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Mutirão de limpeza já retirou 4 mil toneladas de lixo em cinco meses

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), já retirou cerca de 4 mil toneladas de lixo em cinco meses de mutirão de limpeza. As ações são realizadas nas principais vias da capital, além de parques, praças, unidades de saúde e espaços esportivos. A iniciativa faz parte os serviços essenciais executados regularmente pela gestão municipal, visando manter a cidade limpa, segura e bem cuidada.

Na segunda-feira (5), as equipes estão concentradas na Avenida Dante Martins de Oliveira (Avenida dos Trabalhadores), Avenida Vicente Emílio Vuolo, no bairro Tancredo Neves, Cemitério São Gonçalo, Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Pedra 90, Jardim Itamaraty, Parque da Família, avenida das Torres e praça de lazer do Jardim das Américas.

“Estamos trabalhando com foco na organização da cidade e no bem-estar da população. O mutirão é uma força-tarefa permanente que tem contribuído diretamente para a melhoria da qualidade de vida e prevenção de problemas como alagamentos e proliferação de doenças”, destaca o diretor-geral da Limpurb, Felipe Wellaton.

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Ao todo, 18 equipes atuam diariamente em diferentes pontos da cidade. A região central conta com uma escala fixa de funcionários, garantindo a limpeza contínua em áreas de grande fluxo de pessoas. No Mercado do Porto Antônio Moisés Nadaf, uma equipe também realiza a higienização diária do espaço.

A estimativa é que sejam retiradas, mensalmente, cerca de 790 toneladas de resíduos com as ações de limpeza.

O mutirão inclui serviços como capinação, roçagem, varrição, pintura de meio-fio, retirada de bolsões de lixo e manutenção da iluminação pública. Para reforçar a eficiência das ações, os trabalhos contam com o apoio do caminhão Cata-treco, que realiza o recolhimento e a destinação correta de resíduos volumosos descartados pela população.

O Cata-treco é um serviço gratuito que permite aos moradores o descarte adequado de objetos de grande porte, como sofás, mesas, armários, colchões, camas e geladeiras, itens que não são recolhidos pela coleta convencional. Para facilitar a retirada, os objetos devem ser deixados organizados e identificados em frente às residências.

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#PraCegoVer

A imagem mostra colaboradores da Limpurb em força-tarefa de limpeza. Os funcionários usam uniforme na cor verde, e está munido de Equipamento de Proteção Individual (EPIs).

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

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A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

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A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

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Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

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