AGRONEGÓCIO

Novo plano prevê construção de 10 mil casas com eficiência térmica em Cuiabá

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O novo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Cuiabá, apresentado pelo prefeito Abilio Brunini, prevê a construção de 10 mil novas moradias com exigência de eficiência térmica como padrão obrigatório, dentro de até 10 anos. A proposta coloca a qualidade de vida no centro da política habitacional e estabelece critérios como o uso de paredes isotérmicas e soluções arquitetônicas adaptadas ao clima da capital.

A iniciativa estabelece critérios obrigatórios para novos projetos habitacionais, como o uso de paredes isotérmicas, melhor ventilação e materiais que reduzam o calor dentro das residências. A medida também inclui tanto a construção de casas quanto a oferta de lotes urbanizados, com meta já em andamento, cerca de 1.500 unidades estão em execução.

Segundo o prefeito, a proposta surge como uma resposta a modelos considerados inadequados para a realidade local, especialmente em habitações de interesse social.

“Eu recebi uma empresa que veio apresentar um projeto de casas construídas em 20 dias, com placas de concreto. Parece bom, mas não funciona para Cuiabá. O concreto absorve e transfere muito calor. Uma casa assim vira um inferno, com pé-direito baixo e sem possibilidade de adaptação. Habitação de interesse social não pode ser tratada como algo de baixa qualidade. Não é assim”.

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O prefeito destacou que o município vai exigir padrões mínimos de conforto térmico, mesmo que isso represente custos maiores para as construtoras.

“O que queremos são casas com paredes isotérmicas, ventilação cruzada, pé-direito mais alto e telhas adequadas. Pode até ser mais caro, mas é qualidade de vida. Por isso, será obrigatório ter eficiência térmica nos novos projetos habitacionais em Cuiabá. A meta é chegar a 10 mil moradias, incluindo casas e lotes urbanizados”.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Agro argentino deve gerar US$ 36,1 bilhões em 2026 com avanço da soja e do milho, projeta Bolsa de Rosario

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O setor agropecuário da Argentina deve voltar a desempenhar papel decisivo na geração de dólares para a economia em 2026. A combinação entre aumento da produção de grãos e recuperação parcial dos preços internacionais elevou as projeções de exportação, em um momento em que o país segue altamente dependente da entrada de divisas externas para equilibrar suas contas.

Segundo estimativas divulgadas pela Bolsa de Comércio de Rosario, a liquidação de divisas do agronegócio argentino deve atingir US$ 36,111 bilhões em 2026. O valor representa um acréscimo de cerca de US$ 800 milhões em relação à projeção anterior e praticamente repete o desempenho estimado para 2025, mantendo o complexo agroexportador como principal fonte de dólares da economia argentina.

Soja e milho lideram revisão positiva da safra

A revisão para cima das projeções está diretamente relacionada ao desempenho esperado das principais culturas do país, especialmente soja e milho.

De acordo com a atualização do GEA-BCR, a produção de soja na safra 2025/26 foi estimada em 50 milhões de toneladas, um aumento de 2 milhões em relação à projeção anterior. Já o milho teve sua estimativa elevada para 68 milhões de toneladas, avanço de 1 milhão frente ao cálculo divulgado em abril.

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Com maior disponibilidade de grãos, o setor industrial argentino tende a ganhar fôlego ao longo do ciclo. A moagem de soja deve crescer cerca de 1 milhão de toneladas, sustentando o processamento local e ampliando a oferta de derivados. No comércio exterior, as exportações de farelo e óleo de soja também devem registrar expansão. No caso do milho, a projeção indica incremento de aproximadamente 500 mil toneladas nas vendas externas.

Cotações e fluxo de exportação sustentam receitas

Além do aumento da produção, o cenário internacional mais favorável também contribui para o reforço das receitas do agro argentino. A recuperação recente das cotações de diversas commodities agrícolas elevou o valor estimado das exportações, fortalecendo a entrada de divisas no país.

O cálculo da Bolsa de Rosario considera tanto as liquidações realizadas no Mercado Livre de Câmbio quanto as operações via Contado com Liquidação, mecanismo amplamente utilizado por exportadores argentinos.

Entrada de dólares ainda abaixo de 2025 no início do ano

Apesar da perspectiva positiva para o ano fechado, o fluxo de divisas nos primeiros meses de 2026 ainda apresenta desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano anterior.

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Entre janeiro e abril, o setor agroexportador argentino aportou cerca de US$ 8,516 bilhões, abaixo dos mais de US$ 9 bilhões registrados no primeiro quadrimestre de 2025. Segundo analistas, a diferença está ligada a fatores como o efeito residual da redução temporária de retenções, antecipação de vendas no ciclo anterior e o ritmo mais lento da colheita em abril.

Ainda assim, o mercado projeta que a aceleração da safra ao longo dos próximos meses tende a compensar parcialmente esse atraso, consolidando o agro como pilar central da geração de divisas da Argentina em 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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