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Novo método de calagem promete aumentar produtividade agrícola e eficiência no uso do solo

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Pesquisadores da Universidade Federal de Lavras (UFLA) criaram um método prático e preciso para estimar a necessidade de calagem, considerando os atributos químicos do solo e a composição do calcário. O estudo, publicado na revista internacional Soil & Tillage Research, busca enfrentar um desafio histórico da agricultura em regiões tropicais: a alta acidez e a baixa fertilidade natural dos solos.

Correção em camadas profundas melhora fertilidade e exploração radicular

Desenvolvido a partir de dez anos de pesquisa e quase 30 anos de experiência do professor Silvino Guimarães Moreira, da Escola de Ciências Agrárias de Lavras (Esal/UFLA), o método permite calcular doses específicas de calcário para duas profundidades: 0 a 20 cm e 0 a 40 cm, sendo a segunda a principal inovação. Ao corrigir camadas mais profundas, a técnica amplia a fertilidade do subsolo e o volume explorado pelas raízes, favorecendo maior absorção de nutrientes e água.

Métodos tradicionais subestimam doses necessárias

Segundo o professor Moreira, os métodos atuais de calagem muitas vezes subestimam a quantidade de calcário necessária, especialmente em áreas agrícolas novas. Isso gera reaplicações e atrasos na correção do pH do solo, impactando economicamente o produtor, principalmente em áreas arrendadas, onde o ciclo de retorno da calagem não acompanha o ciclo produtivo.

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Resultados expressivos em experimentos de campo

Entre 2018 e 2022, foram realizados sete experimentos em diferentes municípios de Minas Gerais — Ijaci, Nazareno, Ingaí, Uberlândia, Araguari, São João del Rei e Formiga — abrangendo diversas condições de solo e clima. As doses de calcário foram aplicadas até 0,40 m de profundidade, garantindo robustez aos resultados.

O estudo mostrou aumento significativo na produtividade e maior resiliência das culturas frente a déficits hídricos típicos do Cerrado, especialmente na segunda safra. Em lavouras de milho submetidas a veranicos severos, o ganho de produtividade superou 50%, enquanto na soja os aumentos chegaram a 30%. Esses resultados foram atribuídos ao maior desenvolvimento radicular, permitindo às plantas acessar água e nutrientes em camadas mais profundas do solo.

Impactos econômicos e sociais para a agricultura brasileira

Com uma recomendação mais precisa de calagem, os produtores podem reduzir custos de insumos, aumentar a eficiência produtiva e melhorar a resiliência das lavouras frente às variações climáticas. O método tem potencial de fortalecer a segurança alimentar e promover sustentabilidade na agricultura, especialmente em regiões do Cerrado e outros solos tropicais ácidos.

“Essa contribuição é relevante não apenas para Minas Gerais, mas também para outras regiões tropicais, onde solos ácidos limitam a produção agrícola”, afirma o professor Silvino Moreira.

UFLA reforça tradição em ciência do solo

A pesquisa destaca a tradição da UFLA em estudos de fertilidade e manejo de solos, consolidando sua relevância nacional e internacional. Além de avançar no conhecimento científico, o projeto contribui para a formação de especialistas em solos tropicais, combinando ciência e prática de campo.

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Equipe envolvida e histórico do estudo

O artigo contou com a participação dos pesquisadores Josias Reis Flausino Gaudencio, Flávio Araújo de Moraes, Everton Geraldo de Morais, Devison Souza Peixoto, Hugo Carneiro de Resende, Júnior Cézar Resende Silva, Otávio Lopes Vieira Campos, todos da Esal/UFLA, e dos departamentos de Agricultura (DAG/UFLA) e Ciência do Solo (DCS/UFLA), integrando o Grupo de Pesquisa em Sistemas de Produção (GMAP). O estudo teve origem na tese de doutorado de Flávio Moraes (2017) e foi ampliado em dissertações posteriores no Triângulo Mineiro.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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