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Nova Plantadeira da Solumont Revoluciona a Agricultura Familiar com Tecnologia Avançada

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A Solumont, empresa gaúcha de Nova Prata, está lançando no mercado uma nova plantadeira projetada especificamente para a agricultura familiar. O modelo, que será fabricado com tecnologias avançadas, conta com um conjunto de soluções da FertiSystem, incluindo sistemas de dosagem de sementes e fertilizantes que prometem transformar o plantio em um processo mais eficiente e sustentável.

De acordo com Álvaro Gottlieb, engenheiro agrônomo e gerente de marketing de produto da FertiSystem, a Plantadeira CP da Solumont é projetada para oferecer alta durabilidade, usabilidade e eficiência. “Com os dosadores FertiSystem instalados, a automatização do plantio é significativamente aprimorada. Isso reduz os custos e o tempo de manutenção, oferecendo economia e precisão ao produtor”, explica Gottlieb.

O “combo tecnológico” da plantadeira inclui o dosador de fertilizantes Auto-lub AP NG, conhecido por sua alta durabilidade e baixa necessidade de manutenção, e o dosador de sementes Virgo, que apresenta manutenção simplificada e é compatível com discos e anéis universais. O sistema de controle e monitoramento VRA PRO é outro destaque, garantindo controle total da operação por meio de motores elétricos duráveis e monitoramento de taxa variável.

Gottlieb ressalta que essa tecnologia otimiza a aplicação de sementes e adubos, maximizando o crescimento das plantas, melhorando a saúde do solo e reduzindo desperdícios. “Economicamente, isso se traduz em menor consumo de insumos e maior retorno sobre o investimento. Além disso, práticas de agricultura de precisão podem qualificar os produtores para incentivos fiscais e subsídios governamentais”, complementa.

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Inovações e Benefícios para o Produtor Rural

A nova plantadeira da Solumont é projetada para resolver problemas comuns enfrentados pelos produtores. Equipado com o sistema “Danper Line”, que utiliza molas pneumáticas patenteadas, o equipamento mantém pressão constante em todas as linhas, independentemente do volume de ar interno. Isso proporciona maior estabilidade e melhora a emergência do cultivo, tanto em terrenos inclinados quanto planos. “Esse sistema garante um plantio de alta qualidade e é ideal para diferentes tipos de solo”, afirma Nilson Petrikovski, sócio proprietário da Solumont.

Além das tecnologias mencionadas, a Plantadeira CP inclui motores elétricos para adubo e sementes que permitem ajustes rápidos e precisos, podendo ser feitos por meio de um painel eletrônico ou smartphone. A capacidade de realizar agricultura de precisão garante que sementes e adubos sejam dosados com exatidão, otimizando a eficiência do plantio.

Petrikovski destaca que o equipamento foi desenvolvido para oferecer o melhor em termos de plantio, combinando alta tecnologia com custo-benefício. “A Plantadeira CP é uma aliada para o produtor rural, trazendo conforto, segurança e rentabilidade ao processo produtivo”, conclui.

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Impacto Positivo na Agricultura Familiar

O lançamento da Plantadeira CP está alinhado com as novas diretrizes do Plano Safra do Governo Federal, que visa oferecer melhores condições de crédito para os agricultores familiares. Com juros reduzidos e mais garantias, o Plano Safra disponibiliza R$ 85,7 bilhões para fortalecer a agricultura familiar e promover uma produção sustentável de alimentos.

Rafael Luche, gerente de vendas da FertiSystem, observa que a agricultura familiar está se beneficiando com o aumento do suporte governamental. “Propriedades menores enfrentam desafios como a escassez de mão de obra, mas buscam rentabilidade. A Plantadeira CP, com sua alta tecnologia, facilita o manejo e otimiza processos, oferecendo uma solução completa para a agricultura familiar”, afirma Luche.

Ele acrescenta que o acesso a essas tecnologias permite ao produtor aumentar a rentabilidade e a produtividade em áreas menores. “A Plantadeira CP combina o melhor da Solumont com soluções inteligentes da FertiSystem, visando melhorar a produção e a rentabilidade do agricultor”, finaliza.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Plano Safra 2026/27 confirma avanço do crédito privado e reduz dependência do financiamento oficial no agro

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O anúncio do Plano Safra 2026/27 trouxe um novo recorde nominal para o crédito rural empresarial, com R$ 525,1 bilhões destinados a médios e grandes produtores. Apesar do volume expressivo, o crescimento de apenas 1,7% em relação à safra anterior ficou abaixo da inflação acumulada e do avanço esperado para o setor, gerando questionamentos sobre a capacidade do programa de sustentar sozinho a expansão do agronegócio brasileiro.

