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Movimentação intensa no mercado de milho: desafios e perspectivas

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As vendas de milho já ultrapassam 55% da produção no Rio Grande do Sul, conforme informações da TF Agroeconômica. “As dificuldades na aquisição do grão, já perceptíveis em outros estados, começam a surgir também no Rio Grande do Sul. Os armazenadores comercializam o produto à medida que os produtores realizam suas vendas. Atualmente, mais de 55% da safra estadual já foi negociada. Os preços variam entre R$ 75,00 e R$ 80,00 no interior para abril. Em Panambi, os valores mantiveram-se em R$ 69,00 por saca”, destaca o relatório.

Em Santa Catarina, o mercado segue travado, pois os agricultores estão focados na colheita da soja, adiando as negociações de milho. “A comercialização do milho deve continuar enfrentando dificuldades enquanto os produtores mantiverem sua atenção na soja. Uma melhora pode ocorrer com a colheita do milho safrinha ou com uma definição de preços mais competitivos nos próximos dias. No porto, os valores observados foram de R$ 72,00 para entrega em agosto e pagamento em 30 de setembro, e R$ 73,00 para entrega em outubro, com pagamento previsto para 28 de novembro”, acrescenta o relatório.

No Paraná, o plantio do milho safrinha está próximo de ser concluído. “O mercado paranaense apresenta um cenário semelhante ao de Santa Catarina. A colheita da soja tem mantido os produtores ocupados, limitando a comercialização do milho no momento. Os preços variam conforme o tipo de negociação: para retirada imediata, em março de 2025, o valor é de R$ 80,00 por saca (FOB) na região dos Campos Gerais”, informa a TF Agroeconômica.

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No Mato Grosso do Sul, o plantio segue atrasado. “As cotações de milho no estado hoje foram as seguintes: em Dourados, o preço para o comprador é de R$ 75,00 por saca, enquanto o valor para o vendedor chega a R$ 78,00. Em São Gabriel do Oeste, os compradores pagam R$ 72,00 por saca, e os vendedores pedem R$ 76,00. A diferença nos valores reflete a oferta local e a dinâmica de negociação entre compradores e vendedores”, conclui o relatório.

Cotações em baixa na B3 e em Chicago

O milho na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) encerrou o dia em baixa, com os preços no mercado físico perdendo força, segundo a TF Agroeconômica. “As cotações na B3 conseguiram interromper a sequência de quedas dos últimos dias. No entanto, a rápida desvalorização na bolsa não foi acompanhada pelo mercado físico, que ainda apresenta uma grande diferença entre os preços praticados no dia a dia e os contratos futuros”, observa a análise.

Um corretor paulista relata que os últimos dois dias foram de bons negócios, o que pode explicar os ajustes, mas alerta que os compradores estiveram ausentes nesta quinta-feira. “Com o avanço do acesso ao milho de verão, que atende parte da demanda inicial, espera-se que os preços do mercado físico e dos contratos futuros se alinhem nos próximos dias”, avalia o especialista.

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Os contratos para maio de 2025 fecharam a R$ 77,47, com alta de R$ 0,49 no dia, mas queda de R$ 2,86 na semana. O vencimento de julho/25 encerrou a R$ 72,34, avançando R$ 0,50 no dia, mas recuando R$ 0,52 na semana. Já o contrato para setembro/25 foi negociado a R$ 71,66, com alta de R$ 0,39 no dia e queda de R$ 0,50 na semana.

Na Bolsa de Chicago (CBOT), o milho registrou leve baixa, apesar do volume de notícias desfavoráveis. “O contrato de maio, referência para a safra de verão brasileira, fechou com desvalorização de 0,28%, ou US$ 1,25 cent/bushel, a US$ 450,00. O vencimento de julho teve queda de 0,22%, ou US$ 1,00 cent/bushel, a US$ 458,00”, informa o relatório.

Mesmo com notícias adversas, as cotações do cereal encontraram suporte e fecharam em leve baixa. “A demanda pelo milho norte-americano pode ser impactada nos próximos meses, devido à imposição de tarifas sobre países parceiros e restrições a navios chineses. Esse cenário já resultou em uma queda de 31% nas vendas de milho para exportação na comparação semanal”, conclui a análise.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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