AGRONEGÓCIO

Movimentação no Porto de São Francisco do Sul Cresce 16% no Primeiro Semestre de 2024

Publicado em

No período inicial de 2024, o Porto de São Francisco do Sul registrou um aumento significativo na movimentação de mercadorias, atingindo a marca de 7,3 milhões de toneladas. Esse número representa um crescimento de 16% em comparação ao mesmo período do ano anterior, consolidando o quinto mês consecutivo de expansão no volume de cargas.

Desempenho em Destaque

Somente em maio, o porto movimentou 1,4 milhão de toneladas, um acréscimo de 13% em relação a maio de 2023, quando foram movimentadas 1,2 milhão de toneladas. O balanço recentemente divulgado pela autoridade portuária revela que a exportação foi impulsionada principalmente pelo embarque de soja, totalizando 750 mil toneladas, seguido pelo envio de madeiras para os Estados Unidos, com 18 mil toneladas.

Importações e Cargas Diversificadas

No sentido inverso, a chegada de mercadorias ao Porto de São Francisco em maio alcançou 607 mil toneladas, com destaque para produtos metalúrgicos como bobinas e chapas de aço, que somaram 375 mil toneladas. Os fertilizantes importados atingiram 166 mil toneladas, representando uma parcela significativa das importações no mês.

Leia Também:  Consumo de eletricidade do país aumenta 7,3% no primeiro trimestre
Perspectivas Positivas

O presidente do Porto, Cleverton Vieira, comemorou os resultados positivos: “Os números refletem a consolidação de São Francisco do Sul como um corredor vital para as cargas não apenas de Santa Catarina, mas também de outros estados brasileiros”. Ele destacou ainda as vantagens competitivas do Complexo Portuário da Baía da Babitonga, enfatizando a eficiência operacional e o compromisso com a sustentabilidade.

Esses dados reforçam a importância estratégica do Porto de São Francisco do Sul no cenário logístico nacional, evidenciando seu papel fundamental no comércio exterior e na economia regional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

Published

on

A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

Leia Também:  Aumento nas cotações da pluma e do caroço de algodão em Mato Grosso impulsiona expectativas para o Valor Bruto da Produção

No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

Leia Também:  Dólar cai frente ao Real com perspectiva de Selic em dois dígitos até o fim do ano

A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA