AGRONEGÓCIO

Nona edição do Simpósio Brasileiro sobre Gramados (SIGRA) acontece em outubro

Publicado em

Já estão abertas as inscrições para a nona edição do Simpósio Brasileiro sobre Gramados (SIGRA), considerado o maior evento sobre gramas do Brasil, que vai acontecer nos dias 09 e 10 de outubro, na Fazenda Experimental Lageado, em Botucatu/SP, sede da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Unesp. O tema dessa edição será “Gramados e a Agenda 2030”.

O SIGRA foi criado em 2003 com o intuito de promover maior integração entre o setor produtivo e acadêmico. Com a constante expansão da gramicultura e geração de demandas de informações técnicas e cientificas a cada ano, a nona edição do SIGRA se propõe a promover a troca de experiências entre profissionais brasileiros e estrangeiros de diferentes áreas. O objetivo é incentivar a difusão de conhecimentos e trazer inovações para que o segmento evolua cada vez mais, principalmente no âmbito ambiental e sustentável.

O IX SIGRA será realizado pelo grupo de pesquisa UNESP Turfgrass Science liderado pelos professores Roberto Lyra Villas Boâs (Unesp/Botucatu) e Leandro José Grava de Godoy (Unesp/Registro), a partir de pesquisas, demandas e informações existentes em cada setor.

  • Mais informações, programação completa e inscrições em: fepaf.org.br
Leia Também:  Brasil gigante: colheita começou, mas ainda falta chuva para o plantio

Fonte: Assessoria de Imprensa FCA

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Regra que cruza desmatamento e crédito gera nova disputa no STF e acende alerta no agro

Published

on

A mudança nas regras do crédito rural, que passou a incorporar dados de monitoramento por satélite na análise de financiamento, levou o setor produtivo ao Supremo Tribunal Federal (STF) e abriu um novo flanco de disputa entre política ambiental e política agrícola.

A mudança foi publicada pelo portal Pensar Agro no último dia 9, leia aqui.

Nesta quarta-feira (15.04) a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil encontrou com ação questionando resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN) que determinaram o uso de informações do sistema oficial de monitoramento do desmatamento (Prodes) como filtro nas operações de crédito para imóveis rurais acima de quatro módulos fiscais.

O ponto de conflito está na forma como a regra foi desenhada. Pelas normas, instituições financeiras devem considerar a existência de supressão vegetal apontada por satélite na análise de risco das operações. Na prática, isso introduz uma nova camada de verificação antes da liberação dos recursos.

Para o setor produtivo, o problema não está no monitoramento em si, mas na forma automática como a informação passa a impactar o crédito. O argumento é que o sistema não diferencia, de forma imediata, desmatamento ilegal de intervenções autorizadas, o que pode gerar bloqueios mesmo em propriedades regulares.

Leia Também:  Vereador se reúne com juíza para tratar sobre regularização fundiária

Outro aspecto que pesa é o tempo de resposta. A ausência de prazos definidos para validação das informações e análise das justificativas apresentadas pelo produtor cria, segundo a entidade, um intervalo de incerteza em que o crédito simplesmente não chega. Em um setor dependente de calendário, esse atraso pode significar perda de janela de plantio ou redução de escala.

A discussão ganha relevância em um momento de maior restrição financeira no campo. Com juros elevados e avanço do endividamento, o crédito rural já opera com maior seletividade. A introdução de um novo filtro, ainda sujeito a inconsistências técnicas, tende a ampliar esse efeito.

Na leitura de agentes do mercado, a medida altera a lógica tradicional da política de crédito, que historicamente combina análise financeira com critérios produtivos. Ao incorporar um indicador ambiental como elemento de bloqueio prévio, a regra desloca parte do risco regulatório para dentro da operação.

A CNA sustenta que o modelo atual cria uma presunção de irregularidade antes da análise individual de cada caso, o que, na prática, transfere ao produtor o ônus de comprovar sua regularidade após a negativa de crédito. Para a entidade, isso contraria princípios básicos do direito administrativo e compromete a previsibilidade necessária ao financiamento da produção.

Leia Também:  Valorização Atípica do Feijão em Goiás: Preços Sobem 5% em Um Dia

O governo, por sua vez, vê a medida como instrumento de alinhamento entre crédito público e compromissos ambientais, em linha com exigências de mercado e acordos internacionais. A avaliação é de que o sistema contribui para coibir irregularidades e dar maior transparência às operações.

O desfecho da disputa deve definir o alcance dessa nova lógica. Caso o STF suspenda as resoluções, o crédito tende a voltar ao modelo anterior. Se mantidas, as regras devem consolidar um novo padrão, em que variáveis ambientais passam a ter peso direto na liberação de financiamento.

Para o produtor, o efeito é imediato: mais do que custo, o crédito passa a depender também da leitura de dados remotos e da capacidade de comprovar regularidade em tempo hábil. Em um setor guiado por janela de plantio e fluxo de caixa, essa variável pode fazer diferença entre produzir ou reduzir área na próxima safra.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA