AGRONEGÓCIO

Mulheres no agronegócio

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No Brasil e ao redor do mundo, a presença feminina no agronegócio não é uma novidade, contudo, a desigualdade de gênero ainda é uma realidade persistente no campo. Apesar disso, ao longo dos anos, tem havido uma evolução significativa nesse cenário, com mulheres ocupando espaços e destacando-se em suas carreiras, seja como empreendedora, técnicas ou especialistas, dentro e fora das porteiras, elas sempre estão em busca de conhecimento e excelência.

De acordo com os dados mais recentes levantados pela AgroLigadas (organização formada por mulheres profissionais do Agronegócio) em parceria com a ABAC (Associação Brasileira do Agronegócio), 54% das mulheres no agronegócio brasileiro atuam na agricultura, 32% na sub-existência, 27% na bovinocultura e 2% na avicultura, com representatividade também em outros segmentos. Essas mulheres não apenas ocupam posições importantes nas operações agropecuárias, mas também estão investindo em suas qualificações, com 41% possuindo pós-graduação e 29% com ensino superior completo.

Além disso, a pesquisa revelou que 69% são proprietárias, indicando um avanço significativo na participação feminina na gestão e propriedade das terras, enquanto 17% ocupam cargos de diretoras e 16% são empregadas ou supervisoras. Profissões como veterinária, agronomia e zootecnia também têm uma representatividade de 15% de mulheres, mostrando a diversidade de áreas em que atuam.

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No entanto, apesar do progresso, as mulheres ainda enfrentam obstáculos, especialmente em um setor tradicionalmente dominado por homens. O preconceito de gênero ainda é uma realidade para muitas, 1/3 das entrevistadas apontaram o acesso ao crédito rural como uma barreira. Essa questão é importante, pois o crédito rural desempenha um papel fundamental no fortalecimento das atividades agropecuárias, permitindo que as produtoras invistam em suas propriedades e melhorem a produção, contribuindo assim para a geração de emprego e renda.

Nesse contexto, a presença feminina é não apenas uma questão de igualdade, mas também uma necessidade para impulsionar o desenvolvimento sustentável do agronegócio. Como destaca Romário Alves, CEO e Fundador da Sonhagro ” A importante atuação da mulher no agronegócio é inquestionável, trazendo uma visão diferenciada. Seu envolvimento ativo não apenas traz diversidade e enriquecimento para a área, mas também é imprescindível para assegurar o progresso econômico do país”.

Neste Dia Internacional da Mulher, é importante destacar o papel que elas desempenham no agronegócio, não apenas como trabalhadoras, mas também como percussoras da transformação e progresso. Sejam proprietárias, gestoras, técnicas ou empreendedoras, elas enfrentam os desafios cotidianos com resiliência, determinação e paixão pela atividade que exercem.

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“A todas as mulheres do agronegócio, que dedicam suas vidas ao cultivo da terra, à criação de animais e à produção de alimentos que chegam às mesas de milhões de pessoas, minha mais profunda admiração e gratidão. Seu esforço, sua visão empreendedora e sua capacidade de superar obstáculos são genuinamente inspiradoras”, conclui Romário.

Fonte: Lucky Comunicação Integrada

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de frango e ovos inicia julho com demanda mais fraca; carne de frango recua e setor acompanha comportamento do consumo

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O mercado brasileiro de proteínas avícolas iniciou julho em um cenário de cautela. Enquanto os preços da carne de frango encerraram junho em queda, refletindo o enfraquecimento da demanda na segunda quinzena do mês, o mercado de ovos registrou médias mensais superiores às de maio, apesar da perda de força nas cotações nos últimos dias de junho.

Levantamentos do Cepea mostram que ambos os segmentos passaram por mudanças no comportamento do consumo ao longo do mês, com o desaquecimento das vendas pressionando os preços e exigindo maior flexibilidade por parte dos agentes do mercado.

Carne de frango perde força no fim de junho

Após dois meses consecutivos de valorização, os preços médios da carne de frango recuaram em junho. O movimento foi provocado principalmente pela desaceleração das vendas na segunda metade do mês, período em que o consumo perdeu ritmo e reduziu o poder de negociação da indústria.

Segundo o Cepea, embora o volume comercializado tenha sido considerado satisfatório ao longo de junho, ficou abaixo do observado nos meses anteriores. Com a diminuição da procura, frigoríficos e distribuidores adotaram uma postura mais flexível nas negociações para manter a liquidez dos estoques e evitar o acúmulo de produtos.

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Apesar desse cenário, as perspectivas para o início de julho são mais positivas. O pagamento dos salários, tradicionalmente concentrado nos primeiros dias do mês, tende a estimular o consumo das famílias, favorecendo uma recuperação da demanda e oferecendo sustentação às cotações da carne de frango no mercado interno.

Mercado de ovos fecha junho com média positiva

No segmento de ovos, o comportamento foi diferente. Mesmo com a queda das cotações registrada durante a segunda quinzena de junho, os preços mais elevados praticados no início do mês garantiram médias mensais superiores às de maio na maior parte das regiões monitoradas pelo Cepea.

O resultado interrompe dois meses consecutivos de retração nas médias mensais, demonstrando que o mercado ainda conseguiu preservar parte da valorização acumulada no começo do período.

Entretanto, o setor iniciou julho em um ambiente menos favorável. Os preços seguem enfraquecidos, refletindo a redução da demanda típica desta época do ano.

Julho será decisivo para o comportamento das proteínas avícolas

Produtores e agentes da cadeia acompanham atentamente a evolução das vendas nas próximas semanas. Além do efeito positivo esperado com a entrada dos salários na economia, o mercado também monitora o impacto das férias escolares, período que tradicionalmente reduz parte do consumo doméstico de ovos e influencia o ritmo das negociações.

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Para o setor avícola, a combinação entre demanda, oferta e comportamento do consumidor será determinante para definir a trajetória dos preços ao longo de julho. Caso o consumo reaja conforme esperado nos primeiros dias do mês, a carne de frango poderá recuperar parte das perdas recentes. Já no mercado de ovos, a manutenção das cotações dependerá de uma retomada consistente das vendas, diante de um período sazonalmente mais desafiador para o consumo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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