AGRONEGÓCIO

Negociações Café no Brasil: Quarta-feira com Expectativa de Lentidão

Publicado em

O mercado de café no Brasil projeta um dia de negociações calmas nesta quarta-feira. Os preços de referência em Nova York caem cerca de 2%, enquanto o dólar ganha terreno em relação ao real. Diante desse contexto, os produtores optam por uma postura mais cautelosa, realizando negócios somente quando necessário.

Na terça-feira (14), o mercado brasileiro de café experimentou um dia agitado, com oscilações significativas nos preços do arábica na Bolsa de Nova York. Embora os ganhos em Nova York e no robusta em Londres tenham impulsionado os valores no Brasil, a volatilidade prejudicou as negociações.

De acordo com a Safras Consultoria, os compradores demonstraram receio e aguardam confirmação da tendência de alta para a quarta-feira. Assim, as negociações foram limitadas às necessidades mais imediatas.

No sul de Minas Gerais, o café arábica de boa qualidade, com 15% de defeito, foi negociado entre R$ 1.140,00 e R$ 1.145,00 a saca, em comparação com os valores anteriores de R$ 1.110,00/1.115,00. Enquanto no cerrado mineiro, o arábica de qualidade superior, com 15% de defeito, foi comercializado entre R$ 1.145,00 e R$ 1.150,00 a saca, ante os valores anteriores de R$ 1.115,00/1.120,00.

Leia Também:  Nova lei garante alívio tributário para cooperativas e preserva competitividade do setor

Na Zona da Mata de Minas Gerais, o café arábica do tipo “rio”, com 20% de defeito, alcançou o preço de R$ 1.000,00/1.005,00 a saca, em comparação com os valores de R$ 985,00/990,00 do dia anterior.

O conilon do tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, foi cotado entre R$ 945,00 e R$ 950,00 a saca (R$ 930,00/935,00 anteriormente), enquanto o 7/8 ficou entre R$ 940,00 e R$ 950,00 (R$ 925,00/930,00 anteriormente).

Estoques Certificados: Os estoques certificados de café nos armazéns credenciados da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) atingiram 735.694 sacas de 60 quilos em 14 de maio de 2024, com um aumento de 13.971 sacas em relação ao dia anterior, segundo informações da ICE Futures.

Nova York: Os contratos com entrega em julho/24 registraram uma queda de 1,94% na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE), cotados a 196,95 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio: O dólar comercial apresenta um aumento de 0,39%, atingindo R$ 5,1503. O Dollar Index registrou uma queda de 0,15%, chegando a 104,86 pontos.

Leia Também:  Mais de 90% das escolas estão funcionando normalmente nesta quarta-feira (28)

Indicadores Financeiros: As principais bolsas da Ásia fecharam mistas, com Xangai em -0,82% e Japão em +0,08%. Enquanto as principais bolsas da Europa operam de forma mista, com Paris em -0,11%, Frankfurt em +0,39%, e Londres em +0,24%. O preço do petróleo operou em baixa, com o WTI de junho em NY cotado a US$ 77,59 o barril (-0,55%).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Brasil é peça-chave do supermercado global agrícola e reforça liderança no comércio mundial de alimentos

Published

on

O Brasil consolidou sua posição como uma das maiores potências agropecuárias do planeta, mas a tradicional definição de “celeiro do mundo” pode não representar com precisão o papel desempenhado pelo país na segurança alimentar global. A avaliação é do professor de Agronegócio Global do Insper, Marcos S. Jank, que defende uma interpretação mais alinhada à dinâmica atual do comércio internacional de alimentos.

Segundo o especialista, embora o Brasil seja um dos principais produtores e exportadores agrícolas do mundo, o conceito de “supermercado global” descreve de forma mais adequada sua participação nas cadeias agroalimentares internacionais.

