AGRONEGÓCIO

Novo decreto regulamenta uso de crédito de ICMS no Plano Safra estadual do Paraná

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O Governo do Paraná oficializou as regras para que empresas e cooperativas agrícolas possam utilizar créditos acumulados de ICMS como forma de investimento na cadeia produtiva agroindustrial do estado. A regulamentação, assinada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, estabelece a devolução desses créditos via Sistema de Controle da Transferência e Utilização de Créditos Acumulados (Siscred), beneficiando diretamente quem investir em cotas do Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Paraná FIDC).

A iniciativa faz parte do programa estadual que atua como uma versão paranaense do Plano Safra, criado para oferecer alternativas de financiamento ao setor agropecuário.

Regras para uso do crédito de ICMS

O Decreto nº 9.951/2025 define que a transferência do crédito de ICMS poderá ser feita a partir da integralização da cota no FIDC, ou seja, quando o investidor aplicar recursos no fundo. A utilização do valor será dividida em 24 parcelas mensais, e poderá abater até 100% do saldo devedor próprio do ICMS no período de apuração.

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No entanto, os créditos não poderão ser utilizados para quitar ICMS devido por substituição tributária, limitando seu uso a operações próprias da empresa ou cooperativa.

Estímulo direto à produção agroindustrial

De acordo com o secretário estadual da Fazenda, Norberto Ortigara, essa medida representa uma forma eficaz de injetar recursos diretamente no setor agropecuário. “Na prática, é dinheiro na veia para financiar a instalação de aviários, chiqueiros, aumentar a produção de leite e construir novas agroindústrias”, exemplificou o secretário.

O modelo fortalece as cadeias produtivas locais, promovendo geração de valor no campo e ampliando a capacidade de produção e industrialização dos produtos paranaenses.

FIDC Agro Paraná: um modelo de referência nacional

O FIDC Agro Paraná funciona como um fundo principal, no qual empresas integradoras e cooperativas podem criar fundos vinculados, permitindo condições facilitadas de crédito aos produtores rurais para aquisição de máquinas, equipamentos, sistemas de irrigação, infraestrutura de armazenagem e logística.

“Essa é uma nova e inteligente forma de financiar a expansão da produção agroindustrial. É um modelo que nasceu no Paraná e que já está sendo replicado em outros estados do Brasil. É um orgulho para nós”, destacou Ortigara.

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Expectativa de impacto econômico e social

Lançado em abril na Bolsa B3, o FIDC Agro Paraná oferece alternativas complementares ao Plano Safra nacional, permitindo novos caminhos de crédito para o setor rural. O governo estadual pretende aportar R$ 350 milhões no fundo, com a projeção de movimentar até R$ 2 bilhões em novos negócios no campo.

Além do impacto econômico, a proposta visa também contribuir para a segurança alimentar, sustentabilidade ambiental e fortalecimento das comunidades rurais. Os recursos podem ser destinados a projetos como expansão da produção, irrigação, modernização de equipamentos e estrutura de armazenagem.

Com um modelo inovador e inédito no Brasil, o Paraná se posiciona como referência na construção de soluções inteligentes para o desenvolvimento do agronegócio regional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações de proteínas animais disparam em maio e carne de frango lidera avanço brasileiro

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As exportações brasileiras de proteínas animais seguem aquecidas em maio de 2026, reforçando o protagonismo do agronegócio nacional no comércio global de alimentos. Dados divulgados pela Secex apontam avanço consistente nos embarques de carne de frango e carne suína, com destaque para o desempenho do setor avícola, que lidera em volume e faturamento.

O cenário positivo reflete a forte demanda internacional pelas proteínas brasileiras, favorecida pela competitividade dos produtos nacionais e pela ampliação das compras em mercados estratégicos.

Carne de frango lidera exportações brasileiras de proteínas

A carne de frango manteve a liderança entre as proteínas animais exportadas pelo Brasil neste mês. Segundo os dados da Secex, os embarques de carnes de aves e miudezas comestíveis frescas, refrigeradas ou congeladas somaram 238,3 mil toneladas até a segunda semana de maio.

A receita acumulada alcançou US$ 450,4 milhões no período, com média diária de US$ 45 milhões. O volume médio exportado ficou em 23,8 mil toneladas por dia útil.

Além do elevado ritmo de embarques, o setor avícola brasileiro manteve forte competitividade internacional. O preço médio da proteína exportada foi de US$ 1.889,9 por tonelada, consolidando o Brasil entre os principais fornecedores globais de carne de frango.

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O desempenho positivo ocorre em meio ao aumento da demanda internacional por proteínas de menor custo e ao fortalecimento das exportações brasileiras para mercados da Ásia, Oriente Médio e América Latina.

Carne suína mantém crescimento nas vendas externas

A carne suína também apresentou resultado expressivo nas exportações brasileiras ao longo da primeira metade de maio. De acordo com a Secex, os embarques de carne suína fresca, refrigerada ou congelada totalizaram 55,5 mil toneladas no período.

A receita gerada pelas vendas externas chegou a US$ 138,4 milhões, com média diária de faturamento de US$ 13,8 milhões.

O volume médio exportado ficou em 5,5 mil toneladas por dia útil, enquanto o preço médio negociado atingiu US$ 2.491,6 por tonelada.

Mesmo com volume inferior ao registrado pela carne de frango, o setor suinícola brasileiro segue sustentado pela ampliação da demanda internacional e pela consolidação da proteína nacional em importantes mercados importadores.

A valorização dos preços médios também reforça a competitividade da carne suína brasileira no mercado externo.

Exportações de pescado têm menor participação em maio

Entre os segmentos analisados pela Secex, o pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado apresentou participação mais modesta nas exportações brasileiras em maio.

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Até a segunda semana do mês, o setor embarcou 419,7 toneladas, gerando receita de US$ 2,15 milhões.

A média diária de faturamento ficou em US$ 215 mil, enquanto o volume médio exportado atingiu 42 toneladas por dia útil.

Apesar da menor representatividade em relação às carnes de aves e suína, o pescado registrou o maior valor médio por tonelada entre as proteínas analisadas. O preço médio negociado alcançou US$ 5.122,9 por tonelada exportada.

Agronegócio brasileiro mantém força no mercado global

O avanço das exportações de proteínas animais reforça a posição estratégica do Brasil como um dos maiores fornecedores mundiais de alimentos.

O desempenho positivo de frango, carne suína e pescado em maio mostra a força do setor exportador brasileiro, que segue beneficiado pela demanda internacional aquecida, pelo câmbio favorável e pela competitividade da produção nacional.

A expectativa do mercado é de continuidade no ritmo elevado de embarques ao longo do segundo trimestre, especialmente para os segmentos de aves e suínos, que seguem ampliando presença nos principais destinos globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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