AGRONEGÓCIO

Mulheres Rurais em Destaque: A Liderança Feminina e a Integração de Soluções Tecnológicas no Setor Agro

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No dia 15 de outubro, celebramos o Dia Internacional da Mulher Rural, uma data que ressalta a importância das mulheres no setor agrícola em todo o mundo. No Brasil, a realidade não é diferente; o campo tem se mostrado um espaço de transformação e protagonismo feminino. Muitas dessas mulheres têm se destacado por suas visões inovadoras, adotando tecnologias que aumentam a produtividade e a sustentabilidade das fazendas, como as soluções de irrigação da Netafim.

Nos últimos anos, a presença feminina no agronegócio cresceu de forma significativa, promovendo mudanças substanciais na gestão e na inovação no campo. As histórias de mulheres como Vanessa Moreno Cintra, cafeicultora no sul de Minas Gerais, e Priscila Silvério Sleutjes, engenheira agrônoma e produtora de grãos no sudoeste paulista, exemplificam essa evolução. Ambas compartilham trajetórias marcadas por desafios, conquistas e uma visão clara de futuro, sempre utilizando tecnologias de ponta para aumentar a eficiência e garantir a sustentabilidade de suas produções.

Uma Jornada de Superação e Amor pelo Campo

Vanessa iniciou sua trajetória motivada por um amor genuíno pela natureza. Natural de São Paulo, ela relata que seu primeiro contato com o café especial, em 2017, transformou sua percepção sobre o potencial da fazenda familiar. “Nunca havíamos consumido nosso próprio café. Foi aí que começou nossa jornada pela qualidade e sustentabilidade”, recorda. Desde então, ela não apenas elevou a qualidade do café produzido, mas também expandiu seu negócio para o mercado internacional, exportando para países como EUA, Austrália e Suécia.

Priscila, por sua vez, teve uma trajetória influenciada por sua família. Filha de um engenheiro agrônomo, seguiu os passos do pai e, ao longo dos anos, assumiu papéis de liderança no setor, como a direção executiva da Aspipp (Associação do Sudoeste Paulista de Irrigantes e Plantio na Palha). “Encontrei meu propósito ao representar pautas que impactam diretamente o uso da água na agricultura. Hoje, estou de volta à fazenda da família, focada na gestão de grãos e cereais irrigados”, conta Priscila, que também ocupa cargos de liderança em associações e cooperativas, sendo a primeira mulher no conselho administrativo de uma cooperativa de crédito.

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Desafios e o Crescimento da Mulher no Campo

As dificuldades enfrentadas pelas mulheres rurais são muitas, especialmente em um ambiente historicamente dominado por homens. Vanessa relata que, apesar da participação feminina nos processos produtivos, muitas vezes as mulheres não são reconhecidas como líderes. “O mercado de café sempre direcionou suas vendas aos homens, mesmo quando a produção estava a cargo das mulheres”, afirma. No entanto, ela ressalta que, com o tempo, as mulheres têm conquistado espaço e reconhecimento, especialmente por sua atenção aos detalhes e pelo cuidado com a equipe.

Priscila reforça essa percepção, destacando que, para que as mulheres sejam ouvidas, é necessário ter postura e conhecimento técnico. “Infelizmente, ainda somos testadas constantemente, mas, com ética e transparência, consegui conquistar respeito e reconhecimento”, explica. Ambas notam uma mudança positiva nos últimos anos, com o surgimento de eventos e movimentos voltados para as mulheres no agro. “Esses movimentos nos motivam a mostrar que também fazemos parte e contribuímos para o desenvolvimento do setor”, comenta Priscila.

Inovação e Sustentabilidade: A Contribuição da Irrigação

Entre as várias inovações que têm transformado o agronegócio, a irrigação desempenha um papel crucial. Tanto Vanessa quanto Priscila integram sistemas de irrigação em suas propriedades, destacando a importância dessa tecnologia para garantir a sustentabilidade e a produtividade. Para Vanessa, a irrigação é essencial na cafeicultura, proporcionando estabilidade econômica ao negócio sem comprometer o meio ambiente. “A Netafim oferece a melhor tecnologia de irrigação no Brasil, e o suporte técnico que recebemos no campo tem sido fundamental para o sucesso do manejo da água”, ressalta.

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Priscila também considera a irrigação uma ferramenta para mitigar os riscos climáticos, permitindo maior estabilidade nas safras e otimização do uso de insumos. “Com irrigação, podemos planejar melhor o plantio e, em algumas regiões, alcançar até três safras por ano”, afirma.

Perspectivas de Futuro

O futuro para as mulheres no campo é promissor, mas ainda há muito a ser conquistado. Vanessa destaca o desejo de ver mais respeito pelo trabalho feminino e maior apoio por parte de profissionais e empresas do setor. “As mulheres precisam ser reconhecidas pelo valor que agregam ao agro”, diz ela. Priscila acredita que a crescente presença feminina em cargos de liderança é uma tendência que veio para ficar. “Nós, mulheres, trazemos uma visão ampla e inovadora, que agrega valor às tomadas de decisão e impulsiona o setor agropecuário rumo a um futuro mais sustentável e colaborativo”, conclui.

