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Negócios com feijão continuam lentos; colheita da primeira safra já alcança 80% da área

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Desaceleração nas negociações do feijão carioca

O mercado de feijão carioca, especialmente os lotes de notas 9 ou superiores, segue apresentando ritmo lento nas negociações, conforme apontam pesquisadores do Cepea. A principal razão para essa lentidão é a cautela das indústrias, que têm sido mais reticentes nas reposições. Por outro lado, os produtores continuam restringindo as ofertas dos lotes de melhor qualidade, na tentativa de sustentar os preços em um cenário de oferta crescente.

Pressão sobre os preços devido à maior disponibilidade de grãos de menor qualidade

Apesar das tentativas de sustentar os valores de mercado, os preços seguem sendo pressionados pela continuidade da colheita, que tem levado ao aumento da disponibilidade de grãos de qualidade inferior. De acordo com levantamento do Cepea, essa pressão tem levado a uma queda nos valores de negociação do feijão.

Progresso da colheita da primeira safra

No campo, dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram que, até o dia 19 de abril, a colheita da primeira safra de feijão já havia alcançado 83,2% da área cultivada no Brasil, evidenciando o avanço significativo da colheita.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estado decreta emergência por risco de seca severa até o fim do ano

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O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o Estado em razão do risco de seca severa e da possibilidade de desabastecimento hídrico nos próximos meses. O Decreto nº 11.932, tem validade de 180 dias e autoriza a adoção de medidas emergenciais para minimizar os efeitos da estiagem em todo o estado.

A decisão foi baseada em estudos climáticos que apontam para o fortalecimento do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. Segundo o governo, a previsão é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e agravamento da seca entre agosto e novembro, período em que o Acre já registra baixos índices de precipitação.

De acordo com o decreto, o cenário pode provocar queda significativa no nível dos rios, escassez de água potável, dificuldades na navegação, isolamento de comunidades e prejuízos à agricultura, pecuária e pesca. O governo também alerta para o aumento do risco de queimadas e incêndios florestais durante o período.

A medida destaca ainda os impactos sobre povos indígenas, ribeirinhos e moradores da zona rural. As 36 terras indígenas, que abrigam 246 aldeias e 16 povos, podem enfrentar isolamento, dificuldades no abastecimento de alimentos e medicamentos, perdas na produção de subsistência e agravamento da insegurança alimentar. O decreto também cita a possibilidade de interrupção do transporte escolar em comunidades acessíveis apenas por via fluvial.

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Com a publicação do decreto, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil ficará responsável por coordenar as ações de enfrentamento, em conjunto com órgãos estaduais, federais e prefeituras. Caberá ao órgão monitorar os níveis dos rios, as condições meteorológicas e os focos de calor, além de apoiar os municípios na elaboração de planos de contingência.

O governo também autorizou a realização de despesas emergenciais, como contratação de serviços, aquisição de insumos, instalação de abrigos e distribuição de água por carros-pipa nas localidades mais afetadas. As ações terão prioridade para comunidades indígenas, ribeirinhas e rurais, além de escolas e unidades de saúde.

Durante a vigência do decreto, também serão reforçadas as ações de prevenção e combate às queimadas, bem como campanhas de conscientização sobre o uso racional da água e os cuidados com a saúde em períodos de calor intenso e baixa umidade. O texto ainda autoriza agentes da Defesa Civil, em situações de risco iminente, a ingressar em imóveis para prestar socorro, determinar evacuações e requisitar temporariamente propriedades particulares, quando necessário, com garantia de indenização em caso de danos.

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Com validade de seis meses, o decreto busca agilizar a mobilização de recursos e a adoção de medidas administrativas para reduzir os impactos da estiagem e garantir assistência às populações mais vulneráveis.

Fonte: Pensar Agro

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