Brasil responde por 6% da produção agropecuária mundial

Os números mostram que o Brasil é responsável por aproximadamente 6% da produção agropecuária global em termos de volume calórico. O país ocupa posição de destaque, mas permanece atrás de grandes produtores como China, que responde por 16% da produção mundial, Estados Unidos, com 11%, e Índia, com 9%.

No comércio internacional, entretanto, o protagonismo brasileiro é ainda mais evidente. Em 2025, as exportações do agronegócio brasileiro alcançaram cerca de US$ 170 bilhões, representando aproximadamente 9% de todo o comércio agrícola global. O desempenho coloca o Brasil como o segundo maior exportador agropecuário do mundo e líder em diversas cadeias de commodities agrícolas.

Segurança alimentar reduz dependência entre países

De acordo com Jank, a ideia de um único país abastecendo o planeta não corresponde à realidade atual. A segurança alimentar é uma prioridade estratégica para as nações, que buscam manter elevada capacidade de produção interna para reduzir dependências externas.

Leia Também:  Tendências do milho: Futuros recuam na bolsa brasileira e Chicago mantém estabilidade

Atualmente, apenas 22% da produção agropecuária mundial é destinada ao comércio internacional. Os outros 78% permanecem nos países produtores para atender ao consumo doméstico.

No caso brasileiro, aproximadamente 60% da produção agrícola permanece no mercado interno, enquanto cerca de 40% é direcionada às exportações, considerando a produção convertida em equivalente calórico.

Esse cenário demonstra que a maior parte dos alimentos produzidos globalmente é consumida dentro das próprias fronteiras nacionais, reforçando a importância da autossuficiência alimentar.

Brasil complementa déficits globais de oferta

A China ilustra bem essa dinâmica. Apesar de ser o maior produtor, consumidor e importador de alimentos do mundo, o país importa cerca de 15% do que consome. A principal exceção é a soja, cuja dependência externa supera 80%.

Nesse contexto, o Brasil desempenha papel fundamental ao fornecer produtos agrícolas capazes de suprir desequilíbrios entre oferta e demanda em diferentes regiões do planeta. O país se destaca como fornecedor confiável de commodities em diversas cadeias agroindustriais, incluindo soja, milho, carnes, açúcar, café, algodão e celulose.

A combinação de escala produtiva, disponibilidade de recursos naturais e tecnologia tem permitido ao agronegócio brasileiro ampliar sua relevância estratégica nos mercados internacionais.

Presença brasileira está nos alimentos consumidos em mais de 190 países

Embora os consumidores estrangeiros raramente encontrem marcas brasileiras nas prateleiras dos supermercados, a participação do Brasil na alimentação mundial é muito maior do que aparenta.

Leia Também:  Mercado de Café Inicia Sexta-Feira com Ajustes e Quedas Moderadas

Mais de 190 países importam commodities produzidas no Brasil. Esses produtos são processados por indústrias locais e transformados em milhares de alimentos, bebidas e itens de consumo final comercializados em supermercados, restaurantes, hotéis, cafeterias, açougues e serviços de alimentação.

Na prática, ingredientes e matérias-primas brasileiras estão presentes em inúmeros produtos consumidos diariamente ao redor do mundo, mesmo quando sua origem não é identificada pelo consumidor final.

Brasil fortalece posição como pilar do abastecimento global

A análise reforça que o papel do Brasil transcende a imagem tradicional de fornecedor de matérias-primas agrícolas. O país ocupa posição central nas cadeias globais de abastecimento e contribui diretamente para a segurança alimentar de dezenas de mercados internacionais.

Diante desse cenário, especialistas avaliam que o Brasil se aproxima mais da definição de um dos principais pilares do “supermercado global” de alimentos do que da ideia de “celeiro do mundo”, uma vez que a produção destinada ao consumo interno continua sendo prioridade para a maioria das nações.

Com crescimento contínuo da produtividade, ampliação dos mercados compradores e fortalecimento da competitividade internacional, o agronegócio brasileiro segue consolidando sua influência no abastecimento alimentar mundial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA