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“Nenhuma tecnologia substituirá o conhecimento”, diz professora mais jovem de Cuiabá

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Professora mais jovem em tempo de carreira em Cuiabá, a pedagoga sul-matogrossense Karine da Silva Siqueira, 36 anos, trabalha desde 2019, quando foi aprovada em um concurso público.

Atualmente, está lotada na Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Profª Lidioliria Santana, onde diariamente dá aulas as crianças de 4 a 10 anos, ensinando crianças moradores do Residencial Nico Baracat e Zona de Expansão Maduri.

A professora Karine narra que seus pais são pessoas com baixo grau de estudo. Por isso, curiosamente, em determinada fase da vida, passou a vida guiada por professores, o que lhe motivou a apostar na profissão.

“Dentro da minha trajetória tive professores que fizeram diferença na minha vida, não apenas no aspecto educacional, mas também pessoal e profissional. É o que me motiva. O professor, ensina em sala de aula, educa e é uma referência para a vida. Porque é também o professor que enxerga e corrige rumos do estudante”, afirma.

Da família da professora Karine da Silva Siqueira, uma irmã também é professora e outras suas são enfermeiras em Campo Grande (MS).

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Questionada a respeito de como é educar crianças em um cenário onde o acesso à Internet e as redes sociais ocorrem facilmente pelos estudantes, a professora Karine Siqueira explica que a educação é ainda mais fundamental neste contexto.

“O que vejo é uma geração digital que não sabe usufruir das redes com qualidade. Falta conteúdo teórico, domínio de conhecimento que permita uma boa fluidez da comunicação. Estudar é imprescindível. Nenhuma tecnologia será capaz de substituir o conhecimento científico e social”, afirma.

#PraCegoVer

A foto ilustra a professora Karine da Silva Siqueira de calça preta e blusa verde exibindo um livre em uma sala de aula. Crianças sentadas e apoiadas em mese prestam atenção na sua fala.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Café ganha força com chuvas durante a colheita e preocupa mercado sobre qualidade da safra brasileira

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O mercado de café voltou a registrar valorização nos últimos dias após um período de forte pressão causada pelo avanço da colheita da safra 2026/27 no Brasil. As chuvas que atingem importantes regiões produtoras interromperam o movimento de queda dos preços e passaram a sustentar as cotações tanto no mercado físico quanto nas bolsas internacionais.

De acordo com levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o início de junho foi marcado por recuos expressivos nos preços do café arábica em razão do avanço da colheita brasileira. No entanto, a partir da segunda semana do mês, as precipitações registradas em áreas produtoras alteraram o comportamento do mercado, reduzindo momentaneamente a oferta disponível e trazendo novas preocupações sobre a qualidade dos grãos.

Além de dificultar a retirada do café das lavouras, a umidade excessiva também compromete as etapas de secagem e beneficiamento, fatores considerados essenciais para a manutenção da qualidade do produto. Segundo agentes do setor, há relatos de lotes com qualidade inferior e peneiras menores quando comparados aos registrados na safra anterior.

Chuvas atrasam colheita e aumentam incertezas

O mercado acompanha atentamente o andamento da colheita brasileira, principal referência para a formação dos preços globais. Dados da Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) mostram que os trabalhos alcançaram 15,8% da área cultivada até 13 de junho, avanço em relação aos 10,3% da semana anterior, mas ainda abaixo dos 17,8% observados no mesmo período do ano passado.

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Analistas destacam que as chuvas associadas ao fenômeno El Niño têm provocado atrasos em diversas regiões produtoras, especialmente no Sul de Minas Gerais e em São Paulo. A preocupação do mercado vai além do ritmo da colheita, envolvendo também possíveis impactos sobre a qualidade final do café que chegará ao mercado.

As previsões meteorológicas indicam a manutenção de instabilidades climáticas ao longo da segunda quinzena de junho, cenário que pode continuar limitando o avanço dos trabalhos de campo e restringindo a oferta disponível para comercialização.

Bolsa de Nova York registra forte recuperação

Refletindo esse cenário climático, o café arábica acumulou forte valorização na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). Na sessão anterior, os contratos de setembro atingiram os níveis mais elevados em aproximadamente um mês, impulsionados pelas preocupações com a colheita brasileira e pela redução dos estoques certificados monitorados pela bolsa.

O movimento representa a quinta sessão consecutiva de alta para o arábica, demonstrando que o mercado voltou a incorporar um prêmio climático às cotações. Os investidores também seguem atentos ao período de notificação de entregas dos contratos futuros e ao aperto na oferta de curto prazo observado nos estoques globais.

Mesmo fatores tradicionalmente baixistas, como a valorização do dólar frente ao real e a queda do petróleo no mercado internacional, não foram suficientes para conter o avanço das cotações.

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Nesta quarta-feira, os contratos futuros passaram por ajustes técnicos após as fortes altas recentes, mas mantiveram sustentação diante da permanência dos riscos climáticos e das incertezas sobre a qualidade da safra brasileira.

Robusta apresenta maior firmeza

Enquanto o arábica reage às questões climáticas e aos atrasos da colheita, o café robusta mantém um comportamento mais firme no mercado. Segundo pesquisadores do Cepea, a variedade encontra suporte adicional nas expectativas de uma produção menor em relação à temporada anterior.

Na Bolsa de Londres, referência para o robusta, os contratos seguem operando próximos das máximas recentes, refletindo um cenário de oferta mais ajustada e demanda consistente.

Mercado seguirá atento ao clima

Apesar das projeções oficiais apontarem para uma safra brasileira robusta em 2026/27, o mercado avalia que os desafios relacionados ao clima podem impactar a disponibilidade imediata de café de qualidade superior.

Com a continuidade das chuvas no cinturão cafeeiro brasileiro, as atenções permanecem concentradas no avanço da colheita, na evolução da qualidade dos grãos e no comportamento dos estoques globais. Enquanto persistirem as incertezas climáticas, a tendência é de manutenção da volatilidade nos preços e de um mercado altamente sensível às informações vindas das principais regiões produtoras do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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