AGRONEGÓCIO

Mutirão do CadÚnico fecha novembro no Jardim União e continua em dezembro no Osmar Cabral e CPA

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A Prefeitura de Cuiabá realizou neste sábado (29) mais um Mutirão do CadÚnico, desta vez no CRAS Jardim União, reforçando a política de ampliar o acesso da população aos programas sociais. A ação, promovida pela Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, teve como foco a atualização e a inclusão de novas famílias no Cadastro Único, porta de entrada para benefícios como Bolsa Família, Tarifa Social de Energia, Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de auxílios federais e municipais.

Ao todo, 249 atendimentos foram registrados durante o mutirão. Destes, 12 foram atualizações cadastrais, 70 visitas domiciliares realizadas com sucesso e 167 visitas sem sucesso, que resultaram em notificações para que as famílias compareçam ao CRAS e regularizem a situação.

Dona Josefina, moradora do Jardim Vitória, recebeu a visita da equipe do CRAS, mas não foi encontrada. Ela compareceu à unidade, localizada na Rua dos Trabalhadores, em Cuiabá, onde foi orientada pela equipe. “Eu vim recadastrar meu NIS [Número de Identificação Social] e quero tirar a carteirinha de idoso para viajar. O pessoal atende muito bem, graças a Deus, são bem educados”, contou.

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Além dos serviços do Cadastro Único, o mutirão também ofereceu inscrições para o programa Casamento Abençoado, iniciativa que auxilia casais a regularizarem gratuitamente a união civil com apoio do município. Em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, foram disponibilizados aferição de pressão arterial, testes de glicemia e aplicação de vacinas, ampliando o atendimento às famílias da região.

A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, destacou o esforço da equipe em atender quem não consegue procurar o CRAS durante a semana. “Os servidores do Cadastro Único têm atuado de forma mais incisiva nos mutirões, a pedido do prefeito Abilio Brunini e da primeira-dama Samantha Iris, para garantir o direito das famílias que trabalham e muitas vezes não conseguem ir ao CRAS em horário comercial. As visitas domiciliares são fundamentais e, aos finais de semana, conseguimos encontrar mais moradores em casa”, afirmou.

Também são realizadas parcerias com outras secretarias, como a de Saúde, para ampliar o alcance dos serviços. A cada semana, os atendimentos são oferecidos em uma região ou distrito, como o Distrito do Aguaçu, que recebeu os serviços na semana passada.

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Programação para dezembro

A Secretaria também reforça que os mutirões marcados para 6 de dezembro (CRAS CPA) e 13 de dezembro (CRAS Osmar Cabral) serão dedicados exclusivamente às visitas unipessoais, etapa obrigatória para regularização cadastral dessas famílias. A medida cumpre a Lei nº 15.077/2024 e o Decreto nº 12.534/2025, que exigem a comprovação da condição unipessoal por meio de entrevista presencial no domicílio. Essa atualização é essencial para manter o acesso a benefícios como o BPC, o Bolsa Família e outros auxílios sociais.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

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A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

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Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

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O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

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