Mais do que o valor anunciado, o que chama a atenção é a mudança estrutural que vem ocorrendo no sistema de financiamento rural. O crédito privado, impulsionado por instrumentos como CPR, Fiagro, CRA e LCA, assume papel cada vez mais relevante, reduzindo a dependência histórica dos recursos subsidiados pelo governo.

Plano Safra cresce menos e reflete cenário de maior cautela

O novo ciclo do Plano Safra foi lançado em um contexto marcado por margens mais apertadas no campo, aumento da inadimplência em algumas cadeias produtivas e maior seletividade das instituições financeiras.

Dos R$ 525,1 bilhões anunciados, R$ 384,9 bilhões serão destinados ao custeio e comercialização da produção, uma redução de 7,2% em relação à safra anterior. Já os recursos para investimentos somam R$ 140,2 bilhões, alta de 38,1%, sinalizando prioridade para projetos de modernização, tecnologia e infraestrutura.

Além disso, houve redução nas principais taxas de juros das linhas de financiamento, acompanhando o início do ciclo de queda da taxa Selic. O crédito de custeio empresarial passou de 14% para 12,5% ao ano, enquanto o Pronamp caiu de 10% para 9%.

Crédito privado ganha protagonismo no financiamento rural

Embora o Plano Safra continue sendo um importante instrumento de política agrícola, sua participação relativa no financiamento do setor vem diminuindo.

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Nas últimas cinco safras, o crescimento do crédito rural ocorreu principalmente por meio de recursos livres, captados a mercado. Enquanto o crédito subsidiado permaneceu praticamente estável, as operações com recursos privados avançaram de forma consistente.

Esse movimento mostra que o agronegócio brasileiro está cada vez menos dependente dos subsídios governamentais e mais conectado ao sistema financeiro e ao mercado de capitais.

A participação dos recursos equalizados — aqueles em que o Tesouro Nacional subsidia parte dos juros — caiu significativamente nos últimos anos, representando atualmente cerca de 22% do total disponibilizado pelo Plano Safra.

Cooperativas ampliam presença no campo

Outro destaque da transformação do crédito rural é o avanço das cooperativas financeiras.

Nos últimos dez anos, a participação dessas instituições nas operações de crédito rural praticamente dobrou. Em diversas regiões do país, especialmente no interior, as cooperativas se tornaram a principal fonte de financiamento para produtores rurais.

Além da proximidade com o associado, essas instituições ampliaram sua capacidade de captação no mercado, fortalecendo sua atuação em um cenário de maior demanda por crédito e menor participação dos bancos tradicionais.

CPR alcança R$ 565 bilhões e lidera expansão do mercado privado

A principal evidência da mudança estrutural está no crescimento da Cédula de Produto Rural (CPR), instrumento que se consolidou como a espinha dorsal do crédito privado no agronegócio.

O estoque de CPR saltou de aproximadamente R$ 170 bilhões para R$ 565 bilhões em apenas seis safras, crescimento superior a 230%. O avanço supera com folga a expansão registrada pelo próprio Plano Safra no mesmo período.

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Paralelamente, outros instrumentos também ganharam espaço. O estoque de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) alcançou cerca de R$ 176 bilhões, enquanto os Fiagros já administram aproximadamente R$ 62 bilhões em ativos distribuídos em centenas de fundos.

Somados a operações de barter e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os mecanismos privados movimentam atualmente cerca de R$ 1,4 trilhão, consolidando uma nova realidade para o financiamento da produção agropecuária.

Desafio para produtores passa a ser gestão financeira

Especialistas apontam que o principal desafio para os próximos anos não será apenas acessar crédito, mas administrar diferentes fontes de financiamento de forma estratégica.

Ferramentas como CPR, barter, Fiagro e operações estruturadas passam a integrar cada vez mais o planejamento financeiro das propriedades rurais. Nesse cenário, gestão de risco, proteção de margem e eficiência operacional tornam-se fatores tão importantes quanto produtividade e tecnologia.

Nova fase do crédito rural já começou

O Plano Safra 2026/27 reforça uma tendência que vem se consolidando no agronegócio brasileiro: o financiamento da produção deixou de depender exclusivamente dos recursos oficiais.

Embora continue relevante, o programa governamental passa a atuar como parte de um sistema mais amplo, formado por cooperativas, mercado financeiro, investidores e instrumentos privados.

A mensagem para o setor é clara: o futuro do crédito rural será construído pela combinação entre recursos públicos e privados. Mais do que acompanhar o tamanho dos anúncios oficiais, produtores, empresas e investidores precisarão observar a qualidade do funding, a gestão dos riscos e a capacidade de execução dos projetos para garantir competitividade nos próximos ciclos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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