AGRONEGÓCIO
Movimentação Intensa no Mercado de Café Brasileiro
Publicado em
31 de julho de 2024por
Da RedaçãoO mercado de café no Brasil promete uma quarta-feira agitada, com expectativas de intensificação dos negócios. A alta nas cotações da Bolsa de Nova York (ICE Futures US) favorece os preços internos, enquanto a valorização do dólar frente ao real pode impulsionar as exportações do grão.
Na última terça-feira (30), observou-se uma variação nos preços do café: o arábica apresentou um leve aumento, enquanto o conilon registrou uma queda. O mercado de arábica, tanto em Nova York quanto em Londres, exibiu um comportamento misto, o que resultou em estabilidade nas cotações. Os preços do arábica subiram devido a negociações pontuais e demanda, ao passo que o produtor de conilon permaneceu cauteloso, o que contribuiu para a redução nos valores.
Especificamente, no sul de Minas Gerais, a saca de 60 kg de café arábica bebida boa com 15% de catação variou de R$ 1.430,00 a R$ 1.435,00, uma leve alta comparada aos R$ 1.420,00 a R$ 1.425,00 do dia anterior. No cerrado mineiro, o arábica bebida dura com 15% de catação foi negociado entre R$ 1.435,00 e R$ 1.440,00, também apresentando alta em relação aos R$ 1.425,00 a R$ 1.430,00 anteriores. Na Zona da Mata de Minas Gerais, o arábica “rio” tipo 7 com 20% de catação foi comercializado entre R$ 1.200,00 e R$ 1.205,00, frente aos R$ 1.190,00 a R$ 1.195,00 do dia anterior.
No Espírito Santo, o conilon tipo 7 foi cotado entre R$ 1.285,00 e R$ 1.290,00 por saca, uma pequena queda em relação aos R$ 1.290,00 a R$ 1.295,00 de ontem. O conilon 7/8 apresentou preços de R$ 1.280,00 a R$ 1.285,00, em comparação aos R$ 1.285,00 a R$ 1.290,00 anteriores.
Estoques Certificados e Câmbio
Os estoques certificados de café nos armazéns credenciados da ICE Futures em Nova York somavam 821.108 sacas de 60 quilos em 30 de julho de 2024, representando um aumento de 6.452 sacas em relação ao dia anterior, segundo informações da ICE Futures.
Desempenho no Mercado Externo
Na ICE Futures US, os contratos com entrega para setembro de 2024 subiram 1,42%, sendo cotados a 234,10 centavos de dólar por libra-peso. No fechamento da terça-feira, a mesma posição havia registrado uma alta de 0,40 centavo, ou 0,2%, encerrando o dia a 230,80 centavos de dólar por libra-peso.
Cenário Econômico Global
O dólar comercial subiu 0,51%, atingindo R$ 5,6464. O Dollar Index, que mede a força do dólar em relação a uma cesta de moedas, caiu 0,40%, registrando 104,13 pontos.
No cenário internacional, as principais bolsas da Ásia fecharam em alta, com Xangai subindo 2,06% e o Japão 1,49%. Na Europa, as bolsas também operam com ganhos, destacando Paris (+1,09%), Frankfurt (+0,39%) e Londres (+1,22%). O petróleo também registrou alta, com o contrato de setembro do WTI em Nova York cotado a US$ 77,41 por barril, uma alta de 3,58%.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja
Published
20 horas agoon
15 de outubro de 2026By
Da Redação
A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.
A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.
O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui
Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.
A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.
Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br
Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.
O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.
Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.
Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.
Isan Rezende
Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.
O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.
“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.
“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.
Fonte: Pensar Agro
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