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MT intensifica venda do milho 22/23 para liberar espaço em armazéns, mas enfrenta atrasos no 23/24

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O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou um relatório que traz atualizações significativas sobre a safra de milho no estado. O documento destaca que, ao longo de novembro, a comercialização do milho da safra 2022/23 avançou 5,90 pontos percentuais, atingindo a marca de 82,67% do total produzido em Mato Grosso.

Esse aumento nas vendas é atribuído ao interesse em liberar espaço nos armazéns, preparando-se para o início iminente da colheita da soja no estado, conforme explicam os técnicos do Imea.

No que diz respeito aos preços, o relatório revela que o preço médio comercializado para novembro/23 ficou em R$ 35,83 por saca, representando uma queda de 1,88% em comparação com outubro/23.

Quanto à safra 2023/24, as negociações estão progredindo de maneira mais lenta, registrando um aumento de apenas 1,68 pontos percentuais entre outubro e novembro, totalizando 15,59% do total previsto comercializado.

A publicação aponta que esse ritmo mais moderado nas vendas está vinculado às incertezas dos produtores em relação à produção para a temporada, desestimulando a realização de novos negócios.

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O preço médio mensal de novembro/23 para a safra 2023/24 foi de R$ 35,02 por saca, marcando uma queda de 3,28% em relação ao valor registrado em outubro/23.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Boi gordo dispara frente à vaca em 2026 e amplia diferença de preços no mercado paulista

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O mercado pecuário brasileiro registra uma ampliação significativa na diferença de preços entre o boi gordo e a vaca em 2026. Dados recentes do Cepea mostram que, em abril (parcial até o dia 28), o spread entre as categorias no estado de São Paulo chegou a R$ 33,69 por arroba, com vantagem expressiva para os machos.

Diferença atinge maior nível dos últimos anos

Historicamente, o boi gordo já é negociado acima da vaca gorda, devido a fatores como melhor rendimento de carcaça, maior acabamento e maior valor agregado da carne. No entanto, o atual patamar representa um avanço relevante frente aos anos anteriores.

Em abril de 2024, a diferença era de R$ 17,70/@, enquanto em 2025 ficou em R$ 26,30/@ — números significativamente inferiores ao observado neste ano.

Oferta restrita de machos sustenta alta

Segundo os pesquisadores do Cepea, o principal fator por trás desse movimento é a oferta reduzida de bois ao longo de 2026. A menor disponibilidade tem sustentado a valorização mais intensa da arroba dos machos, especialmente diante de uma demanda internacional aquecida pela carne bovina brasileira.

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Esse cenário tem favorecido os produtores que trabalham com animais terminados, pressionando os frigoríficos a pagarem mais para garantir escalas de abate.

Maior oferta de fêmeas limita preços

Por outro lado, o mercado de vacas apresenta dinâmica distinta. A maior disponibilidade de fêmeas — especialmente em ciclos de descarte de matrizes — aumenta a oferta e reduz o poder de barganha dos vendedores.

Além disso, a carne de vaca é mais direcionada ao mercado interno, que apresenta ritmo de consumo mais moderado, o que também contribui para limitar a valorização dos preços.

Arroba do boi sobe mais que a da vaca em 2026

No acumulado desde dezembro de 2025 até abril de 2026, a arroba do boi gordo no mercado paulista registra valorização nominal de 12,65%. Já a vaca gorda apresenta alta mais contida, de 7,5% no mesmo período.

Tendência segue atrelada à oferta e à exportação

A perspectiva para o curto prazo indica manutenção desse diferencial elevado, sustentado pela restrição de oferta de machos e pelo bom desempenho das exportações brasileiras de carne bovina. Enquanto isso, a maior presença de fêmeas no mercado tende a continuar pressionando os preços dessa categoria.

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O comportamento das escalas de abate e o ritmo da demanda doméstica serão determinantes para os próximos movimentos do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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