conclusão é que uma fórmula única pode não representar adequadamente a diversidade das operações realizadas nas rodovias brasileiras.

Entre as 15 contribuições apresentadas pelo setor produtivo à ANTT está justamente a adoção do custo operacional efetivo como referência. As entidades defendem que despesas que não representem desembolso necessário para a realização do transporte não sejam incorporadas artificialmente ao piso.

Outra discussão envolve o prazo para pagamento. A nova lei estabelece limite máximo de 30 dias úteis. O setor produtivo defende que a contagem comece na entrega da carga ao destino, evitando que parte do prazo seja consumida enquanto a mercadoria ainda está em trânsito.

A Lei 15.485 também tornou mais rígida a fiscalização. Toda operação de transporte rodoviário remunerado deverá ser registrada por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), conforme cronograma a ser estabelecido pela ANTT. A legislação prevê ainda multa de R$ 10,5 mil para determinadas infrações relacionadas à oferta ou contratação abaixo do piso e permite medidas contra reincidentes.

A FPA agora trabalha em duas frentes: tenta influenciar a regulamentação da ANTT para que a nova metodologia considere os custos efetivamente observados nas operações e articula no Congresso a análise dos vetos presidenciais.

Para o produtor rural, o resultado dessa discussão terá efeito direto sobre uma das principais despesas para colocar a safra no mercado. Em um País no qual boa parte dos grãos percorre centenas de quilômetros de caminhão entre a fazenda, os armazéns, as indústrias e os portos, alguns pontos percentuais no frete podem representar uma diferença relevante no resultado final da produção.

Fonte: Pensar Agro

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