AGRONEGÓCIO

Na COP, JBS defende parceria com produtores rurais para acelerar a descarbonização do setor agropecuário

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A diretora de Sustentabilidade da JBS Brasil, Liége Correia, afirmou que o maior desafio do setor agrícola para atingir a neutralidade climática é o Escopo 3, a categoria de emissões de gases de efeito estufa (GEE) que não são controladas diretamente por uma organização, como a cadeia de suprimentos, transporte, uso ou descarte de produtos. No caso do setor de alimentos, a parte mais relevante desse grupo está nos fornecedores agropecuários. Segundo a executiva, a solução é trabalhar junto aos produtores rurais, sem perder de vista que muitos deles são famílias que dependem daquela atividade para se sustentar. “Nossa base reúne mais de 70 mil fornecedores que apoiamos, mas o Brasil tem uma realidade de 6,5 milhões de propriedades rurais. Então temos que pensar não só nos nossos, mas também nos outros que precisam de suporte para conseguir avançar na descarbonização”, afirmou.

“Não basta a gente impor condições a esses produtores. Temos de ser parceiros deles nessa transição. Então, a gente leva tecnologia, acesso a crédito, apoio técnico etc. Ao longo de dois anos, a JBS estabeleceu 20 Escritórios Verdes, que trabalham não só a regularização das propriedades, mas também o compartilhamento de técnicas produtivas mais eficientes e sustentáveis”, disse Correia. Até o momento, mais de 19 mil fazendas já foram assistidas e mais de 7 mil avançaram em seus processos de regularização socioambiental, resultando na recuperação florestal de mais de 2.000 hectares.

Outra ação da empresa apresentada como forma de reduzir as emissões de escopo 3 foi a redução da idade do abate. “Afinal, um ano a menos desse animal no campo é um ano a menos de emissão”, explicou. Em sua fala, também destacou que a JBS tem estudado aditivos alimentares para redução da emissão do metano entérico, aquele produzido pelo sistema digestivo do gado ruminante. No Brasil, a JBS fez acordo com o Instituto de Zootecnia da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo para explorar esse potencial. O estudo concluiu que o uso de uma mistura de taninos e saponinas reduz as emissões desse tipo de metano em até 17% para o gado de corte confinado.

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Liège Correia participou do painel “Estratégias de Baixo Carbono”, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em que foi debatida a implementação de programas e tecnologias necessárias para avançar na redução das emissões de gases de efeito estufa, visando a neutralidade climática até 2050.

Segundo Correia, existe um sentimento de ceticismo em relação às metas de descarbonização previstas para 2050. Mas, por outro lado, “temos visto mudanças climáticas nos afetando agora. Então, não se trata mais de um plano, um projeto, mas de uma realidade”, afirmou. Nesse sentido, a JBS tem implementado trabalhos concretos para se tornar Net Zero até 2040. Entre as iniciativas, há a cobertura das lagoas de resíduos. No Brasil, a implementação da captura de metano em nove unidades da Friboi por meio do sistema de tratamento de efluentes tem possibilitado a retirada de mais de 80 mil metros cúbicos de biogás por dia. Isso representa 65% do escopo 1 da Friboi e 26% do escopo 1 da Companhia no país como um todo. Globalmente, a JBS já investiu mais de R$ 220 milhões em projetos de captura de biogás nas suas operações para geração de energia em 14 fábricas nos Estados Unidos e Canadá.

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Outra ação rumo ao Net Zero destacada foi a ampliação da frota de caminhões elétricos da Companhia. Lançada em 2022, a No Carbon é uma empresa da JBS Novos Negócios e conta atualmente com 260 caminhões frigoríficos movidos exclusivamente por eletricidade. A frota é responsável hoje pela distribuição dos produtos das marcas Friboi, Seara e Swift em viagens dentro de centros urbanos em diferentes regiões do país. “Aqui temos um desafio: o Brasil tem uma matriz energética limpa na qual ele pode abastecer esses caminhões, mas e o descarte dessas baterias? O que vamos fazer quando chegar lá? Não basta ter uma matriz limpa, é preciso pensar no descarte”, disse a executiva.

Para a diretora de Sustentabilidade da JBS Brasil, o setor agropecuário necessita de uma agenda pré-competitiva para avançar nessa descarbonização. “Chegamos a um ponto em que a ciência precisa de mais recursos e mais investimentos para a gente conseguir avançar na redução das emissões. A gente tem testado tudo o que é possível e investido em escalabilidade nos escopos 1 e 2, que é dentro de casa, mas também no escopo 3, dando suporte aos produtores rurais”, disse.

No encerramento, ela convidou os presentes a circular pelos pavilhões da COP. “Para sairmos daqui inspirados e conseguir levar para o Brasil novas tecnologias, novas ideias. Mais do que expor, entendo que temos de usar a oportunidade dessa conferência para ouvir. Ouvir outras culturas, outras falas. Estar aberto para participar de discussões, porque é na divergência que a gente consegue crescer, e assim levar de volta novas tecnologias, novos aprendizados para o Brasil”, afirmou.

