AGRONEGÓCIO

Mutirão social alcança 208 atendimentos no Osmar Cabral

Publicado em

Mais um mutirão da assistência social do município foi marcado por resultados positivos e reforçou o compromisso da Prefeitura de Cuiabá com o atendimento à população em situação de vulnerabilidade. Realizada no sábado (13), no bairro Osmar Cabral, a ação do Mutirão do Cadastro Único no CRAS da região contabilizou 208 atendimentos, demonstrando a efetividade do trabalho desenvolvido pelas equipes da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão.

O mutirão teve como foco principal as visitas domiciliares, estratégia fundamental para garantir a atualização cadastral de famílias que, por diferentes motivos, enfrentam dificuldades para comparecer presencialmente às unidades do CRAS durante a semana. Ao longo do dia, as equipes percorreram o bairro para realizar entrevistas e orientar moradores sobre a importância de manter o Cadastro Único regularizado, porta de entrada para diversos programas sociais.

Dos 208 atendimentos registrados, 84 visitas domiciliares foram realizadas com sucesso, permitindo a atualização direta das informações das famílias. Outras 124 visitas não obtiveram êxito no momento da abordagem, resultando em notificações para que os moradores procurem o CRAS e regularizem a situação cadastral. Mesmo nesses casos, a ação é considerada positiva, pois amplia o alcance da política pública e garante que as famílias sejam informadas sobre a necessidade de atualização.

Leia Também:  Cuiabá promove evento para o Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência

A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, destacou que os mutirões fazem parte de um esforço contínuo da gestão municipal para chegar a quem mais precisa. “A Prefeitura de Cuiabá tem trabalhado de forma permanente para atender a população mais carente da nossa cidade. As visitas domiciliares são essenciais para alcançar famílias que, muitas vezes, ficam invisíveis para o sistema, e o mutirão no Osmar Cabral mostra que estamos no caminho certo, levando o serviço até a casa das pessoas”, afirmou.

Segundo a secretaria, a descentralização dos atendimentos e a realização de mutirões aos fins de semana ampliam o acesso aos direitos sociais, especialmente para trabalhadores e pessoas com mobilidade reduzida. A iniciativa no Osmar Cabral integra um cronograma contínuo de ações em diferentes bairros da capital, reforçando o compromisso da Prefeitura de Cuiabá com a inclusão social, a dignidade e o cuidado com quem mais precisa.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

Published

on

A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

Leia Também:  Mercado do milho mantém ritmo lento no Brasil e oscilações leves em Chicago e na B3

Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

Leia Também:  Seca nos EUA e alta do petróleo impulsionam cotações do algodão em Nova York

O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA