AGRONEGÓCIO

Mutirão no Jardim Vitória tem Armário Solidário, Feirão de Empregos e cursos para mulheres

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal da Mulher, realizou neste sábado (26) mais uma edição do Armário Solidário e do Feirão de Empregos durante o mutirão na Escola Estadual Gustavo Kulman, no bairro Jardim Vitória. O evento contou com a presença do prefeito Abilio Brunini, da vereadora Katiuscia Manteli e da secretária da Mulher, tenente-coronel Hadassah Suzannah.

Durante a ação, foram doadas cerca de 150 peças de roupas a famílias em situação de vulnerabilidade social. Além disso, o Feirão de Empregos ofereceu atendimento para 30 mulheres que buscaram recolocação no mercado de trabalho.

Outro destaque foi a realização de cursos de capacitação, que atenderam mais de 45 mulheres, garantindo acesso a oportunidades de qualificação e incentivo ao empreendedorismo por meio do Programa Escola da Mulher.

“Queremos que cada mulher que passe pelo mutirão saia daqui com novas perspectivas: seja com uma oportunidade de emprego, seja com ferramentas para empreender e mudar sua realidade”, destacou a secretária Hadassah Suzannah.

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O mutirão também disponibilizou diversos serviços gratuitos para a população, como atendimento odontológico, tipagem sanguínea, avaliação psicológica, aferição de pressão arterial e glicose, bioimpedância, cálculo do IMC, além de vacinação para animais domésticos.

Na área da cidadania, foram ofertados serviços como orientação jurídica e previdenciária, emissão de declaração de hipossuficiência, certidão de nascimento e carteira de gratuidade para pessoas com deficiência (PCD).

A programação incluiu ainda serviços de beleza, como esmaltação, maquiagem, massagem corporal, design de sobrancelhas, hidratação e limpeza de pele, esfoliação de mãos, corte de cabelo masculino, demonstração de produtos e distribuição de brindes.

O evento é uma iniciativa da vereadora Katiuscia Manteli, com apoio de diversos parceiros e secretarias municipais.

#PraCegoVer

A foto mostra o prefeito Abílio Brunini dando atenção aos participantes do evento. Várias pessoas, incluindo crianças, integram o espaço aberto, sendo uma quadra coberta.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Brasil pode multiplicar área irrigada, mas água e energia limitam avanço

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O Brasil possui aproximadamente 10 milhões de hectares equipados para irrigação, mas poderia incorporar mais de 55 milhões de hectares à tecnologia, segundo estimativas oficiais. A expansão permitiria aumentar a produção dentro de áreas já ocupadas e reduzir perdas provocadas por estiagens, mas depende de investimentos em reservatórios, energia elétrica, licenciamento e gestão dos recursos hídricos.

Os números variam conforme a metodologia. O Portal da Irrigação, do governo federal, trabalha com cerca de 10 milhões de hectares equipados. Já o Atlas Irrigação, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), contabiliza 8,2 milhões de hectares irrigados e fertirrigados em sua base nacional mais abrangente.

O mesmo levantamento identifica potencial adicional de 55,85 milhões de hectares. Desse total, 26,69 milhões estão sobre áreas agrícolas de sequeiro, que dependem das chuvas, e outros 26,73 milhões sobre pastagens. A estimativa exclui áreas ambientalmente protegidas, mas representa uma possibilidade física, não uma expansão que possa ocorrer imediatamente.

Uma parcela entre 6 milhões e 8 milhões de hectares apresenta condições mais favoráveis para incorporação em prazo menor. Ainda assim, seriam necessários investimentos elevados na aquisição de equipamentos, ampliação das redes elétricas e construção de estruturas de captação, armazenamento e distribuição de água.

O avanço dos pivôs centrais mostra que o produtor já procura reduzir a dependência das chuvas. Levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificou 33.846 pivôs em funcionamento em 2024, responsáveis pela irrigação de 2,2 milhões de hectares.

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A tecnologia permite fornecer água em momentos decisivos, como germinação, floração e enchimento de grãos. No milho, a falta de umidade nessas fases pode provocar perdas mesmo quando o volume total de chuva da temporada fica próximo da média.

A irrigação também aumenta a previsibilidade para cooperativas, fábricas de ração, usinas de etanol e outras indústrias que dependem do fornecimento regular de grãos. Com menor oscilação na produção, a cadeia consegue organizar melhor compras, estoques e processamento.

Estudos realizados em regiões de agricultura irrigada encontraram indicadores econômicos superiores aos observados em municípios sem a mesma estrutura. As áreas analisadas, embora representassem cerca de 8% do espaço agrícola considerado, concentravam 704 mil hectares irrigados por pivôs e respondiam por aproximadamente 15% das exportações do agronegócio.

Uma simulação com a incorporação de 1.500 hectares irrigados apontou aumento inicial de R$ 8,27 milhões no valor adicionado pela agropecuária. Em uma segunda etapa, após os efeitos sobre fornecedores, serviços e empregos, o acréscimo poderia superar R$ 13 milhões.

Essas comparações, entretanto, não significam que a irrigação seja a única responsável pelo desempenho econômico. Municípios irrigantes também costumam concentrar propriedades tecnificadas, agroindústrias, crédito, armazenagem e melhor infraestrutura.

O principal limite é a disponibilidade de água em cada bacia. A ANA calcula que a irrigação responde por 46% de toda a água retirada de rios, reservatórios e aquíferos no Brasil e por 67% do consumo, parcela que não retorna imediatamente aos mananciais.

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Por isso, o potencial nacional não pode ser interpretado como autorização para irrigar qualquer área. Cada projeto depende da disponibilidade local, dos demais usos da água e da obtenção de outorga, documento que estabelece quanto poderá ser captado, por quanto tempo e em quais condições.

A construção de reservatórios pode guardar água durante o período chuvoso para utilização em momentos críticos. Esses projetos, porém, também precisam respeitar regras ambientais, segurança das barragens e limites de captação para não prejudicar o abastecimento das cidades, a indústria e outros produtores.

A energia elétrica é outro obstáculo. Sistemas de irrigação demandam potência elevada e funcionamento regular, mas parte das regiões com maior potencial agrícola ainda não dispõe de redes trifásicas ou capacidade suficiente para atender novos equipamentos. O custo da energia também interfere diretamente na viabilidade do investimento.

A expansão sustentável exige ainda sensores de umidade, acompanhamento meteorológico e equipamentos capazes de aplicar somente o volume necessário. Irrigar sem monitoramento pode desperdiçar água, elevar custos e provocar erosão, encharcamento ou perda de nutrientes.

Diante da maior frequência de veranicos e estiagens em períodos críticos, a irrigação tende a ganhar importância na agricultura brasileira. O avanço, contudo, dependerá menos da simples compra de pivôs e mais de planejamento por bacia, segurança jurídica, energia disponível e infraestrutura para armazenar água sem comprometer os demais usuários.

Fonte: Pensar Agro

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