Assim, neste Dia Internacional da Mulher Rural, celebramos o protagonismo de mulheres visionárias que, com coragem e determinação, estão transformando o campo brasileiro. A Netafim, comprometida com a inovação e sustentabilidade, orgulha-se de valorizar o trabalho dessas mulheres, tanto em sua própria companhia quanto entre suas inúmeras clientes parceiras. Essa parceria, fundamentada no respeito e na colaboração, é um exemplo de como a tecnologia e o conhecimento podem contribuir para o desenvolvimento sustentável, assegurando não apenas o sucesso das culturas, mas também um futuro próspero para o agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Paraná projeta safra recorde de cevada em 2026 e fortalece liderança nacional na produção

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O Paraná caminha para registrar uma safra histórica de cevada em 2026. Impulsionado pelas condições climáticas favoráveis e pela expansão da área cultivada, o estado deve colher mais de 550 mil toneladas do cereal, consolidando sua posição como principal produtor brasileiro.

As informações constam no mais recente Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta semana.

Área cultivada cresce 21% e reforça expectativa de produção recorde

O plantio da cevada já alcançou 44% da área prevista para a safra 2026, beneficiado pelo clima favorável e pelos níveis adequados de umidade no solo.

A projeção aponta para uma área recorde de 126 mil hectares, crescimento de 21% em relação aos 104 mil hectares cultivados na temporada anterior. Com isso, a produção estadual deverá superar 550 mil toneladas, ampliando ainda mais a participação paranaense no abastecimento nacional.

Segundo o engenheiro agrônomo e analista do Deral, Carlos Hugo Godinho, o avanço dos trabalhos foi favorecido pelas condições climáticas observadas nas últimas semanas.

“As chuvas registradas em maio foram importantes para garantir a umidade necessária ao desenvolvimento das lavouras, enquanto o período mais seco recente permitiu acelerar o plantio”, destacou.

Apesar do cenário positivo, os técnicos acompanham com atenção os possíveis impactos do fenômeno El Niño. A expectativa de maior volume de chuvas durante a primavera pode comprometer a qualidade dos grãos no período da colheita.

Paraná lidera produção nacional de cevada

O estado mantém ampla liderança na produção brasileira de cevada. O segundo maior produtor do país, o Rio Grande do Sul, tem previsão de colher cerca de 100,4 mil toneladas.

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De acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção nacional deverá atingir 678,7 mil toneladas em 2026, representando aumento de 7,2% em comparação ao ciclo anterior.

Safra de milho segue em desenvolvimento e mantém potencial produtivo

O boletim também destaca o avanço da segunda safra de milho 2025/26, cuja estimativa permanece em 17,5 milhões de toneladas.

A colheita começou de forma pontual na região Oeste, principal polo produtor do estado. Até o momento, aproximadamente 14 mil hectares foram colhidos, volume que representa menos de 1% da área total cultivada.

Dos 2,9 milhões de hectares plantados, cerca de 24% das lavouras já estão na fase final de desenvolvimento e praticamente livres dos riscos de geadas. Os demais 76% ainda demandam monitoramento das condições climáticas durante as próximas semanas.

Exportações de carne de peru ganham força

A cadeia produtiva de perus também apresentou resultados positivos. Em 2025, o Paraná ampliou sua participação nas exportações brasileiras da proteína, alcançando 22,61% do total nacional.

Os embarques estaduais somaram 14.875 toneladas, avanço expressivo em relação às 8.692 toneladas exportadas no ano anterior.

No cenário nacional, a carne de peru brasileira foi destinada a 88 mercados internacionais, com destaque para os países das Américas, responsáveis por 63,05% das compras, e da África, com participação de 31,15%.

Maior oferta pressiona preços do brócolis

No segmento de hortaliças, o aumento sazonal da produção provocou queda nos preços do brócolis no mercado atacadista.

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A região de Curitiba, responsável por mais de 75% da produção estadual, registrou ampliação da oferta nas primeiras semanas de junho. Como resultado, o preço médio praticado no entreposto da capital recuou para R$ 8,33 por quilo, valor 28,6% inferior ao observado no mesmo período do mês anterior.

Balança comercial de lácteos fecha quadrimestre com superávit em volume

O setor lácteo paranaense encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com saldo positivo em volume comercializado no mercado externo.

As exportações alcançaram 4,3 mil toneladas, superando as importações, que totalizaram 3,1 mil toneladas no período.

Entretanto, a balança comercial permaneceu deficitária em valor financeiro. Enquanto as vendas externas geraram receita de US$ 8,1 milhões, as importações somaram US$ 11,4 milhões.

O resultado reflete o perfil da pauta comercial do setor. O Paraná exporta predominantemente produtos de menor valor agregado, como manteiga, enquanto importa itens com maior valor de mercado, especialmente queijos.

Agronegócio paranaense mantém trajetória de crescimento

Os números apresentados pelo Deral reforçam o bom momento vivido pelo agronegócio paranaense. A expectativa de safra recorde de cevada, o avanço do milho, o fortalecimento das exportações de proteína animal e o desempenho positivo de diferentes cadeias produtivas demonstram a diversidade e a força do setor no estado.

Mesmo diante dos desafios climáticos e das oscilações de mercado, o Paraná segue ampliando sua relevância no cenário agropecuário nacional e consolidando sua posição entre os principais polos produtores do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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