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Movimentação nos portos do Paraná cresce 6,8% no primeiro quadrimestre de 2025

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A movimentação geral nos portos paranaenses totalizou 22,8 milhões de toneladas entre janeiro e abril de 2025, um crescimento de 6,8% em comparação ao mesmo período do ano anterior, que registrou 21,3 milhões de toneladas. O resultado reforça a continuidade de um ciclo positivo, após 2024 ter registrado o maior volume histórico de exportações e importações na região.

Destaque para exportação de soja e farelo

A soja em grão foi o produto mais exportado, com 5,5 milhões de toneladas movimentadas, representando um aumento de 10% em relação a 2024 (4,9 milhões de toneladas). O farelo de soja também registrou forte crescimento, subindo 21%, de 1,98 milhão para 2,4 milhões de toneladas.

Importação: fertilizantes em alta

No segmento de importações, os fertilizantes tiveram destaque, com 3,4 milhões de toneladas movimentadas, um aumento de 7% em relação ao primeiro quadrimestre de 2024, quando foram registradas 3,17 milhões de toneladas.

Reconhecimento da gestão portuária

Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná, atribuiu o crescimento à atuação técnica e operacional rigorosa da equipe: “O crescimento constante dos portos paranaenses nos últimos anos é resultado da atuação rigorosa da equipe técnica, tanto na logística quanto em todo o processo operacional”, afirmou.

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Recorde histórico de caminhões no Pátio de Triagem

A alta demanda por soja e farelo resultou em um recorde na movimentação de caminhões no Pátio de Triagem do Porto de Paranaguá. Entre janeiro e abril, passaram pelo local 181.651 veículos, superando o recorde anterior de 175.280 caminhões registrado em 2020.

O pátio, voltado para o recebimento de granéis sólidos vegetais, teve a maior parte das cargas composta por soja e farelo provenientes principalmente do Paraná e Mato Grosso do Sul.

Gabriel Vieira, diretor de Operações da Portos do Paraná, destacou a qualidade do controle: “Temos um rigoroso sistema de análise que garante aos clientes o recebimento de produtos livres de materiais contaminantes, o que aumenta o interesse internacional pelos nossos produtos”.

O Pátio de Triagem tem como funções principais reduzir o número de veículos nas vias de acesso, garantir a qualidade das cargas e organizar o agendamento de entrada dos caminhões, evitando filas na BR-277.

Movimentação de contêineres cresce e bate recorde

No segmento de contêineres, a TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, manteve a liderança pelo segundo ano consecutivo como o terminal da região Sul com maior movimentação no primeiro trimestre.

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De acordo com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), a TCP movimentou 372.446 TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), um recorde para o período e um crescimento de 5,4% em relação ao primeiro trimestre de 2024.

Investimento em infraestrutura para ampliar capacidade

A expectativa para 2025 é que a movimentação de contêineres aumente ainda mais, impulsionada pela ampliação do calado do porto, que passou de 12,10 metros para 12,80 metros na maré zero. A obra, realizada pela Portos do Paraná, permite que navios que atracam no cais da TCP transportem até 560 TEUs adicionais por viagem, ampliando a capacidade e eficiência operacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de proteínas animais disparam em maio e carne de frango lidera avanço brasileiro

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As exportações brasileiras de proteínas animais seguem aquecidas em maio de 2026, reforçando o protagonismo do agronegócio nacional no comércio global de alimentos. Dados divulgados pela Secex apontam avanço consistente nos embarques de carne de frango e carne suína, com destaque para o desempenho do setor avícola, que lidera em volume e faturamento.

O cenário positivo reflete a forte demanda internacional pelas proteínas brasileiras, favorecida pela competitividade dos produtos nacionais e pela ampliação das compras em mercados estratégicos.

Carne de frango lidera exportações brasileiras de proteínas

A carne de frango manteve a liderança entre as proteínas animais exportadas pelo Brasil neste mês. Segundo os dados da Secex, os embarques de carnes de aves e miudezas comestíveis frescas, refrigeradas ou congeladas somaram 238,3 mil toneladas até a segunda semana de maio.

A receita acumulada alcançou US$ 450,4 milhões no período, com média diária de US$ 45 milhões. O volume médio exportado ficou em 23,8 mil toneladas por dia útil.

Além do elevado ritmo de embarques, o setor avícola brasileiro manteve forte competitividade internacional. O preço médio da proteína exportada foi de US$ 1.889,9 por tonelada, consolidando o Brasil entre os principais fornecedores globais de carne de frango.

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O desempenho positivo ocorre em meio ao aumento da demanda internacional por proteínas de menor custo e ao fortalecimento das exportações brasileiras para mercados da Ásia, Oriente Médio e América Latina.

Carne suína mantém crescimento nas vendas externas

A carne suína também apresentou resultado expressivo nas exportações brasileiras ao longo da primeira metade de maio. De acordo com a Secex, os embarques de carne suína fresca, refrigerada ou congelada totalizaram 55,5 mil toneladas no período.

A receita gerada pelas vendas externas chegou a US$ 138,4 milhões, com média diária de faturamento de US$ 13,8 milhões.

O volume médio exportado ficou em 5,5 mil toneladas por dia útil, enquanto o preço médio negociado atingiu US$ 2.491,6 por tonelada.

Mesmo com volume inferior ao registrado pela carne de frango, o setor suinícola brasileiro segue sustentado pela ampliação da demanda internacional e pela consolidação da proteína nacional em importantes mercados importadores.

A valorização dos preços médios também reforça a competitividade da carne suína brasileira no mercado externo.

Exportações de pescado têm menor participação em maio

Entre os segmentos analisados pela Secex, o pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado apresentou participação mais modesta nas exportações brasileiras em maio.

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Até a segunda semana do mês, o setor embarcou 419,7 toneladas, gerando receita de US$ 2,15 milhões.

A média diária de faturamento ficou em US$ 215 mil, enquanto o volume médio exportado atingiu 42 toneladas por dia útil.

Apesar da menor representatividade em relação às carnes de aves e suína, o pescado registrou o maior valor médio por tonelada entre as proteínas analisadas. O preço médio negociado alcançou US$ 5.122,9 por tonelada exportada.

Agronegócio brasileiro mantém força no mercado global

O avanço das exportações de proteínas animais reforça a posição estratégica do Brasil como um dos maiores fornecedores mundiais de alimentos.

O desempenho positivo de frango, carne suína e pescado em maio mostra a força do setor exportador brasileiro, que segue beneficiado pela demanda internacional aquecida, pelo câmbio favorável e pela competitividade da produção nacional.

A expectativa do mercado é de continuidade no ritmo elevado de embarques ao longo do segundo trimestre, especialmente para os segmentos de aves e suínos, que seguem ampliando presença nos principais destinos globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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