Fonte: JBS

Fonte: Portal do Agronegócio

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Operação em casas noturnas avança com novas notificações e inadequações identificadas

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A Prefeitura de Cuiabá realizou, na noite de sexta-feira (22), o terceiro dia da Operação Alvará Regular em Casas Noturnas, mobilizando equipes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), Corpo de Bombeiros Militar, Procon Municipal, Crea-MT, Semob.SegP e Polícia Militar. Entre 20h e 23h40, três estabelecimentos localizados na Rua 24 de Outubro, Avenida Getúlio Vargas e Avenida Beira-Rio passaram por vistorias voltadas à segurança, regularização documental, acessibilidade e proteção ao consumidor.

Ao longo das fiscalizações, as equipes identificaram irregularidades relacionadas a alvarás, documentação sanitária, acessibilidade e produtos vencidos, mas também encontraram estabelecimentos com parte das exigências regularizadas. A operação mantém caráter prioritariamente orientativo nesta primeira etapa, com prazos para adequações e previsão de retorno das equipes para reavaliação dos locais.

No primeiro estabelecimento fiscalizado, na Rua 24 de Outubro, o Procon apreendeu 61 unidades de energéticos vencidos armazenados em freezers da casa noturna. Segundo a secretária adjunta do órgão, Mariana Almeida Borges, a fiscalização atua para assegurar a saúde do consumidor e orientar os empresários sobre as normas vigentes. “A saúde do consumidor não pode ser colocada em risco”, afirmou. A documentação do local também apresentou inconsistências, posteriormente corrigidas com apoio do escritório de contabilidade do estabelecimento.

Na Avenida Getúlio Vargas, o Corpo de Bombeiros constatou pendências relacionadas ao Alvará de Segurança Contra Incêndio e à atualização do projeto aprovado anteriormente. Apesar disso, o major BM Fábio de Souza Sabino informou que os equipamentos preventivos instalados atendiam às necessidades do espaço. O estabelecimento recebeu prazo de 90 dias para regularização. “O principal objetivo da operação é proteger o cidadão, conscientizar os proprietários e garantir que a população frequente espaços regulares e seguros”, destacou o oficial.

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Já no terceiro estabelecimento, na Avenida Beira-Rio, a fiscalização encontrou situação considerada mais regular. O Procon não identificou produtos vencidos em quantidade que justificasse autuação imediata, adotando apenas medidas orientativas relacionadas à exposição de preços e disponibilização de cardápio físico. No local, a equipe da Sorp também registrou infração leve por emissão sonora acima do permitido, com medição de 75 decibéis no período noturno, resultando em auto de infração de R$ 600.

O agente de regulação e fiscalização da Sorp, Rafael da Cruz Mestre, explicou que as principais irregularidades verificadas nos três dias da operação envolvem alvarás ausentes ou desatualizados, com divergências de endereço, área ou CNPJ. Segundo ele, os estabelecimentos notificados têm prazo de 10 dias para regularização documental, sob pena de multa. O fiscal também ressaltou que a ausência de ocorrências graves demonstra a importância do trabalho preventivo realizado rotineiramente pelos órgãos municipais.

O balanço consolidado das ações aponta que o trabalho integrado entre os órgãos públicos tem permitido mapear as principais demandas do setor e orientar empresários sobre adequações necessárias. De acordo com o agente de fiscalização da Sorp, Aécio Benedito Dias Pacheco, a atuação conjunta busca levantar irregularidades e conceder prazo para regularização antes da adoção de medidas mais rígidas. “No retorno, o tratamento será diferente para quem não tiver cumprido as exigências”, afirmou.

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O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT) também participou das vistorias e identificou falhas recorrentes relacionadas à acessibilidade. Segundo o coordenador da fiscalização preventiva integrada do órgão, Reinaldo de Magalhães Passos Toshiro, muitos estabelecimentos possuem banheiros adaptados, mas ainda apresentam obstáculos que comprometem o deslocamento de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. O órgão informou que, ao fim da operação, será elaborado um relatório técnico com as não conformidades encontradas.

Representantes do setor de eventos acompanharam as fiscalizações e avaliaram positivamente a iniciativa. O promotor de eventos Wanderson Gonçalves de Carvalho afirmou que a presença dos órgãos contribui para garantir segurança ao público e estimular a regularização dos estabelecimentos. Já o empresário Rafik Mohamed Yassin destacou o caráter orientativo da ação e a importância do cumprimento das normas para o funcionamento adequado dos eventos.

A Operação Alvará Regular em Casas Noturnas segue até o dia 3 de junho e integra uma força-tarefa iniciada após um incêndio registrado recentemente em uma casa noturna da capital. Na ocasião do lançamento da operação, a secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares afirmou que a intensificação das fiscalizações busca garantir maior segurança ao público e assegurar que os estabelecimentos estejam adequados às normas exigidas para funcionamento.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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